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    27/09/2017

    Minha Vida (Não Tão) Pefeita - Sophie Kinsella (Resenha)





    Sinopse:
    Dramas, confusões e uma boa dose de amor são os ingredientes do novo romance de Sophie Kinsella, uma divertida crítica aos julgamentos errados que uma boa foto no Instagram pode gerar.
    Cat Brenner tem uma vida perfeita: mora num flat em Londres, tem um emprego glamoroso e um perfil supercool no Instagram. Ah, ok... Não é bem assim... Seu flat tem um quarto minúsculo – sem espaço nem para guarda-roupa –, seu trabalho numa agência de publicidade é burocrático e chato, e a vida que compartilha no Instagram não reflete exatamente a realidade. E seu nome verdadeiro nem é Cat, é Katie.
    Mas um dia seus sonhos se tornarão realidade. Bom, é nisso que ela acredita até que, de repente, sua vida (não tão) perfeita desmorona. Demeter, sua chefe bem-sucedida, a demite. Tudo o que Katie sempre sonhou vai por água abaixo, e ela resolve dar um tempo na casa da família, em Somerset. Em sua cidadezinha natal, ela decide ajudar o pai e a madrasta com a nova empreitada do casal: os dois planejam transformar a fazenda da família em um glamping, uma espécie de camping de luxo e estão muito empolgados com o novo negócio, mas não sabem muito bem por onde começar.
    E não é justamente lá que o destino coloca Katie e sua ex-chefe cara a cara de novo? Demeter e a família vão passar as férias no glamping, e Katie tem a chance de, enfim, colocar aquela megera no seu devido lugar.
    Mas será que ela deve mesmo se vingar da mulher que arruinou sua vida? Ou apenas tentar recuperar seu emprego? Demeter – a executiva que tem tudo a seus pés – possui mesmo uma vida perfeita ou, quem sabe, as duas têm mais em comum do que imaginam? Porque, pensando bem, o que há de errado em ter uma vida (não tão) perfeita?


    Minha Vida (Não Tão) Perfeita – é um romance inglês, da best-seller Sophie Kinsella, mesma autora da série Becky Bloom, Samantha Sweet – A Executiva Do Lar, O Segredo de Emma Corrigan, entre outros. O título original é My not so perfect life, e é publicado aqui no Brasil pela Editora Record.
    Ao contrário da maioria de seus livros, que focam em comédias românticas, Kinsella fez de Minha Vida (Não Tão) Perfeita, um enredo sobre autoconhecimento. Não se preocupe, o romance está ali, mas a trama central se encontra em Katie Brenner, uma garota de Somerset, que visa conquistar seu lugar em Londres, se encaixando, e talvez, esquecendo um pouco de suas origens de garota do interior. O livro, assim, põe em discussão, nossas verdadeiras personalidades e vidas, versus o que queremos passar aos nossos amigos e seguidores de redes sociais.
    Em Fiquei Com Seu Número, Sophie Kinsella já havia abordado a importância e o papel dos celulares e mensagens instantâneas nas nossas vidas, e agora, ela aborda nossa interação com o instagram, e a necessidade que algumas pessoas podem ter de demonstrar vidas invejáveis, por vezes glamourosas e na maioria das vezes, bem distante da realidade.

    Tá bom, vou falar logo: eu vivo entrando em cafés caros à procura de fotos dignas de serem postadas no Instagram. Tem algum problema nisso? Não estou dizendo que bebi o chocolate quente. Estou dizendo que fiz assim: Olha chocolate quente! Se as pessoas acharam que era meu … Bom, aí é com elas.


    E Katie á primeira vista, aparece assim: uma profissional ansiosa por mostrar seu talento para a chefe, que vive preocupantemente distraída ou pilhada, e uma garota tentando mostrar aos outros que está satisfeita com suas escolhas. Porém, se você leu a sinopse, sabe que a coisa não ficará muito tempo dessa maneira.
    E é a partir daí que o leitor pode divisar outra parte de Katie Brenner, aquela parte, que não é mostrada nas redes sociais, aquela parte não tão perfeita. Ela, como a profissional criativa que é , decide ajudar ao pai e a madrasta com o novo negócio, que começa a dar certo, e faz com que sua ex-chefe apareça no glamping para uma temporada. Entre as cenas cômicas entre Katie e Demeter (a chefe) tão próprias de Sophie Kinsella e as interações de Katie e seu par romântico, fica aquela dúvida, até o desfecho:
    Vale a pena tentar recuperar seu emprego e sua antiga vida?
    A Katie de Somerset não seria muito mais interessante que a “Cat” de Londres?
    Parte do leitor descobrir.
    Se você gosta dos demais livros de Kinsella, gosta de Meg Cabot, Carina Rissi, Sarah Mason e Annie Darling, é muito provável que vá amar este.

    Acho que finalmente descobri como me sentir bem em relação a vida. Sempre que vir alguém muito feliz, lembre-se, essa pessoa também tem seus momentos não tao perfeitos. Claro que tem. E sempre que você pensar: minha vida é isso? Lembre-se, não é. Todo mundo tem um lado brilhante, ainda que seja difícil de encontrar às vezes.

    É isso pessoal, mais um chick-lit para a sua coleção. Espero que gostem. 
    E, se quiser um tira-gosto, o link do primeiro capítulo está aqui, para vocês.  



    18/09/2017

    Entrega especial, de Danielle Stell (resenha)

    Olá, leitores!

    Como vocês já devem saber, Danielle Stell é uma de minhas autoras preferidas. E como estava sentindo falta de ler algo dela, então "desenterrei" da estante o livro "Entrega especial", que comprei na feira do livro da minha cidade por R$ 5,00, a edição que tenho é da Altaya e da Record, foi publicada em 1997 e contém 197 páginas.

    Foto: arquivo pessoal
    A obra me chamou a atenção por ser um romance maduro, com personagens adultos (vejo poucos por aí, me indiquem alguns nos comentários). Amanda tem 50 anos e largou a carreira como atriz para se dedicar ao casamento e à família, ela se vê sem rumo após o falecimento do marido. É quando se aproxima de Jack, de 59 anos, que é pai do marido de sua filha e tem um trauma por conta do relacionamento com a mãe de seu filho, além de ter perdido o amor de sua vida. Mas Amanda sempre o enxergou como um rico rodeado de mulheres bonitas, enfim, um galanteador. Daí vai surgir um romance com muitas dificuldades, principalmente o fato de os filhos não aceitarem o relacionamento dos dois. 

    - Eu simplesmente não, eu não... eu sinto como se não tivesse o direito de fazer algo assim sem o Mattew... Que motivo eu teria para sair e pular de alegria? Para que devo aproveitar a vida? [...] Por que eu estou viva e ele não? É tão injusto. Por que isto tinha que acontecer? (página 33)
    Aos 59 anos, Jack Watson tinha tudo que sempre quiseram ter: um negócio que nunca parava de crescer  e de fazer dinheiro. 

    Foto: arquivo pessoal
    O interessante dos personagens é que ambos sofreram na vida amorosa e se ajudam a superar os traumas e a serem felizes. Vale ressaltar que são bem desenvolvidos, assim como os secundários e que seus problemas são de adultos, tais como trabalho e preocupação com a família, e têm inseguranças, ou seja, são humanos. Admiro muito quando um autor consegue construir personagens humanos: com qualidades e defeitos. Outro ponto positivo da obra é que ela te surpreende, há viradas na trama. O que me incomodou, não diria que foi na narrativa, e sim com os personagens, foi a atitude das filhas da Amanda, que, mesmo vendo a mãe feliz ao lado de um novo amor, não aceitaram e viraram a cara, diria até que é inveja  (não vou dar spoilers, mas lendo o livro dá a entender isso). 
    Concluo que Danielle Stell novamente não me decepcionou, é um romance bem construído e maduro. Para quem não conhece a autora, ela faz o estilo do Nicholas Sparks (que também adoro): clichê e meloso (amo!). Já leram? Pretendem ler? Já conheciam a autora? Comentem.

