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    24/02/2017

    O Despertar Do Príncipe, de Colleen Houck (Resenha)


    Arte de Capa - Editora Arqueiro


    Título Original: Reawakened
    Autora: Colleen Houck
    Editora: Arqueiro
    Ano: 2015



    Sinopse: Aos 17 anos, Liliana Young tem uma vida aparentemente invejável. Ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade.
    Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem.
    Um dia, na seção egípcia do Metropolitan Museum of Art, Lily está pensando numa maneira de convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira, quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia — na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos.
    A partir daí, a vida solitária e super-regrada de Lily sofre uma reviravolta. Uma força irresistível a leva a seguir o príncipe Amon até o lendário Vale dos Reis, no Egito, em busca dos outros dois irmãos adormecidos, numa luta contra o tempo para realizar a cerimônia que é a última esperança para salvar a humanidade do maligno deus Seth.
    Em O despertar do príncipe, Colleen Houck apresenta uma narrativa inteligente, cheia de humor e ironia. Este é o primeiro volume da aguardada série Deuses do Egito, uma aventura fascinante que vai nos transportar para cenários extraordinários e nos apresentar a criaturas fantásticas da rica mitologia egípcia.


                O Despertar Do Príncipe é o primeiro volume da série Deuses Do Egito, de Colleen Houck, mesma autora de A Maldição Do Tigre.
                Como quase toda boa história, O Despertar Do Príncipe é um enredo resultante de uma história muito mais antiga e misteriosa, dessa vez, contendo uma guerra entre deuses e o sacrifício de três príncipes mortais, de grandes cidades e irmãos de alma: Amon, Asten e Ahmose. De acordo com o enredo, Seth, um deus que se tornou sombrio, pediu o sacrifício dos três príncipes, caso contrário, traria o caos e a miséria a todo o Egito. Temendo que a ameaça se concretizasse, os príncipes foram sacrificados, e como quase todas as relíquias das grandes e antigas civilizações do mundo, uma das tumbas dos três príncipes foi parar no Metropolitan Museum of Art (MET) – De Nova York.
                A partir daí, conhecemos Lilliana Young – jovem membro da elite de Nova York, apresentada como uma adolescente surpreendentemente ponderada, sensata e segura de si, que visita o MET constantemente.
                Lilliana é direta e, a meu ver, uma daquelas pessoas que não são donas da própria história, e sim, apenas uma espectadora: ela pode até ter uma noção do que quer para si mesma, mas no geral sede às expectativas quase inalcançáveis dos pais, como andar com as pessoas certas – geralmente filhos e filhas de pessoas igualmente importantes no país –, tirar boas notas e entrar nas faculdades que eles mesmos escolheram.

    “Eles  – que detestavam ser chamados de mamãe e papai  – queriam que eu me formasse em algo que lhes desse orgulho, como medicina, administração ou ciência política, mas nada disso me interessava.”


                O fato de Lily, apesar de ser distante, direta e bastante prática, se interessar mais por pessoas, e ser uma ótima observadora, é perceptível, e, mesmo se ela não narrasse justamente sobre isso, o leitor perceberia o quanto a garota poderia ser infeliz, cedendo às expectativas dos pais. Por essa razão, ela não reluta tanto em partir para uma aventura. É aí que o primeiro príncipe do Egito, Amon, entra em cena.
                Lembrando que a história é narrada em primeira pessoa, assim, sabemos a impressão que Lily tem de Amom, mas não há como saber, com exatidão, o que Amom pensa, ou espera, até o final.
               
    Ele parecia…. Não ter idade.
    Olhos sombrios cor de avelã, naquele momento mais verdes do que castanhos, me
    Encararam por baixo de sobrancelhas fartas e uma testa imponente com um ar ao mesmo
    Tempo inteligente e quase predatório. Senti-me um rato diante de um falcão que desce do
    Céu, sabendo que a morte se aproxima, mas totalmente incapaz de desgrudar os olhos de
    Tamanha beleza.


