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    26/10/2016

    Diário de bordo, de Flor de Liz (resenha)

    Olá, leitores!

    Quando era mais nova sonhava em ser comissária de voo, pois admirava aquelas mulheres lindas, educadas e bem vestidas que via nos filmes, especialmente no "Voando alto", elas pareciam levar uma vida repleta de viagens e aventuras. Só fui viajar de avião mesmo no ano passado (texto sobre a experiência de viajar de avião), mas motivada pelo sonho de infância, solicitei esse livro para resenha com a editora parceria Chiado, com a finalidade de conhecer um pouco mais da profissão através das memórias da autora Flor de Liz. A obra fui publicada em 2016 e contém 124 páginas.
    Com uma linguagem fácil e fluida, Flor de Liz relata suas experiências vividas na profissão, sejam elas nas folgas, durante os voos ou nos lugares que foi. Nem todas as memórias relatadas no livro podem ser interessantes ao olhos do leitor, porém, dá para notar que marcaram a vida da autora. Há situações narradas de formas bem humoradas, outras dramáticas, dependendo do que ocorreu em sua carreira.

    Foto: arquivo pessoal

    Costumo dizer que durante os voos vivemos num mundo a parte, num mundo onde tudo pode acontecer. Pessoas podem nascer e morrer ali dentro. Pessoas felizes recém casadas viajando em lua-de-mel, outros indo para o funeral de um parente, alguém triste porque foi abandonada pelo marido e outra feliz porque conseguiu um novo emprego, todas ali juntas respirando o mesmo ar.

    Além das memórias, no prefácio a autora aborda as dificuldades da profissão: as várias horas trabalhadas direto, o horário diferenciado, o intervalo pequeno entre um voo e outro, entre outras.

    Se fizerem as contas verão que trabalhamos cerca de dezoito a vinte horas sem parar com intervalo de no máximo três horas nos voos longos. Elas também não sabem que muitos voos saem às duas/três horas da manhã e que passamos a noite toda e parte do outro dia acordados trabalhando.
    Vale ressaltar que Flor de Liz relata as memórias de voos internacionais no Oriente Médio. Além disso, o livro também aborda os pontos positivos, logo, o leitor tem uma visão ampla da rotina destes profissionais. No final do livro também dá dicas para quem pretende ser comissária. 
    Gostei muito de conhecer mais sobre a profissão que sonhava em ter quando criança através da leitura, entretanto, acredito que meu caminho profissional seja outro. Gostaram da resenha? Leriam a obra literária? Sonhavam em ser comissária quando criança? Comentem.

    16/05/2016

    Celeuma, de André Leal (Resenha)


    Olá, pessoal!

    Um pequeno detalhe inicial: Esta resenha será um pouquinho diferente, um misto de comentário sobre escrita de textos e sobre algo que escritores devem muito – muito mesmo, mesmo, mesmo – evitar e a resenha propriamente dita do livro “Celeuma”, de André Leal, publicado pela editora Chiado em 2015, contendo 232 páginas. O texto ficou um pouquinho grande, e peço desculpas por isso, me empolguei um pouquinho ao escrevê-lo.


    Primeiramente, precisa-se ver que a produção de um texto não é algo tão simples como jogar centenas de palavras num monte e então colocar um ponto final. Produzir um texto implica em muitos detalhes pequenos, a começar pelo que se está dizendo e qual o propósito disto. Se for um texto informativo, por exemplo, uma notícia, a mensagem precisa ser sucinta, objetiva. Não há espaço para descrições longas e subjetivas quanto ao local, quanto às pessoas envolvidas ou o que as levou a tal ato. O que é diferente de um romance, em que tudo pode ser explorado. Diferente de textos informativos, o gênero romance permite muitas abordagens e formas de escrita diferentes – e tudo também dependerá do narrador, se em 1ª ou 3ª pessoa. Romances, ao contrário de outros gêneros, possuem públicos por vezes bem específicos. “Como assim?” Por exemplo, os livros mais contemporâneos como Jogos Vorazes e A Rainha Vermelha possuem públicos mais adolescentes, o que não quer dizer que outros públicos não possam lê-los, mas sim que a recepção da obra será diferenciada. E isso não só quanto à suposta faixa etária do público-alvo, mas também quanto ao nível de leitura do leitor, a quanta bagagem literária ele já tem.

    E o que isso tem a ver com a produção do texto? Basicamente, tudo.

