A Bolsa Amarela é um livro infantil, o qual tive que ler em função da faculdade e gostei muito, portanto, trouxe a resenha. A obra foi escrita pela Lygia Bojunga, publicada no ano de 2011 na editora Casa Lygia Bojunga (é uma editora da autora) e o exemplar que li está na sua 35ª edição e contém 135 páginas e é ilustrado.
O livro é narrado em primeira pessoa por Raquel, a protagonista, uma menina que por ter irmãs acaba sendo ignorada pelos pais.
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| Foto: arquivo pessoal. O livro tem uma etiqueta branca porque peguei emprestado na biblioteca |
Além disso, Raquel possui três vontades, porém, como os adultos sempre riem dela, acaba reprimindo elas:
Nem seu qual das três enrola mais. Às vezes acho que é a vontade de crescer de uma vez e deixar de ser criança. Outra hora acho que é a vontade de ter nascido garoto em vez de menina. Mas hoje estou achando que é a vontade de escrever.
Por ter vontade de escrever e ser deixada de lado, ela cria amigos imaginários e escreve para eles. Porém, sempre que os adultos descobrem, riem dela.
Um dia, uma tia rica deu roupas usadas para a família, como sempre, nunca dava nada para a Raquel, até porque são roupas de adulto. Nessa sacola de roupa estava a bolsa amarela, que por ser feia, acabou sobrando, logo, Raquel tomou posse da bolsa amarela:
A bolsa tinha sete filhos! (Eu sempre achei que bolso de bolsa é filho da bolsa)
Então a menina começa a juntar coisas e vai guardando na bolsa amarela. Tudo que ela junta tem uma história e vida, imaginada por ela. A confusão começa quando aparece o Rei, um galo que cansou de ser rei do galinheiro e fugiu, por isso, resolveu se esconder na bolsa amarela.
Nesse livro é possível notar e entrar no mundo da criança, a qual possui imaginação fértil.
Também é notável a reflexão que a autora nos traz com a obra: quantas vezes rimos de uma criança? Quantas vezes ignoramos as vontades dela? Quantas vezes dizemos que ela não pode fazer algo simplesmente porque é criança?
Por isso recomendo essa leitura para todas as idades, tanto crianças como adultos como eu.
É uma linguagem bem simples como uma fala de uma criança. é um livro extremamente criativo e que nos faz rir das enrascadas que a Raquel se mete com aquela bolsa e os inúmeros objetos com vida que tem dentro dela.
Vocês já leram esse livro? Gostaram? Pretendem ler? Costumam ler livros infantis? Comentem.