               Porém, Amom se mostra um príncipe antigo, dos pés a cabeça, poderoso, sábio, seguro, porém contido, propenso a ter suas vontades imediatamente atendidas, visto que, por milênios, ele foi venerado como um deus, e por essa razão ele possui um senso de dever e sacrifício extremamente forte. Mas como é de se esperar, o príncipe considera Nova York confusa e barulhenta, o que nos rende momentos de interações interessantíssimas entre ele e uma cética Lily, que, primeiramente, se nega a acreditar que uma múmia despertou e precisa de sua ajuda.
                Mesmo que o relacionamento gradativo de Lily e Amon seja o tópico principal do enredo, é interessante ressaltar que isso não impediu o livro de ser uma excelente narrativa sobre mitos e cultura egípcia, com descrições e explicações relevantes e atraentes sobre lugares, histórias, artefatos que aparecem ao longo do enredo.


    Frase de Amon em "O Despertar Do Príncipe" montagem e edição de Haidy.

                  Com relação aos personagens secundários, considerando que é o primeiro livro de uma série, eles ainda não estão suficientemente construídos aos olhos do leitor, em minha concepção. A mãe de Lily aparece logo de início, controladora, e manipuladora ainda que seu modus operandi esteja mais para o passivo agressivo. Já o pai, ainda que descrito, não aparece. Creio que apenas dois personagens realmente adultos apareçam em cenas recorrentes: o deus Anúbis – mais para um rockstar temperamental – e Osahar (Oskar) Hassan, grão-vizir e arqueólogo, um personagem que provavelmente possa a vir ter mais destaque, visto se mostrar inteligente e extremamente útil.
                Quantos aos outros dois príncipes, ao menos neste livro, eles aparecem apenas um pouco depois da metade, cada um mostrando ter uma personalidade bastante diferente da de Amom.
                Asten é mais aberto a interações, inteligente, astuto e dado a não levar as coisas muito a sério, já Ahmose, a despeito de ser o maior dos três, é gentil e protetor.
                "O Despertar Do Príncipe" não foge às regras das poderosas e envolventes histórias de amor egípcias, que tendem a mostrar que o verdadeiro amor sobrepõe-se a todos os infortúnios, adversidades e, até mesmo, a morte. Ainda que seja adaptado para um público adolescente, creio que o livro atrai um público mais maduro que isso. Talvez, você, leitor, já tenha lido algum livro da série “A Maldição Do Tigre” e, se gostou, vai gostar ainda mais desse aqui. Caso não tenha se interessado tanto, deixe em mente que Colleen Houck é uma escritora de escrita progressiva, e que tende a crescer e evoluir na literatura juvenil. Com certeza "O Despertar Do Príncipe" mostra esse crescimento com relação a sua escrita, e um estilo mais maduro pode ser vislumbrado.
                No mais, deixo vocês aqui, e espero que tenham gostado dessa nova sugestão de leitura, se já leu, deixe seu comentário e, se não leu, estamos aqui para responder suas perguntas e dúvidas.
                Até a próxima.
                Haidy.




    09/01/2017

    O diário de Suzana para Nicolas, de James Patterson (resenha)

    Olá, leitores!

    Em "O diário de Suzana para Nicolas", publicado pela editora Arqueiro em 2012, e contém 131 páginas, James Patterson mostra sua versatilidade como escritor. Conheço a escrita dele pela série "Bruxos e bruxas", e mesmo quem não gostou da série pela narrativa infantil dela, pode se surpreender com "O diário de Suzana para Nicolas". James vem com uma narrativa adulta dividida em primeira pessoa (no diário) e em terceira pessoa, pela visão da protagonista Katie, que trabalha em uma editora.