    Para que fique bem claro, é só pensar em um livro clássico qualquer e na sua adaptação juvenil. O público-alvo das adaptações costuma ser jovens leitores que não possuem gosto pela escrita mais densa/rebuscada/etc. ou mesmo por livros grandes. A história é a mesma, mas a escrita será diferente. Isso importa? Sim, muito. Principalmente se és uma pessoa que se importa com o estilo da narrativa – com a complexidade com que a história é contada, com os detalhes etc. Um livro ganha valor não apenas por sua história, mas também por como essa história é contada.

    Então, pensar no público que pretendes atingir com sua obra é realmente importante. Se queres atingir os adolescentes dificilmente conseguirás se utilizares de uma escrita machadiana, por exemplo – pelo menos não nos dias de hoje. “Preciso pensar nisso quando escrevo meu livro?” Sim e não. Mas acho relevante pensar nisso quando terminá-lo e for publicá-lo.

    Diferente livros, diferentes estilos, gêneros e narrativas.
    Fonte: arquivo pessoal.

    E, considerando tudo isso, convém falar de mais um ponto realmente significativo: a revisão.

    Não existe só um tipo de revisão – pode ser só gramatical, ou focar no sentido etc. Considerando a revisão como uma coisa só – o que talvez não seja algo adequado, mas prolongar muito não é o sentido deste texto –, não se diz apenas de verificar se todos os acentos foram colocados ou “arrumar” as crases. A revisão, que muitas vezes se associa com a reescrita, implica também em organizar o texto deixando-o coeso e coerente. Em outras palavras, evitar frases ambíguas ou que causem estranheza; possibilitar que o texto fique o mais fluído e legível possível. A revisão é uma das partes mais cruciais num texto, que não pode ser ignorada. Após pronto, o texto deve, sem exceção, passar por uma ou mais revisões.

    Porém, apesar de ser essencial, deve-se tomar cuidado com duas coisas. Primeiro que a pessoa a revisar precisa ter um conhecimento mínimo sobre isso; não adianta querer revisar o texto gramaticalmente se não souber a diferença de “a” e “há” ou “entendera” e “entenderá”, por exemplo – isso em questões mais simples. E segundo que, se for o próprio autor a revisar o próprio texto, precisa-se de certo distanciamento do texto. Isto é necessário porque, ao ter escrito o texto, inconscientemente o texto estará formado em sua mente e muitos equívocos – coisinhas simples mesmo – passam despercebidos. O que não quer dizer que a pessoa não saiba corrigi-lo, mas que, ao não manter esse distanciamento antes da revisão – pode ser um ou dois dias ou mesmo semanas e meses –, muito provavelmente não conseguirá detectá-los. Nem todas as pessoas ficam preocupadas se há ou não há erros na escrita, mas, para quem se incomoda com isso, é realmente perturbador. A leitura sofre pausas, e mesmo momentos de irritação – para quem não entende isso, deixo a seguinte comparação: pense em estar ouvindo uma música ou algum programa audiovisual e por algum motivo sinistro a mídia fique pausando, mostrando estática... (muito provavelmente vais precisar respirar fundo para continuar ouvindo/assistindo). Enfim, como eu disse antes, o livro não é apenas a história, mas como a história foi contada – e os erros contam.

    Fonte: arquivo pessoal.

    Começarei meu comentário de “Celeuma” por esse ponto: sua revisão. Não sei como funciona o processo de publicação de um livro, tenho apenas uma vaga ideia. Também não sei afirmar se a editora disponibiliza ou não o serviço de revisão; imagino que fique a critério do autor. Apesar disso, quando o leitor se depara com um livro cheio de erros, a primeira coisa que vem à mente é que a culpa é da editora. Sendo um pouco chata com revisão, peguei o costume de observar nas primeiras páginas do livro se houve algum revisor, e quantos foram. Porque, sim, muitos livros recebem mais de uma revisão – e aqui entra a questão de diferentes revisões. Primeiramente, a “culpa”, ou melhor, a responsabilidade, quanto aos erros é do escritor, mas ele não tem a obrigação de escrever tudo perfeitinho, até mesmo porque sem o distanciamento do texto dificilmente ele conseguiria corrigi-lo. Para isso existem revisores! Enfim, todo mundo erra, é normal passar um ou dois errinhos. O que não pode ser deixado passar é um livro inteiro repleto de erros e equívocos. Da primeira à última parte. “Celeuma” deixou a desejar a partir do momento em que o próprio autor é o revisor da obra. E o motivo já foi explicado.