    17/02/2017

    Resenha Corte De Espinhos e Rosas

    Título Original: A Court Of Thorns And Roses
    Autora: Sara J. Maas
    Tradução: Mariana Kohnert
    Ano: 2015
    Editora: Galera Record


                Se você é como eu, e se nega a largar de vez seus alegres e dourados anos de infância, totalmente intoxicados por amores a primeira vista, fadas, bruxas más e príncipes encantados, mas que tem senso o suficiente pra não andar por aí com a lancheira da Branca De Neve, A Corte De Espinhos e Rosas foi feito sob medida para você.
                A história é uma releitura do conhecido e bastante explorado conto de “A Bela E A Fera”, com qual você deve aprender que ao contrário do que dizem, a primeira impressão nem sempre é a que conta. Contudo, ao contrário da personagem da Disney, a nossa heroína não é uma rata de biblioteca, muito ao contrário, ela sequer sabe ler. Feyre Archeron é o pilar da casa,  trocou seus vestidos, rendas e a possibilidade da alfabetização, por um arco e flechas, para salvar sua família da morte por inanição. Mas não se preocupe, o dramalhão para por aí, Feyre não é nenhuma Maria Do Bairro.

    Sinopse:
     
                Em A Corte De Espinhos e Rosas , um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance. Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la ... ou Tamlin e seu povo estarão condenados.


                O enredo é contado no ponto de vista de Feyre, como já dito, ela é uma caçadora, e também a provedora da família, mesmo sendo a mais jovem. Seu pai, é descrito como um ex-mercador, que se meteu com pessoas erradas, o que lhe resultou em um ferimento que o deixou sequelado permanentemente, e na falência da família. Ela não tem mãe, e as outras duas figuras femininas da casa, Nestha e Elain; não são nem um pouco maternais. Nestha é distante, arrogante e agressiva, Elain, apesar de passiva, não facilita a vida de Feyre. O sonho de Feyre é ver ambas as irmãs casadas e fora de casa, assim, sua caça e a sua renda serão o suficiente para ela e o pai. E mesmo sem saber ler, Feyre é uma artista sensível e talentosa, que pinta flores na mobília da casa e céus noturnos e brilhantes nas paredes, porém, apesar disso, ela não acredita em amor.
                A vida sofrível de Feyre muda ao matar um lobo, que em realidade era um feérico, e a sentença para seu crime – pois há um acordo milenar entre humanos e feéricos de não agressão – é a morte, ou, atravessar a muralha, rumo a Prythian, para viver entre os feéricos, até o fim de seus dias.
                A partir desse ponto, Feyre conhece um mundo que nenhum humano do lado de fora da grande muralha tem conhecimento: o reino de fadas, elfos e outras tantas criaturas sobrenaturais, mas não relacione eles com os mesmos elfos do universo tolkeniano, os elfos de Corte de Espinhos e Rosas são inteligentes, selvagens, calculistas e perigosos, mais fiéis a antigas lendas celtas e inglesas. Feyre cai de para-quedas em uma trama muito mais complexa e antiga do que se poderia imaginar.
                Personagens como Tamlin, Lucien, Rhysand e Amarantha possuem seus perigos e seus encantos nunca sendo muito claro se o coração de cada um pertence à luz ou à escuridão.



                O livro pode ser dividido em duas partes – a primeira, quando Feyre entra na Corte Primaveril, o primeiro reino feérico, depois da muralha. Tamlin, é o Grão-Senhor dessa corte, e à cinquenta anos, foi amaldiçoado por Amarantha, uma feérica que odeia humanos, e que, para tomar todo o reino, roubou os poderes de todos os Grão-Senhores, e amaldiçoou todos os membros da Corte Primaveril, uma das características da maldição, é que todos eles tiveram seus rostos permanentemente ocultos por máscaras que representam animais. A maldição só pode ser quebrada, caso uma humana se apaixone por Tamlin, apesar de ele ser feérico – algo que a maioria dos humanos repudia – e usar a máscara.
                Feyre precisa interagir na Corte Primaveril, ela conhece Tamlin, Lucien e outros enquanto permanece cativa, nessa parte então, temos muito mais observação e interação do que ação realmente dita.
                Já a segunda parte, Feyre já não é só uma cativa da Corte Primaveril, e entra destemidamente no reino de Amarantha, uma rainha linda e cruel, para tentar acabar cm a maldição lançada no reino. Nessa parte, ela interagirá com seres mais cruéis, que consideram a vida humana algo descartável. Entra em cena Rhysand, Grão-Senhor da Corte Noturna, e amante de Amarantha, que, curiosamente, também teve seus poderes tomados, e que ocasionalmente ajuda Feyre, não deixando muto claro, até o final, quais são suas verdadeiras intenções.
                Não curto muito dar spoilers, por isso, só posso dizer que a história termina de uma maneira surpreendente, embora, devo alertá-los ser necessário ler com atenção, pois há uma trama nas entrelinhas.
                O livro é ótimo, e receio dizer que ultimamente não venho encontrando livros tão bons do mesmo gênero, as cenas de ação e interação são muito bem desenvolvidas, e tenho de dizer que gostei muito mais da proposta de Corte De Espinhos e Rosas do que da série Trono De Vidro, da mesma autora.

                Espero que tenham gostado da resenha.
                Como sempre, deixe seu comentário, dúvidas e afins.
                E até a próxima.


                Haidy.

    26/08/2016

    Mentira perfeita, de Carina Rissi (resenha)

    Oi, pessoal! Aqui é a Haidy.

    A mentira perfeita é um spin-off de “Procura-se um marido” de Carina Rissi, mesma autora da trilogia “Perdida”. Lá pela metade de Procura-se um marido, somos apresentados ao irmão de Max, Marcus Cassani, que se apresenta como parte central nessa trama.
    Ao contrario do primeiro livro, “A Mentira Perfeita” não apresenta apenas o ponto de vista de um dos personagens, aqui tanto Marcus quanto Júlia vão narrando suas histórias, suas dificuldades e como se conheceram. É um típico chik-list , porém, em minha opinião, bem mais trabalhado do que o livro que lhe deu origem. Vemos também um pouco do relacionamento de Alícia e Max, a volta com o casamento deles e com a catástrofe que o antigo advogado da família deixou pra trás.

    Créditos: Verus Editora

    O enredo:

    Alheio a tudo isso, está Marcus, que decide morar sozinho, pois está em fase de tratamento para possibilitar o retorno de sua mobilidade, perdida em um acidente de moto. Mas, a coisa está desandando, pois seus pais e Max não querem deixa-lo de jeito algum, e apresentam uma condição: ele pode morar sozinho, desde que contrate uma cuidadora. Marcus não quer uma babá e decide mentir: precisa que alguém finja que é cuidador(a) e o deixe em paz, apenas existindo para ser apresentado a família quando necessário. Assim, quando Marcus é apresentado a Júlia, que trabalha na L&L, a empresa de Alícia, em um happy hour, percebe que pode fazer um acordo que ajude a ambos. Aí você já sabe, o resto se desenrola e Júlia está socialmente morta, sua vida é literalmente da casa para o trabalho e do trabalho para a casa, sua mãe a deixou quando muito pequena, e quem sempre cuidou dela foi sua tia Berenice, uma incorrigível romântica. Tão viciada em livros e filmes de amor, quanto em comida de auto teor de gordura. E é por isso que a tia “Berê” precisa de um coração novo. Sua tia vive preocupada porque a garota nunca namorou e tem medo de que morra sem que Júlia se case. Numa tentativa de fazer a tia ficar mais tranquila e não morrer de desgosto, ela acaba mentindo que está namorando. O que ela não esperava era que a tia se recuperasse milagrosamente para planejar seu casamento.