    Foto: arquivo pessoal

    A história começa quando Katie é abandonada pelo namorado, Matt, aparentemente sem motivos. Para piorar ela descobre que está grávida. Em meio a este turbilhão de problemas, ela encontra na porta de casa o diário de Suzana, a esposa de Matt, que ela escreveu para Nicolas, o filho do casal. Por que ele mandaria o diário da esposa para a ex namorada? É este o mistério do livro.

    Qual era o grande segredo que aquele diário trazia? Que Matt tinha uma mulher inteligente e maravilhosa e um filho lindo e amado e que Katie fora apenas um erro, um caso com uma mulher de Nova York? Que fora a primeira vez que tinha dado um mal passo em seu casamento de comercial de margarina?

    Ao longo da narrativa vamos nos envolvendo com a história de Suzana, uma jovem médica, que, após sofrer um infarto, se muda para viver uma vida tranquila em Martha's Vineyard. A narrativa de Suzana é tão gostosa que até Katie começa a se identificar com ela.

    Gostava dela. Droga, ela gostava de Suzana. Não queria, mas era o que estava acontecendo. Em circunstâncias diferentes, era provável que elas fossem amigas. 
    É uma narrativa gostosa de ler, com uma linguagem fácil e fluida, altera entre o diário e as reações de Katie o lendo, além da rotina das duas mulheres. Por ter poucas páginas, acredito que dê para ler em um dia tranquilamente. O único problema é que achei um pouco previsível, na metade do livro já tinha deduzido o mistério e portanto não foi uma obra que me surpreendeu, mas foi muito gostoso ler e ver como o James Patterson é versátil. Já leram o livro? Gostaram? Pretendem ler? O que acharam da resenha? Comentem.

    04/10/2016

    O resgate do tigre, de Colleen Houck (resenha)

    Oi, pessoal!

    Aqui é a Haidy. para quem leu o primeiro livro e quase morreu de raiva com o final só digo que: #TamoJunto - Resenha do primeiro livro

    Porém, aqui chega o segundo livro da saga Tigers, no qual inicialmente já nos é apresentado uma Kelsey mais independente e graças aos seus trabalhos como quebradora de maldição/filha predileta de Durga, ganhou uma passagem para uma boa faculdade, uma casa legal e um conversível, pois é, estou com inveja. Eu queria um conversível.

    Créditos: Arqueiro

    De volta a Orange, com praticamente todas as horas de seu dia preenchidas por atividades e mais um curso de artes marciais, Kelsey agora longe da magia e de problemas, precisa se preocupar em evoluir de todas as maneiras que puder e colocar a cabeça no lugar, afinal, o que aconteceu com ela no último ano, pode deixar qualquer um fora do eixo. Além de tudo, ela precisa se virar com seus possíveis pretendentes: Artie, um pretenso nerd, com um sério problema de megalomania, Jason, um típico universitário americano. E Li, seu professor chinês de artes marciais (aí eu começo a perceber que a danada gosta mesmo é de homens exóticos). Tudo vai bem, e a vida parece voltar aos eixos, Kelsey tem uma certa predileção por Lee e ela está longe de problemas, até que, Dihren vai atrás dela.
    Aqui, temos um enredo mais complexo, e a evolução se torna mais evidente. Kels continua um tanto  e Dihren, que no livro anterior parece um pouco convencido e arrogante, neste livro se mostra mais maduro e mais inclinado a lutar pelo que quer. E lutar honestamente.
    Créditos: Arqueiro
    arredia com relação a demonstrações de afeto, mas não nega a si mesma o que realmente quer,
    Mas o livro não é uma aventura adolescente e Lokesh está a espreita, e Kelsey já chamou a sua atenção, assim ela corre perigo e é hora de fugir de Orange e se proteger. Aqui então, a presença  constante de Kishan é inevitável para a sua proteção.
    Idas e vindas a parte, a aventura e os elementos míticos se tornam mais presentes, e seguindo o estilo da trama anterior, Kelsey percorre cenários incríveis na busca pelos presentes de Durga enquanto também tenta se salvar de Lokesh. Complicado. Kishan também apresenta uma evolução até mais acentuada que nos outros dois personagens. No primeiro livro, ele é um homem marcado pela culpa, irônico e constantemente na defensiva. Aqui ele está se adaptando as suas mudanças, aprendendo a novamente ser humano e também a se importar mais com os outros. Ele ainda é o extremo oposto de Dihren, mas não deixa de ser um personagem cativante.