    Eu poderia dizer que deve ser porque não faço parte do público-alvo da obra, mas isso não muda o fato de que há erros. Não é porque o público não será leitor de clássicos e chatos com revisão que o livro deve deixar a desejar nisso. Mas talvez o público-alvo sequer note os erros, e daí? Bom, sinto muito, eu notei.

    Bem, falemos da obra em si. O que é, afinal, “celeuma”? Eu só vim a me deparar com esta palavra pela primeira vez quando vi o livro no catálogo da editora Chiado. Devo admitir que a capa chamou muito a minha atenção – mas falarei disso depois. O próprio livro, nas primeiras páginas, traz uma definição sobre o que é “Celeuma”. 

    Definição de Celeuma encontrada no livro.
    Fonte: arquivo pessoal.
    Um dos pontos que mais chamou a minha atenção na obra foi o estilo da narrativa pelo qual André Leal optou. É um misto de peça de teatro com prosa. Os diálogos são utilizados como nas peças, isso é, há o nome de quem está falando e, logo após, a fala. Porém, senti falta de algo como dois pontos após o nome; essa escolha de nome e logo após a fala ficou estranha.  E há a prosa no que se refere aos pensamentos – e falas – do narrador do capítulo. Aliás, são vários narradores, sendo todos integrantes da história. É possível notar que o narrador do capítulo não possui suas falas como os outros; podemos perceber suas falas a partir de seus pensamentos. Esta é uma estratégia realmente interessante, e, embora nem sempre saibamos o que exatamente o personagem falou, temos uma ideia – então, não se preocupem, isso não dificulta a leitura. Esta estratégia, contudo, não funciona com apenas uma personagem: a Paloma. Nos capítulos dela há as suas falas. (Será que foi de propósito?).


    Estilo narrativo optado pelo autor.
    Fonte: arquivo pessoal. 

    Bom, sobre o que é o livro? Deixarei que a sinopse da contracapa responda:

    Celeuma conta a história de uma idosa que se dedica ao propósito de atormentar o próximo. Com sua capacidade única em criar intrigas e mentiras, passa o tempo controlando a vida alheia na tentativa de impor do alto de sua pequenez seu pensamento limitado e mesquinho. Determinada a acabar com o casamento do genro se aproveita da ausência do mesmo iniciando uma jornada ditatorial em prol da moral e dos bons costumes na esperança de reviver um passado distante e improvável. Contudo suas armações e revelações desenterram segredos questionando o caráter dos envolvidos alimentando a fornalha que move o conflito em sua mais pura personificação; o ser humano. (esta sinopse pode ser encontrada na contracapa do livro, no próprio site do livro ou no catálogo da editora Chiado).

    Embora não seja um ponto realmente importante para a obra, gostaria de falar um pouco sobre essa personagem, a Paloma. Antes de qualquer coisa, meu conhecimento sobre Psicologia e Psiquiatria é muito limitado, então, caso eu diga algo errado, sintam-se à vontade para me corrigir – afinal, minha área não é essa. Paloma é a terapeuta de Fabrício, que é filho de Nívea e Rodolfo e neto de Celeuma – mas depois falo dela. Pelo que pude compreender, Fabrício – um rapaz de vinte anos – está fazendo terapia por não aceitar a separação dos pais, se revoltando com isso, jogando a culpa de tudo que acontece na separação deles – isso é, o problema é uma questão familiar. Nos meus limitados conhecimentos, acredito que essa seria uma situação em que um psicólogo atuaria, pois é algo relacionado ao emocional, em sessões semanais. O personagem Fabrício, no que se mostra dele no decorrer do livro, não possui “problemas” mais sérios, nada que chegasse ao ponto de precisar de um psiquiatra – que, aparentemente, não possui sessões semanais, e sim mensais, ao contrário do que aparece no livro –, que costuma ser o mais recorrido em situações que necessitam de medicação ou coisas do tipo. E, contudo, Paloma não é psicóloga e sim psiquiatra, formada em Medicina com especialização em Psiquiatria. Particularmente, achei que ela fugiu muito de seu papel profissional – mesmo que eu não entenda bem dessa profissão, pois deixou a situação extrapolar dos limites para decidir se pararia as consultas com Fabrício. Tudo bem que essa é uma situação que pode sim acontecer, e deve acontecer mesmo, mas a questão não é bem explorada, nem mesmo é demonstrado o quanto isso é errado, que é uma falta de ética – embora diga que aquilo poderia pôr sua profissão em risco. O problema disso é deixar que pessoas que não compreendem isso o levem como uma verdade; formem um estereótipo de psiquiatra. E o que Paloma passa é o seguinte: uma mulher com problemas que se deixa levar pelos sentimentos, que não explora o problema de Fabrício – que é a separação dos pais e como isso o afeta – e sim questionando o que ela acha mais conveniente. (Mas não aparece que ela mesma foi atrás de um psicólogo! Simplesmente porque NÃO foi... Como assim? Ela também precisava!).