    Personagens centrais:

    Marcus é o total oposto de Max, que era todo certinho, tímido e trabalhador. Apesar de suas limitações, ele vive alegre, sai para beber com os amigos e vive às voltas com várias mulheres, faz faculdade de programação de games e trabalha na fundação Narciso, como professor. No enredo, ele quer sua independência por que está nos estágios finais de seu tratamento, que dirá se ele voltará a andar, ou não. Júlia é apresentada como uma geek com total falta de traquejo social, trabalha como programadora júnior, gosta de ler obras de alto padrão e ama vídeo games. Em seu trabalho é supercompetente e a qualquer hora do dia e da noite, caso o site da empresa apresente um problema, ela vai até lá corrigi-lo. Ama sua tia, como se fosse sua mãe e vive com medo de que ela morra do coração. Só teve um namorado “O cara do Wi-fi”. Como é totalmente desligada, nunca trata Marcus com cautela ou olhar de pena.  Para ela Marcus se vira muito bem e não precisa de ajuda.

    E tem a tia Berenice...


    Nesse caso a impressão é de que Júlia precisa cuidar de uma criança e quase sempre ao voltar para a casa, ela se depara com alguma situação inesperada que sua tia causou. A primeira foi contratar um serviço de casamento em uma mega empresa com direito a fontes de champanhe, pombos e tudo o mais. Pois é, economias de uma vida inteira. Mas para ela tudo é possível. Mesmo com todas as confusões ainda assim consegue ser um dos personagens mais legais da trama. Acho que ela é a tia dos sonhos de qualquer um.

    Créditos: Verus

    É um romance leve e cômico, e Marcus e Júlia formam um casal engraçado e inesperado, com muito mais carisma do que Max e Alícia, o que é surpreendente.
    Assim, concluo que Carina Rissi desenvolveu surpreendentemente sua escrita, desde o primeiro livro, então, é claro, a expectativa é de que seus próximos livros sejam tão bons quanto esse foi.
    Deixo vocês por aqui, e espero que tenham gostado da Resenha, eu pessoalmente amo quando escritores nacionais conseguem ser tão bons quanto os internacionais, e Carina Rissi com certeza o é.

    28/03/2016

    Fiquei com o seu número (resenha)

    Olá, leitores,

    O livro "Fiquei com o seu número" foi escrito pela Sophie Kinsella, publicado pela editora Record no ano de 2014 e contém 460 páginas. 
    Poppy está prestes a realizar o maior sonho da sua vida: se casar. O noivo? Magnus, o cara perfeito, inteligente, bonito e bem sucedido. Contudo, é na sua despedida de solteira que as coisas começam a dar errado, Poppy perde seu anel de noivado, a joia em questão é caríssima e está na família do noivo há muitas gerações. Além disso, seus futuros sogros estão viajando para conhecê-la e com certeza vão querer vê-la usando o anel da família.

    Foto: arquivo pessoal

    Para complicar ainda mais sua vida, Poppy tem seu celular roubado, o que é um problema, pois havia deixado o seu número com todos que poderiam encontrar seu anel. Por uma obra do destino, Poppy encontra um celular novinho na lata de lixo e, estando na lixeira, ela conclui que é propriedade pública. Logo, pega o aparelho. O qual, posteriormente descobre que era da assistente de Sam, o qual devido à insistência de Poppy, concorda em deixá-la ficar com o aparelho até ela solucionar a questão do anel, desde que encaminhe seus e-mails profissionais para o seu e-mail pessoal. Todavia, Poppy começa a ler os e-mails e a se intrometer na vida de Sam.

    Não é que eu esteja lendo os e-mails inteiros nem nada. Nem lendo os e-mails anteriores. Nem criticando as respostas dele e reescrevendo-as na minha cabeça. Afinal, não é da minha conta o que ele escreve ou não. Ele pode fazer o que quiser. Moramos num país livre. Minha opinião não vale de nada... Meu Deus, as respostas dele são curtas e grossas! Ele está me irritando! Será que tudo precisa ser tão curto? 
    Foto: arquivo pessoal


    Poppy é uma personagem extremamente hilária, totalmente desastrada e possui a capacidade de justificar seus erros com uma teoria própria, um exemplo disso foi ter achado um celular no lixo e ao invés de procurar um dono, fica com o aparelho dizendo que lixo é propriedade pública. Outro ponto alto da personagem é ser fã de Agatha Christie, assim, estando sempre frisando que Poirot já teria solucionado o mistério do anel.

    O problema é que não tenho certeza se Poirot tomou três copos de champanhe rosé e um mojito antes de solucionar o assassinato do Expresso do Oriente.
    Poppy também é aquele tipo de garota que está sempre preocupada com os que as demais pessoas vão pensar dela, assim, sempre tenta agradar as pessoas, mesmo que precise fingir ser o que não é para isso. Sobre os demais personagens, acho que poderia ser trabalho mais o relacionamento entre Poppy e seu noivo, embora acredito que o foco do livro seja o sumiço do anel e as confusões que ela se mete desde então.

    Como vou sobreviver ao natal todos os anos? E se nossos filhos forem superinteligentes e eu não conseguir entender o que eles estão dizendo e eles me desprezarem porque não tenho doutorado?
    Sobre a escrita da Sophie Kinsella, adoro essa autora, é simples e faz o leitor dar risada com o livro. Apesar do livro ter bastantes páginas foi uma leitura rápida e fluida.
    Já conheciam o livro? Pretendem ler? Já leram algum livro dessa autora? Comentem.

    10/12/2015

    O Gigante O'Brien - Hilary Mantel (Resenha)

    Olá, leitores!

    Quem me conhece sabe que tenho um gosto meio exagerado por livros, e me arrisco em minhas leituras. Fiz isso com “Metafísica dos Tubos”, um livro que comprei numa feira do livro ano passado (2014), e no final adorei. E, este ano, numa feira do livro em Criciúma, acabei comprando alguns livros um tanto desconhecidos – pelo menos para mim –, sendo um deles “O Gigante O’Brien”, da autora Hilary Mantel. Achei a capa e o texto na orelha do livro interessante e até um pouco intrigante. O tipo de livro que mesmo nunca tendo ouvido falar eu compro para ler. Além disso, é da Editora Record! (*-*) Foi uma leitura que me surpreendeu um bocado, fascinante e um tanto desagradável ao mesmo tempo. Por isso, resolvi apresentá-lo aqui.

    A primeira coisa que precisam saber é: Não leiam a orelha do livro, pois conta a história toda!
    Bem, um resumo dela, pelo menos. Mas, se não gostas de spoilers, não leia. Mesmo. Bom, segue sinopse, retirada do Skoob:

    “Baseado no caso real de um gigante que se exibiu em Londres pelo período de um ano, a autora o recria usando com maestria a imaginação. O resultado é uma pequena fábula sobre um grande homem, uma aberração da natureza, que exibe seu corpo em troca de dinheiro. Mas ele é mais que uma atração de circo. A figura grotesca esconde uma alma sensível, apaixonada por música, histórias e os mitos do passado. Um guardião das tradições irlandesas que sofre de um mal incurável que, ao mesmo tempo, lhe dá condições de ganhar dinheiro.”

    Antes de qualquer coisa, tenho que deixar claro que este é um livro forte. Tanto pelo drama sútil no decorrer da obra, quanto por cenas que podem perturbar um pouquinho. Evitarei nomes para não dar spoilers, mas um exemplo seria de dado personagem que imagina o outro rapaz tendo relações com a mulher morta. Nem todos conseguem ler um livro assim, então, estão avisados.

    Embora tenha uma leitura até que rápida, traz umas questões a serem pensadas, principalmente pela época a qual a história se passa. Duas coisas que, particularmente, me interessaram e me fizeram ler até o final: o gigante O’Brien, e a questão do furto de cadáveres. Na época em que a história se passa, o uso de cadáveres para estudo não era algo bem visto pela sociedade, de modo que os estudiosos e médicos furtavam cadáveres para continuar seus estudos sobre o corpo humano. Há algumas demonstrações breves de como seria o estudo deles, sendo uma delas na qual um dos personagens acaba adquirindo uma doença, a sífilis.