    Tudo o que aconteceu conosco foi culpa minha. Todos à minha
    volta sofreram porque não pude me controlar.[…]
    Ouça, Kelsey. Você... me acalma. Você conserta o que está
    destruído e me dá a esperança de que eu posso voltar a ter uma vida. Eu
    sinto... — Ele desviou os olhos, constrangido, e resmungou. — Que
    tipo de homem eu sou?
     Neste livro, percebemos que a trama ao redor da maldição é muito mais complicada do que poderíamos prever, e o estilo de escrita sempre dinâmico de Houck nos proporciona uma experiência muito boa e pra desespero da torcida, nos deixa sempre com vontade de ler a história toda sem pausa. A cada página há um novo mistério, uma nova solução e várias reviravoltas. Confesso que apesar da trama romântica bem presente, a aventura e o constante perigo proporcionado por Lokesh, foi o que mais me interessou. Como no livro anterior, não há do que reclamar. A história é fascinante e a presença de Kishan e Lokesh deixou tudo muito mais interessante. Afinal, sabemos que não á nada que deixe o herói brilhar mais, do que um grande vilão. Ao final da leitura, percebi que aqui, Houck também evoluiu a trama e sua escrita e isso foi muito legal de se ver.
    Espero que tenham gostado da resenha e se interessado pelo livro. Sugiro que leiam a resenha do livro anterior (aqui), afinal, lá a trama inicial está mais detalhada. Até mais.

    18/08/2016

    A maldição do tigre, de Colleen Houck (resenha)

    Olá, leitores!

    Aviso: Aqui é a Tainan, a resenha abaixo foi feita pela minha amiga, Haidy. Ela vai fazer algumas resenhas enquanto eu e a Paula estamos fazendo o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Não, não vamos abandonar vocês! O que ocorre em que em meio as leituras técnicas que estamos fazendo para o TCC, estamos lendo menos livros de literatura, consequentemente postando menos resenhas. Espero que compreendam e gostem do trabalho da Haidy.

    A maldição do tigre:

    Ficha técnica:

    Lançamento: 19/10/2011;
    Título original: Tiger's Curse;
    Tradução: Raquel Zampil;
    Número de Páginas: 352;
    Acabamento: brochura;
    ISBN: 9788580410266.

    Sinopse:

    Paixão. Destino. Lealdade. Você arriscaria tudo para salvar seu grande amor?
    Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco.
    Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele.
    O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço.
    Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.
    A maldição do tigre é o primeiro volume de uma saga fantástica e épica, que apresenta mitos hindus, lugares exóticos e personagens sedutores. Lançado originalmente como e-book, o livro de estreia de Colleen Houck ficou sete semanas no primeiro lugar da lista de mais vendidos da Amazon, entrando depois na do The New York Times.