    Nos primeiros capítulos de Paloma são descritas as consultas, apenas diálogos (com um resumo da sessão ao final). É a única narradora que expõe diretamente sua fala, mesmo quando não está narrando a consulta.

    Há outras personagens que poderiam ser mencionadas e comentadas aqui, que possuem sua relevância na história, como: Nívea; Dulce; Verônica; Luciana; Rodolfo; Celeuma; Fabrício; Gisele; a chinesa Ling Lean; e o detetive Marlon. Porém, como falar de todos seria exaustivo e prolongaria muito, resumirei comentando da Celeuma, da Verônica, da Gisele e da chinesa. Os quatro pontos mais essenciais da obra.

    06/04/2016

    Desencontros e desencantos (resenha)

    Olá, leitores,

    "Desencontros e desencantos" é um romance de época, escrito pela Nathalia Batista, publicado pela editora Chiado e contém 254 páginas.

    Foto: arquivo pessoal
    O livro conta a história da jovem Suzanne, que é órfã e vive na casa da Sra. Hampton, devido à promessa que ela fez de cuidar de Suzanne um pouco antes de sua mãe falecer.  Suzanne trabalha como dama de companhia de sua filha, Veronika. Contudo, Veronika sempre a invejou por Suzanne ser bela e ter a atenção de sua mãe. Além de nunca tratá-la como da família e sim como uma criada.

    Queria que Veronika tivesse metade de sua postura, beleza e inteligência e, com certeza, teria um bom casamento.
    A situação piora quando a Sra. Hampton descobre estar doente. Querendo deixar as jovens encaminhadas na vida, as leva para Londres com a finalidade de debutarem e acharem um bom casamento.
    A certeza de que não viveria mais tanto tempo não amedrontava a Sra. Hampton, que apenas sentia que precisava fazer algo por Suzanne, razão pela qual resolveu passar todo o verão em Londres, para que pudessem participar de todas as atividades e a pequena moça agregada à família pudesse arrancar suspiros de algum jovem, de preferência, nobre.
    Todavia, como Suzanne é uma criada, dificilmente se casaria com um nobre, ela dá um bom dote para a garota, compra roupas e a leva como uma amiga da família. Fatos que provocam ainda mais raiva em sua filha Veronika. Achei que os personagens possuem muitas características do romantismo, ou seja, quem é bom é extremamente perfeito e quem é vilão não tem sinal de bondade alguma. Fato que se distanciou da realidade humana.

    Foto: arquivo pessoal
    Em Londres, Suzanne se mostra uma garota doce, humilde, educada e talentosa, o que desperta a atenção dos homens e também a inveja de Veronika, que acaba por ficar sentada na cadeira, enquanto a outra é tirada diversas vezes para dançar.  Sobre Suzanne, me identifiquei com a protagonista por gostar de café e ler Shakespeare. 
    Devido à doença da Sra. Hampton, as três são convidadas para ficarem hospedadas na residência dos Radcliffe, na qual, a anfitriã quer muito casar seu filho, Alexander. O nobre encontra Suzanne colhendo flores e se encanta pela jovem garota. Contudo, se engana quem acha que esse é um romance simples em que o casal se conhece e vivem logo felizes para sempre, "Desencontros e desencantos" é uma obra repleta de reviravoltas, fato que me lembra do estilo de Danielle Stell, autora que admiro muito. Também é um livro completo, tem explicação para tudo que ocorre na trama. Também me agradou o fato de ser volume único. De linguagem simples, narrado em 3ª pessoa, a trama prende a atenção do leitor, eu terminei em menos de 24 horas na maratona.
    Já conheciam a obra? Se interessaram? Gostam de romances de época? Comentem.