    Tal como no título, o protagonista é o gigante O’Brien, uma pessoa que parece calma e observadora. Percebi certa sutileza ao descrever as ações de O’Brien, demonstrando a natureza deste e como encarava o mundo. A história do Gigante tem início quando ele e seu grupo de amigos decidem sair de onde moram e ir em busca de melhores condições de vida, sendo que, para isso, o gigante chama um “agente” – ou empresário –, que garantiria sua fama. A história tem seus altos e baixos, e, a meu ver, os personagens são retratados com uma realidade curiosa, mostrando a ganância e ignorância das pessoas.

    “Claffey tinha suas partes ruins: mas os homens não são como batatas, em que a podridão toma tudo [...]” (p. 10).

    A obra começa com uma narrativa interessante, porém pode-se perceber uma escrita como que de flashes, de vários momentos cortados. Por vezes muda o narrador dentro de um mesmo capítulo, o que exige uma leitura mais cuidadosa. Em dado momento fiquei com dúvida de quem se estava falando, pois não há algo que indique isso claramente. Além disso, a narrativa alterna entre O’Brien e John Hunter – um estudioso que compra espécimes para estudo. Contudo, enquanto narra um espaço curto de tempo da vida de O’Brien, chega a contar quase a vida toda de John Hunter, desde como era sua infância, algumas de suas experiência de trabalho e seu (desagradável) casamento. As duas histórias começam totalmente separadas e, como eu li a orelha do livro, parecia que estava demorando demais para que as histórias dos dois personagens viessem a se encontrar. E a forma como a autora aborda isso chega a ser sútil, quase como se esse não fosse o clímax da obra. Aliás, a narrativa é tão fluída e sutil que não parece haver um “ápice”. A história segue normalmente, e apenas o teor dos acontecimentos faz com que se perceba todo o drama dos personagens.

    É interessante como o foco da narrativa muda constantemente. No decorrer da história, por exemplo, quando se estabelecem em dado local, os amigos do gigante saem para se divertir e explorar a cidade, deixando o gigante sozinho, visto que ele não poderia sair, para que as pessoas não o vissem sem pagar por isso. Isso é, o grupo de “amigos” de O’Brien começa a ganhar certo espaço no enredo e uma importância que passou quase que despercebida por mim, pois eu li apenas interessada na história do gigante.

    Um dos pontos que considerei intrigante na obra é que, em dado momento, parece que O’Brien deixa de ser tratado como uma pessoa, como se fosse apenas um objeto falante que rende dinheiro. O que me remeteu ao termo reificação, que é, mais ou menos, não levar em conta o caráter humano, tratando as pessoas como meros objetos que podem facilmente ser substituídos.

    Por fim, não posso deixar de mencionar a relevância que os cadáveres e o furto destes recebem na história. Há todo um método por trás desse furto, o que chega a ser bem interessante, e um pouquinho assustador – afinal, isso aconteceu e ainda acontece (certo?). E, falando de cadáveres, há menção sobre pessoas enterradas vivas. Meio assustador pensar nessa situação, e também por esse motivo eu digo que é um livro fortinho.


    Bom, essa é a minha visão de “O Gigante O’Brien”, sendo um livro que recomendo tanto pelas questões que o perpassam, quanto pela diferente narrativa de Mantel. E aí? Já leram ou se interessaram? =)

    03/09/2015

    Will & Will: Um nome, um destino (Resenha)

    Olá leitores,

    Imagem: Arquivo Pessoal
    A resenha de hoje é sobre o livro Will & Will. Escrito por John Green e David Levithan, a obra foi lançada em 2013 pela Galera Record e tem 352 páginas.
    Trazendo uma das características presentes nos livros de Green, que é a abordagem de assuntos sérios por meio de personagens adolescentes, desta vez temos a depressão e a homossexualidade sendo discutidos através dos personagens Will Grayson e Will Grayson.
    Com os autores escrevendo alternadamente os capítulos, assim como a narrativa da história dos dois protagonistas, vamos conhecendo os dois Will. O primeiro deles é o melhor amigo de Tiny, um gay super espalhafatoso que vive tendo decepções amorosas, mas que mesmo assim não deixa de acreditar no amor. Além disso, Tiny sonha em fazer um musical contando a história de sua vida, com direito a cenas bem engraçadas e que nos fazem refletir sobre vida e amizade.
    Ao contrário do amigo, Will acha que ficar calado é sempre a melhor opção e finge nunca se importar com nada, nem mesmo com Jane, uma amiga de Tiny de quem ele não sabe quase nada a respeito, embora estejam sempre juntos.
    Enquanto um Will Grayson vive sempre à sombra de Tiny o outro é igualmente introspectivo, porém com problemas mais sérios para resolver. Abandonado pelo pai, Will sofre de depressão e não sabe como lidar direito com sua homossexualidade, principalmente pelo fato de sua amiga Maura sempre dar em cima dele. Seu único porto seguro é Isaac, por quem ele é apaixonado apesar de só conhecer virtualmente.
    Quando as coisas parecem estar se encaixando e que Will finalmente será feliz, ele descobre que nada do que ele pensava era realidade. E é nesse momento que Will Grayson acaba encontrando o outro Will Grayson, o que dá margem para que muitas coisas improváveis aconteçam.
    Esse livro me lembra outro que li há alguns meses, Uma longa jornada (inclusive tem resenha dele aqui), por conta de sua narrativa. Embora no livro de Nicholas Sparks o revezamento de narradores tenha me incomodado bastante (eram três no total: Ira, Luke e Sophia), no caso de Will & Will isso não aconteceu. Mesmo com os protagonistas do livro sendo desenvolvidos por dois autores diferentes, a dupla de Will Grayson estava tão em sintonia que era como se tivessem sido escritos pelo mesmo autor. Outro ponto que me fez gostar ainda mais do livro foi que nesse, ao contrário de Uma Longa Jornada, foi deixado bem claro até na contracapa que os protagonistas iriam se encontrar em algum momento.

    Vocês já leram o livro? Pretendem ler? Me contem nos comentários.

    01/07/2015

    O vôo do gato, de Abel Prieto (resenha)

    Olá, pessoal!

    Essa é a minha primeira postagem aqui. Me chamo Paula e sou colega de faculdade da Tainan, além de ser a pessoa superchata com revisão que corrigi os textos aqui do blog – isso é, se virem erros, reclamem comigo. Então, sou a nova colaboradora do “Eu curto Literatura”, e provavelmente vocês verão algumas resenhas de livros mais dramáticos por aqui, já que adoro drama e coisas do gênero. Minha primeira resenha será de um livro de Abel Prieto. Espero que gostem.

    Com diversas referências a livros clássicos, metáforas diversas e uma narração fantástica, o livro “O vôo do gato” traz reflexões impressionantes sobre a ação do tempo nas pessoas e como a amizade perdura frente às dificuldades. Fora inicialmente publicado em 1999, sob o título de El vuelo del gato, e lançado em 2006 pela Editora Record, com tradução de Elizabeth Carvalho. (Convém levar em consideração que, por ser do ano de 2006, não está de acordo com a nova ortografia).

    Fonte: Saraiva
    Um jogo de basquete, a disputa entre dois amigos diferentes “não apenas nas estruturas corporais e espirituais de um e outro, mas na própria forma de ocuparem o espaço, o tempo e a própria cubanidade”. Assim começa o romance do ministro da Cultura de Cuba Abel Prieto, centrado na figura sóbria de Marco Aurelio e no seu oposto, Freddy Mamoncillo, que narra as desventuras de uma “Turma” que discutia música pop, estudava Allan Kardec e fazia do xadrez — uma mania nacional — terreno para as mais variadas metáforas sobre as personalidades dos jogadores.
    [...] o mais importante é perceber como este grupo “reservado, intimista, crepuscular” de amigos tenta, de todas as formas, superar as perdas e frustrações corrosivas trazidas pelo tempo. A tentativa de um reencontro na década de 1990, trinta anos depois do idealismo e da esperança dos anos 60, é a prova de que vale sempre a pena tentar resgatar um passado de alegria e felicidade — mesmo que os cabelos (se ainda existirem) e as cinturas não sejam os mesmos.