    Créditos: Editora Arqueiro

    Pra quem curte uma história com direito a romance, aventura e um pouco de sobrenatural, no estilo “Crepúsculo” o primeiro livro da série “Tigres” não vai, de maneira alguma, decepcionar. E mesmo aos que torcem o nariz para o romance vampiresco de Meyer, posso até me arriscar a dizer que também iriam se satisfazer com as histórias de Kelsey e os irmãos Rajaram.
    Talvez Colleen Houck tenha seguido as análises de Campbell (um especialista em histórias e mitos)  ao nos apresentar a treta antes da história realmente começar e um pouco do cotidiano desesperadamente tedioso e livre de carboidratos de Kelsey. Vamos explicar:
     O antigo mito conta que: Alagan Dihren Rajaram era um príncipe herdeiro do trono do império Mujulaain, que era considerado um dos reinos mais poderosos da Índia. Nessa época, havia muitos desentendimentos com os soldados do exército de Lokesh, um Rajá de um reino chamado Bhreenam. Na esperança de que as animosidades terminassem, um casamento entre Dihren e a filha de Lokesh, Yesubai é planejado. O problema? Bem, o irmão mais novo de Dihren, o príncipe Sohan Kishan Rajaram, se apaixonou pela garota, o pior de tudo, é que ela também se apaixonou por ele.
     A história acaba mal, pois Kishan, irresponsável mente se junta a Lokesh, que promete ceder a mão de sua filha a ele caso roube o amuleto que Dihren leva consigo. No desenrolar dos acontecimentos,  Yesubai morre, assim como os irmãos Rajaram. Por consequência, o império Mujulaain desaparece aos poucos.
    Tretas matrimoniais a parte, nos tempos atuais somos apresentados a Kelsey Hayes, uma garota de dezessete anos, do Oregon, Estados Unidos. Ela precisa de um emprego e sua expectativa para o futuro não é nada glamorosa: ela vai trabalhar, juntar dinheiro e se graduar em uma faculdade comunitária no Oregon mesmo. A pouco tempo, seus pais morreram, então a Kelsey que nos é apresentada, é uma garota tímida, um tanto retraída e com alguma dificuldade de demonstrar afeto com seus irmãos adotivos. Precisando muito de emprego, e sem nenhuma boa indicação em seu currículo, a garota aceita o primeiro emprego que lhe é oferecido: cuidadora de animais de circo. Mal sabe ela que o tigre ao qual se afeiçoou, na verdade é um príncipe amaldiçoado, o vínculo entre ela e o animal se fortalece com o passar dos dias até finalmente o misterioso Sr Anik Kadam aparecer, para levar o tigre Dihren para uma reserva na Índia e solicita que Kelsey o acompanhe. O resto é história.

    Créditos: Editora Arqueiro

     Vamos aos personagens centrais:

    Kelsey como já foi dito, é órfã e com problemas de demonstração de afeição (um problema que pode afetá-la com o desenrolar da trama). Porém tem um coração abnegado e gosta de ajudar sempre que pode, se mostrando solícita e disposta a todo o momento. Em situações de perigo ou desconforto ela sempre acaba reagindo com humor negro e sarcasmo, o que em certas ocasiões nos proporciona cenas cômicas ao longo da história. Também pode ser muito pé no chão e com forte tendência a sinceridade desconfortável, é um personagem em evolução constante no enredo.

    Então, o que você é? Um homem que se tornou
    tigre ou um tigre que se transformou em homem? Ou você é
    como um lobisomem? Se me morder, eu também vou virar
    tigre?

    Dihren é o irmão protetor, inicialmente, mostrado como alguém que coloca o bem do reino ou da causa acima de sua própria vontade, em momentos tranquilos é gentil, cuidadoso e cavalheiresco (as vezes até demais). Em outras ocasiões acaba se mostrando difícil, e de gênio extremamente forte, tenta ser o mais maduro possível, mas no enredo, há ocasiões que demonstra ser extremamente jovem e orgulhoso com coisas comuns, e em certa altura, até mesmo convencido.

    Com relutância ele me soltou e eu comecei a murmurar
    comigo mesma, queixando-me de tigres, homens e besouros.
    Ele parecia muito satisfeito consigo mesmo por sobreviver a
    uma experiência de quase morte. Eu praticamente podia ouvi-lo entoando para si mesmo: "Eu triunfei. Venci. Sou um
    homem, etc. etc.” Sorri com desdém. Homens! Não importa de
    que século sejam, são todos iguais.