    02/03/2016

    Em suas asas (resenha)

    Olá, leitores,

    "Em suas asas" foi escrito por Karina Zulauf Tironi, publicado pela editora Chiado, no ano de 2015, e contém 268 páginas.


    Foto: arquivo pessoal

    A obra conta a história de Alice, uma adolescente comum com suas inseguranças perante o corpo e garotos. Em seu aniversário de 17 anos, ela vai a um parque de diversões chamado "O brilho dos céus" acompanhada de seu pai, seu primo e sua irmã caçula. Após brincarem em alguns brinquedos, eles resolvem andar a cavalos. Durante a cavalgada, Alice vê um clarão e é transportada para o Reino Celestial, no qual os cavalos possuem asas. Lá é revelado que ela é uma escolhida e para que possa retornar ao seu mundo terá que cumprir seis tarefas, que vão da mais fácil para a mais complexa. Para completar essas tarefas, Alice contará com a ajuda de Daniel, seu cavalo alado.

    Sempre fui do tipo que consegue acreditar em coisas mesmo que elas sejam as mais estranhas e sem noção possíveis, mas dessa vez é diferente, porque nunca tinha chegado a pensar na ideia de me teletransportar para algum outro lugar, nem que um mero cavalo conseguisse fazer isso, se foi realmente ele quem fez. A ideia é muito absurda para que consiga acreditar. 
    Cavalos alados tem a missão de ajudar o seu escolhido, são treinados para isso, eles podem se transformar em humanos quando desejarem. Em sua jornada, Alice conhece outros escolhidos e seus cavalos alados. Esses personagens são bem trabalhados e apresentados de forma que o leitor compreenda bem todos e qual o seu papel na história. Desses, destaco a rainha Celeste.

    Foto: arquivo pessoal

    A história é narrada em primeira pessoa pela protagonista Alice, portanto, percebemos a evolução dela ao longo da trama. Inicialmente, ela acreditava que tudo não passava de um sonho, depois passou a aceitar a realidade. Além disso, a personagem é aquela com quem todas as adolescentes vão se identificar, isto é, tem defeitos e qualidades, também é insegura e tem  problemas.

    Às vezes acho que ela tem vergonha por mim. Vergonha de ter uma filha como eu. Uma filha que ao invés de sair para beber e dançar músicas exóticas com os amigos escolheu ficar em casa por ser muito mais silencioso, e por ter seus livros junto com ela. Seus fiéis companheiros.
    Foto:arquivo pessoal

    As descrições dos locais são feitas na medida certa, ou seja, conseguimos visualizar a história sem a leitura se tornar maçante. O livro é uma bela aventura com fantasia e uma pitada de romance. No início de cada capítulo tem uma frase, a qual pode ser de um livro, filme, série ou música, relacionada ao que iremos ler no capítulo. A autora é muito talentosa e só tem 16 anos, acredito que tenha uma carreira de sucesso pela frente.
    Vocês leriam? Gostaram da resenha? Apreciam livros de literatura fantástica? Comentem.

    26/02/2016

    Livros desejados da editora Chiado

    Olá, leitores,

    A Chiado editora é parceira do blog, por isso resolvi fazer uma lista de livros da editora que nós, a equipe do blog, desejamos ler. Assim, vocês vão conhecer um pouquinho mais da editora :D

    Júlia: Afinal, existem príncipes encantados!

    Quando chamou palhaço a Miguel Souto, o homem de bata branca que estava à sua frente, jamais passara pela cabeça de Júlia Medeiros que ele não ia desistir enquanto não a tivesse rendida aos seus encantos...  
    Uma missão aparentemente impossível, uma vez que há muito que a jornalista tinha deixado de acreditar em príncipes. 
    Mas o pediatra estava determinado a quebrar as muralhas que ela construíra em torno do seu coração para fazê-la viver o conto de fadas e nada o iria impedir, nem mesmo as adversidades do destino, como a sua partida numa missão humanitária para um país africano em guerra. 
    Uma história empolgante sobre a descoberta do amor neste primeiro volume da coleção "Amor, Amigas e Garrafas de Vinho".