    Embora escrito em primeira pessoa, o foco do livro são dois personagens diversos, o estoico Marco Aurelio Escobedo e o nada estoico Godofredo Laferté, apelidado de Freddy Mamoncillo. Logo no início somos levados a observar a diferença marcante entre os personagens e conhecer a amizade que os unia desde o tempo de escola. Marco Aurelio, por possuir o nome de um imperador filósofo romano, é muitas vezes chamado no livro com o vocativo “o Pequeno”, ou “o Nosso”. Sua característica marcante é seu “olho ruim”, o qual é referenciado em muitas partes do livro, em que o narrador destaca o caminho que os diferentes olhos de Marco Aurelio faziam. Já Mamoncillo, assim chamado devido a uma fruta de mesmo nome, é o personagem a qual se faz alusão ao gato voador, um personagem híbrido e intrigante.

    O Pequeno terminou abruptamente sua dissertação e passeou o olho bom pela platéia, enquanto o olho ruim descia para dar uma descansada. Estava um pouco aturdido, tinha falado muito. (p. 181)

    No decorrer do livro, vê-se que algumas palavras foram escritas com as letras iniciais maiúsculas, como Culpa, Atraso e Insônia, para dar ênfase às questões as quais remetem. Sendo que trazem grande reflexão acerca das personalidades, das ações feitas e da evolução (ou não) humana. O autor também utiliza da divisão entre Alma Racional, Alma Animal e Corpo, de modo a enfatizar os caráteres do ser humano. Essas são questões sem as quais o livro não seria – em minha opinião – a obra prima que é, pois remetem aos personagens e a vida de modo a criticar – não apenas no caráter negativo da palavra – as ações que fazemos, os sentimentos que nos movem e como o tempo age sobre a vida na Terra.

    Quando ingressamos na “faculdade”, era como a chamavam, o Pequeno e eu imaginávamos estar sob a proteção das nove musas e da sábia coruja Minerva, das ciências, da leitura e da Insônia fecunda. Logo descobrimos que ali moravam também os demônios menores da noite, os duendes malignos, os trasgos, os roedores e também as alimañas inesperadas. Até mesmo nossa amizade, último reduto espiritual, foi abalada pelas tensões que agitavam a “faculdade” e pelas discrepâncias e conflitos entre suas “escolas”. (p. 57)

    O livro relata acontecimentos do período em que eram adolescentes até o momento em que se tornam adultos e formam suas famílias, contudo, não segue uma trajetória linear. Como o próprio narrador comenta, o livro só pôde surgir devido a uma reunião que os uniu nos anos 90. Em outras palavras, é um relato, uma série de memórias e, como tais, seguem um fluxo de narrativa do autor, alterando entre a época da adolescência e da fase adulta.
    A história de “O vôo do gato” é um misto de drama, amizade e romance. Há várias referências a músicas no decorrer do livro, sendo uma, em específico, no capítulo final, sugerida para que se ouça durante a leitura. O final do livro é perfeito, e a música sugerida apenas enfatiza isso. Se o livro tivesse uma continuação, eu com certeza leria.

    Enfim, mesmo sem entender algumas das referências do livro, o achei incrível, e recomendo a leitura a todos que gostam de um pouco de drama. E aí? Se interessaram?

    09/03/2015

    Resenha dupla: o chá-de-bebê de Becky Bloom

    Olá leitores,

    Vamos a mais uma resenha dupla no blog, ou seja, a Deborah e eu lemos o mesmo livro e cada uma dará a sua opinião sobre a obra.
    O chá de bebê de Becky Bloom foi escrito pela Sophie Kinsella, publicado pela editora Record no ano de 2013 e contém 509 páginas.
    Esse livro é o 5º volume da série da Becky Bloom, portanto, contém spoilers dos primeiros volumes.

    Para conferir as demais resenhas, clique:

    Foto: arquivo pessoal


    Vamos a sinopse que é comum as duas para não ficar repetitivo: 

    A vida da nossa querida Becky Bloom vai muito bem, obrigada! Além de estar trabalhando numa loja como compradora pessoal, ela e Luke estão a procura de uma casa nova (um lugar bem espaçoso, com  direito a um closet só para guardar os sapatos!) e... BECKY ESTÁ GRAVIDA! Nossa amiga gastadora não poderia estar mais feliz - sobretudo porque descobriu que fazer umas comprinhas é ótimo para enjoos matinais. E tudo tem de estar perfeito para o bebê: a decoração do quarto, o carrinho de última geraçãoe a obstreta mais badalada da cidade. Mas surge um pequeno problema. A doutora famosinhanada mais é que uma ex-namorada de Luke (hummm). Ao que parece, a gravidez de Becky não vai ser assim tããão tranquila...
    Opinião por Tainan

    A Becky por si só já é hilária, imagina grávida. Algo que não foi planejado e que ela não tem conhecimento. Claro, ela conta com a ajuda de sua melhor amiga Suze, a qual é mãe de três crianças. Pela primeira vez, Becky está comprando pensando em outra pessoa e não só nela. Ela não tem noção do que comprar e nem a quantidade, por isso acaba levando uns quatro carrinhos de bebês. Becky, como sempre, quer o melhor. Então, quando sabe da obstetra das celebridades, a qual dá brindes e proporciona chá entre as suas pacientes, logo dá um jeito de conseguir uma consulta. O que ocorre é que a médica, Venetia, é ex-namorada de Luke.

    1. Quais são suas prioridades para o início do trabalho de parto? Penso com força por um momento, depois escrevo: "boa aparência." 2. Como você vai enfrentar na dor nos primeiros estágios ) P. ex.: banho quente, se balançar de quatro.) Estou para escrever "sair para fazer compras" quando o meu celular toca.
    Luke, insuportável como sempre, além de praticamente não se importar com a gravidez da esposa, já que o trabalho vem sempre em primeiro lugar, começa a sair com a ex para jantares de negócios e chegar de madrugada. Becky, é claro, tenta manter a postura de mulher segura e não ciumenta. Porém, as pessoas começam a reparar e alertá-la. Devo ressaltar que nunca gostei do personagem e dessa vez ele se superou. Deixar a esposa grávida para sair com outra? Mesmo que seja a negócios, podia mandar outra pessoa.

    Breve questionário para Luke Brandon: 1. Como você descreveria o relacionamento que teve com sua antiga namorada Venetia? a) romance passional, estilo Romeu e Julieta;    b) relacionamento muito chato; c) na verdade, jamais gostei dela; d) ela me perseguia
    Além disso, Becky ainda tem que lidar com os problemas da loja em que trabalha, visto que não tem clientes, afinal, ela precisa do emprego.
    Como sempre, Sophie tem uma linguagem leve, a qual faz a leitura fluir bem. A autora, como sempre, consegue nos fazer dar risadas e nos identificar com a protagonista e suas loucuras. Apesar do livro ter muitas páginas, sua letra é bem grande, a qual facilita a leitura.

    Opinião por Deborah

    Depois de conhecer sua irmã e se meter em várias confusões na cidade dela, Becky Bloom finalmente descobriu que estava grávida. Embora ter um filho fosse mais vontade de Luke do que dela, já que foi abandonado pela mãe quando era criança, a verdade é que ele não dava a menor atenção pra ela e ainda mentia, deixando-a insegura.
    Além disso, nesse livro, o consumismo de Becky ganha um novo motivo, já que agora ela precisa comprar coisas para o bebê. Entretanto, como ela não tem noção alguma dos artigos indispensáveis para um recém nascido, o que vemos é nossa consumista preferida passando por situações hilárias enquanto tenta preparar o enxoval. Aliás, uma coisa que não gostei é o modo como Luke impõe que o sexo do bebê não deve ser revelado antes do parto, como se não importasse que a esposa quisesse saber, só a vontade dele.
    E para complicar ainda mais a vida de Becky, ao resolver ter seu filho com a obstetra mais badalada da cidade, ela descobre que a médica é simplesmente uma ex-namorada de Luke. Bonita, em forma e parecendo bem mais adequada para o marido de Becky, Venetia Carter passa a tentar desestabilizar a protagonista de todas as maneiras que consegue, insinuando de várias formas que está tendo um caso com Luke e que ele irá viver com ela assim que o bebê nascer.
    Paralelo a tudo isso, Becky e Luke ainda precisam encontrar um lugar para morar com urgência, já que venderam o antigo apartamento deles sem ter comprado uma casa nova antes.
    Embora eu tenha gostado de O Chá de Bebê de Becky Bloom e tenha achado várias situações simplesmente hilárias, não gostei do final desse livro, pois não fiquei com a sensação de que tudo estava resolvido e também me decepcionei com uma coisa que acabará sendo importante na trama do próximo livro.

    Vocês já leram esse livro? Gostaram? Já leram a série da Becky? Comentem.

    02/03/2015

    Resenha dupla: a irmã de Becky Bloom

    Olá leitores,

    Quando convidei a Deborah para ser colaboradora do blog comentei de fazermos uma resenha dupla, isto é, nós duas darmos a nossa opinião a respeito da mesma obra. Contudo, não combinamos o livro, pois eu acho que cada uma tem que ler o que quer e o que gosta, mas coincidiu de ler esse livro praticamente na mesma época. 
    A irmã de Becky Bloom é o 4º livro da série, portanto, essa resenha contém spoilers dos primeiros livros da série.

    Para conferir as demais resenhas clique:

    A obra foi escrita por Sophie Kinsella, publicada no ano de 2013 pela Record e contém 475 páginas.

    Foto: arquivo pessoal

    Vamos a sinopse, que vai ser em comum as duas para a resenha não ficar repetitiva:

    Becky achou que casar com Luke seria uma caixinha da Tiffany cheia de felicidade. Mas, honestamente, a coisa não é um sonho como ela esperava. O problema começou na lua de mel, quando contou uma mentirinha pequeninha a Luke, sobre uma comprinha de nada. Agora ela está com o orçamento contado, não tem emprego e, pior de tudo, sua querida amiga Suze tem uma nova "melhor amiga". Becky está na maior deprê quando recebe uma notícia incrível: ela tem uma irmã, há muito tempo perdida, sumida, esquecida! [...] Até que ela tem o maior choque da sua vida. [...] Não é possível que a irmã de Becky Bloom possa... odiar compras!
    Opnião por Tainan 

    Becky tem uma lua de mel de dez meses com Luke, isso mesmo dez meses, a qual eles dão uma volta ao mundo, durante esse período Becky comprou e muito, ela volto a ser muito consumista, aliás não sei porque acreditei que ela ia melhorar, é a Becky!
    Após comprar cinco mesas para casa, Luke resolve controlar o orçamento dela, logo, ela cria estratégias malucas para conseguir dinheiro.
    Quando retorna da lua de mel, nada é como antes, pois sua amiga Suze, tem uma nova amiga, Lulu, a qual tem quatro filhos e ajuda Suze a criar os dela. Então, Becky se sente abatida com isso: desempregada, sem a melhor a amiga, Luke trabalhando como sempre, preciso repetir que não gosto dele?
    Em meio dessa "depressão" ela recebe a notícia que tem uma irmã. Achei válido a forma com que Sophie, coloca a irmã nessa história, foi algo bem amarrado, visto que até então, ela era filha única.
    Achei muito chato e imaturo da parte da protagonista fazer de tudo para ser amiga da irmã, Jéssica. Entendo que ela estava sensível, mas se tornou uma obsessão, se a Jéssica não gosta das mesmas coisas que ela e não quer ser amiga, devia ter deixado para lá. É utopia dizer que só porque são irmãs tem que ser melhores amigas.
    A obra mostrou uma Rebecca imatura, mas ao mesmo tempo hilária:

    O que você faz é manter o cartão de crédito em algum lugar realmente inacessível, tipo engastado no gelo ou costurado no forro da bolsa, para você ter tempo de reconsiderar antes de fazer a compra. Aparentemente essa tática simples pode cortar 90% as compras desnecessárias.
     Sobre a irmã de Becly, a Jéssica, é uma personagem bem trabalhada ao longo do livro, com personalidade própria, a qual se mantém a mesma durante toda a obra.
    Vale ressaltar que a escrita da autora é simples e as letras dos livros são enormes.

    Opnião por Deborah

    Após as várias confusões em que se meteu no livro anterior, quando se viu com dois casamentos marcados para o mesmo dia, Becky Bloom (agora Brandon) passou quase um ano em lua de mel. E agora, precisa lidar com o fato de que todos seguiram com suas vidas enquanto ela estava fora, até mesmo Suze, sua melhor amiga.
    Paralelo a isso, é claro que nossa adorada consumista fez várias dívidas durante a lua de mel, e agora precisa não só arranjar um emprego para poder pagá-las como também espaço para colocar tudo no apartamento de Luke, já que comprou várias coisas sem a menor necessidade. Um dos momentos que mais gostei nesse livro foi quando as comprinhas da Becky chegaram ao apartamento, pois Luke ficava cada vez mais horrorizado e eles não tinham nem onde sentar direito.
    Para complicar mais ainda a volta do casal a Londres, Becky descobriu que tem uma irmã, Jess. Inicialmente isso foi uma alegria tão grande para Becky que ela chegou a ficar obcecada com a ideia de ter uma irmã. Entretanto, ao descobrir que Jess é exatamente seu oposto, várias confusões acontecem.
    Embora a ideia de criar uma irmã para Becky tenha sido legal exatamente por não ser idêntica a ela, acho que a história não precisava ter rendido um livro inteiro, já que em alguns momentos me pareceu arrastada. Mesmo tendo achado legal o livro, esse é o que menos gostei da série.
    Outro fato me incomodou bastante foi o modo como Jess parece fazer questão de ser inimiga da Becky em alguns momentos. Tudo bem, ela não precisa ser viciada em compras, também não precisa deixar de ser mão de vaca (super me identifiquei com ela nesse aspecto rs), mas a autora podia ter pego um pouco mais leve em algumas coisas que Jess diz para Becky.
    Além de todos os problemas com Suze e com a irmã, Becky ainda se vê mais encrencada ainda quando, ao comprar uma bolsa caríssima, acaba devendo um favor a um homem influente, mas que não tem uma reputação exatamente boa. 
    E para complicar mais ainda a vida da protagonista, o homem resolve cobrar o favor pedindo que ela o ajude a conseguir que seu marido o aceite como cliente. Mas é claro que Luke Brandon, do alto de sua arrogância, inicialmente não quer nem ouvir o que Becky tem a dizer e muito menos o conselho de que deveria expandir seu ramo de atuação, tendo como clientes não só gente da área financeira.

    Vocês já leram esse livro? Gostaram? Gostam da série da Becky? Aprovaram a resenha dupla? Me contem nos comentários

    04/02/2015

    As listas de casamento de Becky Bloom (resenha)

    Olá leitores,

    Esse é o terceiro volume da série da Becky Bloom escrita por Sophie Kinsella e publicada pela editora Record. Segue os links das resenhas dos dois primeiros volumes:


    Sendo a resenha do 3º volume, contém spoilers dos dois primeiros livros da série.