    Celeuma: 


    Celeuma, conta a história de uma idosa que se dedica ao propósito de atormentar o próximo. Com sua capacidade única em criar intrigas e mentiras, passa o tempo controlando a vida alheia na tentativa de impor do alto de sua pequenez seu pensamento limitado e mesquinho. Determinada a acabar com o
    casamento do genro se aproveita da ausência do mesmo iniciando uma jornada ditatorial em prol da moral e dos bons costumes na esperança de reviver um passado distante e improvável. Contudo, suas armações e revelações desenterram segredos questionando o caráter dos envolvidos alimentando a fornalha que move o conflito em sua mais pura personificação; o ser humano.














    Seu moço: 

    Seu Moço, é uma parte de todos nós. Dizem por aí que são conselhos, terapia, poesia, afago pra alma, pílulas de delicadeza...
    No fundo, são apenas conversas despretensiosas – daquelas na rede da varanda, com uma xícara de café fresquinho e uma brisa boa nos acariciando o rosto _ entre aqueles que estão aprendendo a viver.
    A vida fica muito mais bonita quando temos companhia. Junte-se você também a nós.













    Desencontros e desencantos: 

    A Inglaterra, do início do século XIX, é palco de um romance repleto de paixão, dor, encontros,
    encantos, desencontros e desencantos. O romance é composto por pessoas e com elas, tudo o que há de pior e de melhor no ser humano.  São sentimentos explorados em uma cadência lenta nas fases mais difíceis da vida de uma mulher. Suzanne é uma doce e ingênua moça de dezessete anos, cercada e castigada pela maldosa Veronika, de quem era dama de companhia. A vida tem seu próprio jeito de ensinar aos ingênuos e proporciona um longo e árduo caminho a menina em meio a uma sociedade onde respeito e posição não raramente eram construídos com crueldade, inveja, mentiras, intrigas e vingança.









    Perfume de hotel:

    Quem não ama um bom perfume? O perfume imprime o resultado da combinação entre a essência e a
    nossa pele, e é isto que dá o toque final a cada fragrância, que deixa no ar uma memória sem par de nós, e desperta para cada um diferentes sensações. Perfume de Hotel traz em suas notas as impressões únicas e os aromas de cada lugar na visão da autora, que traduz de maneira deliciosa, leve, bem humorada e rica em detalhes os prazeres e descobertas dessa magia que é viajar, para quem gosta de conforto e sofisticação, mas sabe desfrutar dos pequenos prazeres, aprecia os detalhes, e se entrega as emoções de viver e partilhar recordações.





    Em busca das borboletas: 


    Maria Mendes é uma luso-americana apaixonada por moda que decide mudar-se para Nova York em
    busca dos seus sonhos.

    Inseparável das suas melhores amigas Joan e Alicia, Maria vive uma amizade com laços profundos impossíveis de ser quebrados, cujas  vidas entrelaçam-se em momentos lindos e hilariantes.

    O seu mundo aparentemente perfeito e de paz é alterado quando conhece o sexy e irresistível futuro candidato a Mayor, Dale Sloan. Sem conseguirem evitar, apaixonam-se perdidamente vivendo uma intensa história de amor. Mas as diferenças entre os seus mundos podem ameaçar a sua felicidade, manchando com dúvidas o futuro a dois que eles tanto ansiavam viver. Será que o amor vence todas as barreiras?
    Um romance que nos faz entrar, ao mesmo tempo, no mundo mágico da moda e na realidade viciante da política americana.
    Alegria, drama, ação, suspense, diversão, paixão e muito amor numa história mágica que nos leva a rir e a chorar.
    Os créditos das imagens e das sinopses são todos da Chiado Editora.

    Livros da editora resenhados no blog:


    Vocês já leram algum livro da editora? Qual? Qual dessas obras do post vocês gostariam de ler?

    12/02/2016

    Birman Flint e o mistério da pérola negra (resenha)

    Olá, leitores,

    "Birman Flint e o mistério da pérola negra" foi escrito pelo brasileiro Sergio Rossoni, publicado pela Chiado editora e contém 379 páginas.

    Foto: arquivo pessoal

    A história se inicia com o assassinato do camundongo Karpof Mundongovich, o qual havia deixado várias anotações com símbolos enigmáticos. O detetive Ponterroaux  (um galo) chama o Birman Flint (um gato), um repórter especializado em investigação, e seu assistente, Brazzou (um camundongo) para ajudar na investigação. Contudo, não trata-se apenas de um assassinato, as anotações da vítima acabam levando-os para um mistério envolvendo seitas, czares, dinastias e muita história.

    Um assassino em busca de algo. Um segredo... que de alguma maneira parecia envolver membros da dinastia imperial. Um segredo que teria custado a vida de Karpof Mundongovich.
    Os personagens são animais que agem como humanos, o que podem dar a falsa ideia de que se tratar de uma história infantil, longe disso, pois há mistérios e assassinato, mas também não é um enredo pesado que dá medo, se trata de uma investigação criminal. O interessante de envolver animais é que os vimos lidar com predadores. Entretanto, acredito que os personagens poderiam ser mais desenvolvidos, ou seja, mostrar um pouco mais da personalidade dos mesmos, de forma a fazer o leitor se apegar e se identificar com eles.


    Foto: arquivo pessoal

    A narrativa é em 3ª pessoa e se reveza entre a visão de Birman Flint, que está investigando, e quem realmente matou, tentando encobrir o crime. Todavia, a narrativa é extremamente descritiva, o que faz com que a leitura seja cansativa, e também não foi uma leitura que me prendeu a atenção. Contudo, conseguimos nos transportar para o ambiente criado pelo autor.
    É nítida a pesquisa feita pelo autor para desenvolver o enredo, no final temos uma nota do mesmo, explicando que alguns lugares e personagens forma inspirados na vida real, embora a história seja totalmente fictícia.
    Sobre o mistério da pérola negra, mencionado no título do livro, só lendo para saber qual é. Não mencionarei para evitar spoilers. Esse é o primeiro livro das aventuras de Birman Flint, terão outros. Já leram? Pretendem ler? Comentem.

    16/12/2015

    Memórias Proibidas (Resenha)

    Olá leitores,

    O livro aborda  problemas comuns na vida
    de uma forma leve, como se personagem
    e leitor estivessem conversando informalmente. 
    A resenha de hoje é do livro Memórias Proibidas, de Paulo Martins Filho. Lançado pela Chiado Editora
    este ano, o livro conta a história de Lorenzo Bianchi, um administrador de empresas que dirige a construtora de seus pais, que morreram quando ele era criança.
    Bastante focado no trabalho, Lorenzo se dedica pouco à sua vida pessoal. Por conta disso, uma noite, um dos amigos dele, Marcelo, praticamente o obriga a sair para se distrair.
    Nessa noite ele conhece Ana, uma mulher diferente das que ele está acostumado a conviver e, a partir de sua história, ele começa a contar sobre outras mulheres que passaram por sua vida e as marcas que elas deixaram: Thaís, Júlia, Cristina e Sophia.
    Ao ver capa, a sinopse e o título, eu imaginei que esse livro fosse mais ou menos parecido com 50 tons de cinza. Mas, quando comecei a ler eu percebi que esse livro, embora toque sutilmente no assunto dominação, não tem praticamente nada a ver com 50 tons. 
    Diferente de E.L. James, o autor de Memórias Proibidas abordou mais o lado psicológico do impacto que cinco mulheres bem diferentes tiveram na vida de Lorenzo, explicando porque ele se dedicava tanto ao trabalho e pouco fazia questão de ter um relacionamento sério.
    No fim do livro o autor inclusive fez um capítulo à parte para tratar ainda mais das reflexões de Lorenzo, mostrando mais claramente o que ele tirou de bom das experiências pelas quais passou e mais detalhes de como estava sua vida agora.

    Vocês já leram o livro? Pretendem ler? Me contem nos comentários 

    30/09/2015

    O Poeta da Madrugada (Resenha)

    Olá leitores,

    O livro traz poemas de vários momentos
    da vida de Alceu Valença.
    A resenha de hoje é sobre o livro O Poeta da Madrugada, do cantor Alceu Valença. Lançado este ano pela Chiado Editora (parceira do blog), o livro de 108 páginas traz poemas escritos em vários momentos da vida de Alceu, tendo alguns inclusive sido transformados em música, como é o caso de Anunciação.
    Dividido em duas partes, “Quase uma biografia” e “Poetas das cidades, da solidão, do amor, do tempo e da saudade”, a primeira consiste de poemas que relembram as origens e lugares que marcaram a vida do poeta, abordando detalhes de cidades como São Bento da Una, Recife e Rio de Janeiro.
    Com um enfoque mais reflexivo, a segunda parte do livro traz versos que falam mais sobre vida, amor, filosofia e tempo, mas algumas referências a lugares continuam aparecendo. Desta vez, ele traz versos inspirados em Olinda e Lisboa.
    Embora eu não seja muito fã de poesia, eu gostei muito de algumas reflexões que ele faz nos poemas. A forma como ele aborda o tempo e amor passam longe de ser clichê, dá para nós nos identificarmos com os questionamentos dele.
    Dentre a série de poemas, o que mais me chamou a atenção foi Relação entre o Cristianismo e o Marxismo, ainda mais depois que eu soube como os versos foram criados. Alceu escreveu esse poema quando cursava faculdade de Direito, durante a prova de um concurso cujo objetivo era levar para Harvard alunos que pudessem discursar sobre A Sociologia e Desenvolvimento Econômico da América Latina.