    Fonte: arquivo pessoal

    Suze, melhor amiga de Becky está para casar com Tarquin, embora esteja feliz por sua amiga, Becky tem noção que as coisas irão mudar, afinal eles terão uma vida a dois e ela não poderá voltar a morar com a amiga dela como antes.
    Em meio a uma confusão, Becky deixa bem claro que só pretende casar daqui a 10 anos, mas mesmo assim é pedida em casamento e aceita, logo, começam os preparativos para festa, sua mãe resolve organizar um casamento no interior da Inglaterra e sua futura sogra em Nova York, Becky para não magoar nenhuma das duas, deixa que ambas organizem o casamento para o mesmo dia e horário em países diferentes!
    Elinor, a futura sogra da Becky, se mostra uma boa vilã, aprontando várias coisas para atrapalhar a união de Becky com o seu filho Luke, para complicar a situação Luke é incapaz de enxergar os erros da mãe e acredita que tudo que ela faz é para ajudar. 
    Com respeito ao Luke, a cada livro que passa, detesto mais o personagem, além de trabalhar demais e não valorizar a Becky, também não está nem aí para o casamento, deixando todos preparativos nas mãos da noiva.
    Dos livros da Becky Bloom que eu li, esse é o mais hilário, sim, Becky vai se casar e não sabe nada a respeito de casamentos, ao ponto de não saber que é aconselhável montar uma lista de presentes.
    Becky se mostra bastante indecisa e humana demais, não quer magoar ninguém e por isso acaba se metendo em enrascadas, faz muitas listas para tentar decidir o porque se casar no Plaza (casamento organizado pela futura sogra) e porque se casar no interior (casamento organizado por sua mãe):
    Motivos para o nosso casamento ser no Plaza: 1.vocês não adorariam uma viagem para Nova Iork, com todas as despesas pagas? 2. O Plaza é um hotel fantástico. 3. Vocês não teriam que fazer nenhum esforço. 4. Uma tenda só vai fazer uma bagunça no jardim. 5. Vocês não teriam que convidar a tia Sylvia. 6. Vocês vão ganhar molduras da Tiffany...

    Nesse livro, mostra o amadurecimento da protagonista, diferente dos demais, não é focado tanto no consumismo dela e sim no dilema do casamento.
    Assim como os demais volumes, a obra também é intercalada entre os capítulos e as cartas recebidas pela personagem, por sinal algumas muito engraçadas tais como: propaganda de planos de funerárias para casais (afinal casou é necessário um lugar no cemitério para os noivos não?)
    Enfim, considero esse o melhor livro da série até agora.

    28/01/2015

    Becky Bloom: Delírios de consumo na 5ª avenida (resenha)

    Olá leitores,

    Essa resenha é do 2º volume da série Becky Bloom escrita por Sophie Kinsella, portanto, contém spoilers do primeiro livro da série, para conferir a resenha do primeiro clique aqui.
    A obra foi publicada pela editora Record no ano de 2011 e está na sua 12ª edição e contém 459 páginas, sim, ele é um livro grande. 
    O enredo gira em torno da mudança de Becky para Nova York com o seu namorado Luke, eles vão morar juntos lá, contudo, em um relacionamento recente numa cidade desconhecida, com uma mudança repentina de carreira, agora ela está dando conselhos financeiros em um programa de televisão, Becky atende os telefonas e responde as perguntas dos telespectadores, Becky se vê confusa e perdida.

    Fonte: Google imagens

    Todavia, ela continua sendo a mesma consumista de sempre, ainda mais em Nova York com todas aquelas lojas e promoções.

    Tenho um limite de cartão de crédito de dez mil libras. Essa é verdadeira questão. Puxa, eles não me dariam se não achassem que eu não posso pagar, diriam?
    Novamente a obra é intercalada com os capítulos e as cartas que a Rebecca recebe, em sua maioria ofertas tentadoras de aumento de limite no cartão de crédito. 
    Os livros da Becky Bloom são o tipo de obra que te faz ler sorrindo, te arranca gargalhadas, por exemplo a situação em que ela resolve conhecer a Nova York em uma caminhada turística e acaba indo se afastando da turma e indo fazer compras.
    Becky é uma personagem encantadora, a qual tem a capacidade de se meter em encrencas e fazer as mulheres se identificarem com ela, afinal quem nunca desejou comprar algo que viu em promoção?
    Ainda não boto fé no casal protagonista, na verdade o casal não me agradou, adoro a Rebecca, contudo, acho que o Luke não valoriza ela tanto como ela merecia, devido ao fato de estar sempre trabalhando e nunca ter tempo para ela, embora ele tenha alguns momentos em que expressa um romantismo, acho que deveria ter outro candidato ao amor de Rebecca, entretanto, esse personagem ainda não apareceu. Mas a leitura me prende justamente por me identificar com a protagonista.
    Por ser um livro bem divertido, recomendo muito a leitura.

    23/01/2015

    Os delírios de consumo de Becky Bloom (resenha)

    Olá leitores,

    O livro Os delírios de consumo de Becky Bloom é o primeiro volume da série da Becky Bloom escrita por Sophie Kinsella, a obra que eu tenho foi publicada pela editora Record no ano de 2013 e está na sua 19ª edição.
    Rebecca (ou Becky para os íntimos) é uma jornalista que dá conselhos sobre finanças, contudo, ela tem problemas com finanças, para ser mais exata, é uma consumista nata, não pode ver uma promoção que sai gastando, mesmo sem necessidade.

    Rebecca sou eu. São minhas irmãs. São todas as minhas amigas que já saíram para comprar um chocolate e voltaram com um par de botas. Rebecca é todas as mulheres (e homens) que já se viram paradas diante de uma vitrine e souberam, com certeza absoluta, que precisaram comprar aquele casaco e... ai, meu Deus, calças que combinaram com ele! [...] Ela é todos os que receberam a fatura do cartão de crédito e imediatamente imaginaram haver algum erro. Eles não podem ter gastado tanto! (texto presente na orelha do livro)
    Realmente Sophie tem razão ao dizer que Becky sou eu, pois me identifiquei totalmente com a personagem, totalmente atrapalhada. Além de que tenho a capacidade de conseguir gastar um pouco além da conta, Becky sou eu que fui acompanhar o namorado em uma loja para comprar o presente do sogro e acabei levando duas blusinhas para mim, mesmo tendo muitas no guarda-roupa. Becky é a minha amiga que foi na farmácia e levou vários esmaltes.
    Fonte: google imagens

    A narrativa é em primeira pessoa, narrada pela protagonista, a Becky, e alterada com as cartas do banco pedindo que pague as contas, mostrando também as infinitas desculpas esfarrapadas que ela inventa para não pagar,
    O enredo gira em torno das estrategias mirabolantes que ela arruma para tentar pagar as contas, por exemplo: levar café para o serviço para não ter que comprar, porém para isso é necessário uma garrafa térmica da moda, afinal uma jornalista financeira não pode levar qualquer garrafa de café, não é mesmo?
    Achei que o desenvolvimento do casal principal foi meio forçado, talvez isso seja devido a narrativa em primeira pessoa, a qual só vemos pela visão da personagem principal e não do par romântico. Embora, acredite que o fato de ser narrado em primeira pessoa combine muito com a trama, pois faz nos identificarmos com a Becky e rimos das suas trapalhadas e estratégias mirabolantes para pagar as dívidas.
    Vale lembrar que tem um filme baseado no livro (a capa é do filme), embora o filme seja muito bom, se difere demais da obra literária.
    A linguagem é simples e a letra do livro é enorme, de forma que pessoas com problema de visão (como eu) possam ler.
    Recomendo demais para todas aquelas leitoras (e leitores é claro) que aproveitam uma promoção ou compram blusinhas quando já tem várias no guarda-roupa.

    15/12/2014

    Procura-se um marido (resenha)

    Olá leitores,

    Comprei esse livro na Black Friday e quando chegou fiquei pasma com tamanho, peso e a quantidade de páginas, não que eu ligue para isso, pois quando o livro é bom, não me importo se tem muitas páginas, todavia, como não havia visto ele pessoalmente, já que não achei para vender nas livrarias da minha cidade, imaginei ele mais fino.
    Fonte: Google imagens

    Procura-se um marido é da autora brasileira Carina Rissi, foi publicado pela editora Verus em 2014 e contém 472 e eu li em 2 dias. :o 
    Alicia é uma jovem órfã que foi criada pelo seu avô, vive uma vida boa, com ótimas condições financeiras, visto que seu avô é o dono da maior empresa de cosméticos do pais, adora baladas e aproveita bem a vida de solteira. Entretanto, quando seu avô morre, ele deixa um testamento dizendo que ela só recebe a herança após estar casada durante um ano.
    Inicialmente ela reluta, contudo, ter que trabalhar na empresa como assistente de secretária não é a vida que ela está acostumada, além de que ela detesta pegar ônibus. Quando as contas do cartão de crédito chegam, ela tem a ideia de alugar um marido, logo, coloca um anuncio no jornal procurando.