    Relação entre o Cristianismo e o Marxismo


    Quando a Senhora de Preto

    Me enlaçar em seus braços gélidos
    E meu corpo for pouco e pouco se consumindo
    Pelo chão que me foi dado,
    Quero evaporar-me
    E, docemente, subir aos céus.

    Os parentes e amigos
    Estarão à sala de espera.
    Beijarei um a um,
    Trocarei a camisa suada
    E sairei para uma volta
    Nos arredores.


    Verei negro americano

    De braço dado com donzela
    De descendência nórdica.
    Verei árabes e judeus
    Discutindo, amigavelmente,
    Sobre a bolsa do Senhor.


    E depois de percorrer

    Todas as dependências do Paraíso,
    Chamarei o “chaveiro” em particular
    E mui confidencialmente lhe perguntarei:
    - Pedro, meu velho, aqui tem dedo de Marx?

    Vocês já leram o livro? Pretendem ler? Me contem nos comentários

    08/05/2015

    Camarilla (resenha)

    Olá leitores,

    Recebi esse livro de cortesia da Editora Chiado, a obra foi escrita por R.R Baltazar, publicada no ano de 2014 e contém 231 páginas. Gostaria de esclarecer que é um livro voltado para adultos.
    O livro narra à história de Rui Vasto, que foi transformado por vampiro por acidente, ou seja, não foi planejado para ele virar vampiro. Em pleno século XXI, existe uma sociedade vampira com suas próprias regras e leis, na qual eles planejam quem virará vampiro.

    Foto: arquivo pessoal

    Rui Vasto nunca quis ser vampiro, mas terá que se adaptar a sua nova condição. Outros vampiros se interessam por ele, assim lhe oferecendo ajuda. Porém o veem como uma vantagem a ser usada, visto que ninguém sabia que viraria vampiro.

    Tudo começa quando se morre...
    É nessa nova rotina de existência que ele conhece Suzana, uma humana que trabalha para vampiros na esperança de virar uma um dia. Apesar disso, o livro não tem teor romântico, Baltazar relata o vampiro como um ser com alto apetite sexual, entretanto, não é um livro erótico, ele apenas diz que há sexo, não fica descrevendo o ato. A obra se foca na organização da sociedade vampira e seus componentes.

    Vocês vampiros, são iguais aos humanos. Têm sentimentos, emoções, são tal e qual os humanos. Vivem também em sociedade, enfim, existem muitas semelhanças entre os dois!
    Embora comece narrando a história de Rui Vasto, não há um protagonista exato, o livro é narrado em 3ª pessoa pelo ponto de vista de vários personagens, inclusive de um lobisomem.
    É nítida a pesquisa do autor para escrever a obra, que contém com algumas referências, tais como: Drácula e Dorian Gray.
    O livro tem uma diagramação distinta; tem horas que a escrita para no meio da frase e continua na outra linha. Também possui alguns pequenos erros de revisão. Nada que atrapalhe a leitura.
    O livro é escrito em português europeu, ou seja, há algumas expressões diferentes e palavras com "c" tipo "actual". A leitura fluiu bem, não precisei consultar o dicionário em nenhum momento.
    Um ponto positivo é que mesmo sendo um livro grosso, ele é extremamente leve, ideal para pessoas como eu, que levam o livro para todos os lugares. Não sei qual o tipo de papel usado, mas adorei.
    Considerando que a história não termina nesse volume, acredito que terá continuação. Assim que souber informações, atualizarei a postagem para vocês.
    Vocês já leram? Gostaram? Costumam ler livros de vampiros? Comentem.
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