    Procura-se um marido para curta temporada. Homem entre 21 e 35 anos, que tenha imóvel próprio e emprego estável, disponível para matrimônio. Boa aparência não é exigida. Apresentação de antecedentes criminais obrigatória. Casamento de aparência. Sexo está excluído do acordo. Paga-se bem no término do contrato. 
     Surgem vários pretendentes, Alicia escolhe um e sua vida muda radicalmente, pois existem gente de olho na relação dos dois, já que burlar um testamento é contra a lei. Portanto, o casal tem de fingir que é uma relação verdade e que estão apaixonados.

    Eu o amava! Desesperadamente! Estava completamente apaixonada por meu marido. Que merda!
    O enredo é maravilhoso e te prende completamente, fiquei até as 3:30 da manhã acordada para terminar a leitura, pois além do romance e do humor presente na obra, ela possui suspense, o que te deixa ligada até o final para saber o que vai acontecer.
    A linguagem é bem simples e a história tem um andamento rápido, isto é, não enrola para acontecer as coisas, o que eu acho ótimo, pois não gosto de livros que demoram a desenrolar o enredo, acabo abandonando a leitura.
    Alicia é uma personagem cativante, que me fez dar boas risadas. Adoro o fato que ela detesta ônibus, que dá apelidos para alguns personagens (espanhador é a mulher chata do RH da empresa), enfim, me apaixonei pela personagem e gostei muto do modo que ela tenta lidar com os problemas.
    Mariana, a melhor amiga de Alicia, é outra que eu gostei muito, está sempre ali presente, não importa o que aconteça.
    O marido de Alicia, o qual não vou mencionar o nome para não dar spoilers, é apaixonante e humano ao mesmo tempo, sim, tem defeitos.
    A obra tá repleta de personagens adoráveis, seja por serem bons e ajudarem ou por serem ruins e atrapalharem kkkk
    Sobre a comparação com Perdida, é difícil falar qual livro da Carina Rissi eu gosto mais, porém são histórias bem distintas, embora falem de adaptação em uma nova vida. Em Perdida, Sofia tem que lidar com o fato de estar no século XIX. 
    Procura-se um marido é uma obra completa: possui romance, humor, mistério, vilão, amizade...
    Vocês já leram? Gostaram? Já conheciam alguma obra da autora? Comentem.

    14/11/2014

    Maratona nacional: Encontrada (resenha)

    Olá leitores,

    Hoje venho com mais uma resenha de livros nacionais, Encontrada: à espera do felizes para sempre é a continuação de Perdida, portanto essa resenha contém spoilers de Perdida. 
    Encontrada foi escrito por Carina Rissi, publicado pela editora Venus no ano de 2014 e contém 476 páginas.
    Imagem tirada do site oficial da Carina Rissi
    Encontrada começa bem no ponto em que acaba Perdida, ou seja, após o noivado de Sofia e Ian,. Quando Sofia escolhe ficar com Ian no século XIX, ela tem a ilusão que tudo estará bem pois os dois se amam, contudo o "felizes para sempre" não acontece assim tão fácil. Ela passa por dificuldades em se adaptar com os costumes daquele século, tais como: vestir todas aquelas peças de roupas, bailes.
    A ideologia dela é bem diferente da do Ian, ela está acostumada a ser uma mulher independente, ter seu dinheiro e trabalho, o que não é o costume da época, na qual as mulheres apenas cuidavam da casa.
    Além de todas essas divergências, Sofia ainda tem que lidar com Casandra, tia de Ian e Elisa, que sisma que ela levou o sobrinho para o mal caminho e é uma péssima influencia para Elisa. Casadra se mostra uma boa vilã.
    As tradições do século XIX são mais retratadas nesse livro, inclusive no final, tem uma nota da autora explicando algumas.
    Quando terminei a leitura de Perdida, fiquei muito feliz ao saber da continuação, aliás, adorei a ideia, pois a maioria dos livros, a história termina quando o casal principal resolve ficar juntos, logo, temos a ideia que tudo está bem, entretanto, não é assim na vida real pois todo casal tem problemas, brigas, Encontrada retrata bem essa realidade, de um casal tentando se acostumar com a relação a dois e vendo um modo de lidar com a individualidade de cada um.

    Escolher Ian foi simples, natural como respirar. Não dava para viver com o coração batendo fora do peito e morando em outro século. Não havia ninguém que me conhecesse tão bem quanto ele.
    Ian, nessa obra, me lembrou muito o Jesse da série A Mediadora da Meg Cabot, acredito que seja porque ambos são do século XIX, logo, possuem as mesmas crenças.
    Devo confessar que fazia tempo que não ficava acordada até de madruga para terminar uma leitura, recebi duas mensagens no celular perguntando se eu não ia entrar no Facebook, olha que eu sou muito viciada nessa rede social. Mas simplesmente tive que largar tudo para terminar a leitura, por voltas das 3 horas da manhã, sim, é aquele livro que você precisa saber o final, que não consegue largar.
    Outra coisa que me chamou a atenção foi que os comentários sobre a obra na orelha do livro, são todos de blogs literários, o que me deixou muito feliz. Ainda tenho que tirar um tempo para conhecer eles.
    Carina Rissi é um talento promissor da literatura nacional, recomendo a todos.
    Vocês já leram algo da autora? Gostaram? Já conheciam o livro?

    23/09/2014

    Princesa Adormecida

    Olá leitores,

    Como está sendo a semana? Sei que semana passada não teve resenha, a faculdade tem me tomado o tempo da leitura: trabalhos, provas... Mas o importante é que voltei com as resenhas. 
    Fui na livraria procurando outro livro, entretanto, não tinha, então aproveitei para comprar a obra Princesa Adormecida, pois já tinha ouvido falar muito bem da Paula Pimenta e desse livro, devo reconhecer que tinham razão.
    Capa. Fonte: google
    A obra foi publicada pela editora Galera no ano de 2014 e contém 189 páginas.
    Primeiramente tenho que elogiar a editora Galera pela diagramação perfeita do livro: 

    Foto: arquivo pessoal
    Os balões representam as mensagens de celular trocadas.
    Então, vamos a história: Áurea faz parte da realiza de Liechtenstein, isto é, seu pai é primo do príncipe. Em sua infância, Áurea sofre uma tentativa de sequestro, realizada por uma mulher que é apaixonada por seu pai, então, na tentativa de ser vingar de sua mãe, tenta roubar a criança, entretanto, é vista e não consegue roubar a menina, porém foge.
    Para salvar Áurea, os tios a levam para morar no Brasil, então ela passa a se chamar Ana Rosa e pensa que a história do sequestro é só um conto de fadas contado à ela na infância, todavia, por medo de que algo ocorra, os tios a mantem sobre rédeas curtas, ou seja, não pode dormir na casa das amigas ou ir a baladas.
    Um dia, ela recebe uma mensagem, no celular, de um garoto misterioso (foto acima), depois de conversarem bastante, ela se apaixona por ele.

    Foto: arquivo pessoal
    O livro é narrado em primeira pessoa pela protagonista, o que dá um ar de mistério a história, pois não sabemos as intenções do anônimo que manda mensagens. Sei que muitos pensam: quem responderia a mensagem de um anônimo? Achei compreensível ela responder pois não conhece ninguém, estuda em um colégio interno só de meninas, não tem contato com garotos e depois o fato aguça a curiosidade: "quem mandou?" "Me conheceu aonde?"
    Devo ressaltar que achei as mensagens que ele manda lindas:
    Como você consegue ser tão meiga, inteligente e sensível ao mesmo tempo?  Tenho a impressão de que fizeram uma mistura com tudo que eu gosto e derramaram no seu molde...
    Então, é um livro com muito romance, mensagens fofas e infanto-juvenil, isto é, crianças podem ler que não tem nada de conteúdo erótico e de linguagem fácil, contudo, adultos como eu também podem ler e gostar, eu adorei.
    E vocês: já leram? Gostaram? Pretendem ler?

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