    Kishan é o irmão “vida loka”, também foi transformado em tigre, e ao contrário de Ren, viveu na selva todos esses 300 anos, e raramente se transforma em homem (a maldição, inicialmente os permitem ser homens por 24 minutos a cada 24 horas). Como Kelsey, tem a ironia sempre á flor da pele, e costuma ser muito mais direto nas palavras do que Ren. Não tem muita participação neste livro.

    Eu queria ver o que você estava protegendo tão
    ferozmente. Tem razão. Estou seguindo você há dois dias,
    chegando perto o bastante para ver o que está aprontando, mas
    me mantendo longe o suficiente para poder me aproximar de
    você em meus termos. Quanto a ficar aqui para ouvi-lo, não há
    nada que você tenha a dizer que possa me interessar, Murkha
    […] A menos que queira falar sobre ela(Kelsey). Estou sempre
    interessado em suas mulheres.

    Kadam:

     Só digo que, se um dia fizerem um filme dessa série (há boatos de que sim, haverá uma adaptação) quero o Ben Kingsley como sr Kadam, que foi conselheiro no império Mujulaain também está amaldiçoado, porém de forma adversa aos tigres, o misterioso amuleto de Damon, artefato de desejo de Lokesh e razão da maldição, o proporcionou longevidade e uma semi- imortalidade, assim ao longo desses 300 anos, ele auxiliou os príncipes e cuidou de seus bens (e graças a ele os irmãos são indecentemente ricos). É considerado um sábio e um pai, por Kishan e Dihren.

    Enredo:

    O livro nos apresenta várias faces da cultura indiana, suas crenças, costumes e mitologia, com descrições formidáveis das cores, e riquezas que estão sempre presentes em suas tradições. Colleen Houck não é uma escritora extensa demais em suas descrições, o que nos dá espaço para completar, à nossa maneira o cenário, dando-nos apenas os elementos básicos para isso. O mais interessante é que o enredo é extremamente dinâmico e muitas coisas acontecem o que nos livra de momentos muito extensos e chatos que alguns livros românticos geralmente tem, (esse livro é o responsável por eu ter dormido só umas três horas por noite de tanto que me distraí o lendo.) Ainda que a trama seja claramente um romance, o pano de fundo deixa tudo extremamente mais interessante, Kelsey precisa ajudar Dihren a quebrar a maldição, e para isso eles viajam pelos vários templos da misteriosa deusa Durga (também conhecida como Kali ou Parvati) uma importante deusa guerreira dos Hindus,  enfrentando feras, e monstros míticos, e conquistando como prêmio, poderes e artefatos poderosos que os ajudarão. 

    Quanto a capa página, gráfica e seus pormenores, como sempre a Arqueiro não deixou a desejar, e não há o que reclamar com relação a isso. Espero ter proporcionado uma resenha interessante, e, qualquer dúvida, basta perguntar.

    Sobre a autora da resenha, Haidy:

    Paulista, marketing em profissão e pseudo-crítica literária. Daschounds, livros, músicas e mitologia são seus amores, e isso basta. Mais do que isso, seria um rótulo, e rótulos impõem limitações.

    17/02/2016

    Segredos de uma noite de verão (resenha)

    Olá, leitores,

    "Segredos de uma noite de verão" é o primeiro livro da série "As quatro estações do amor", escrita por Lisa Kleypas e publicada pela Arqueiro. Esse primeiro volume contém 285 páginas.
    A história se inicia com um prólogo, mostrando a protagonista Annabelle e seu irmão Jeremy bem mais novos, mas já com problemas financeiros na família devido a morte do seu pai. Os dois decidem ir a um show, porém, ao chegar no local são surpreendidos com o fim da promoção, logo, só tinham dinheiro para um ingresso. Enquanto discutem quem vai assistir ao show, aparece Simon Hunt, o filho do ferreiro, que se oferece para pagar. Durante o espetáculo, Hunt rouba um beijo de Annabelle.
    O tempo passa, Annabelle agora é uma solteirona de 25 anos, pois, apesar de ser bela, não tem um dote para oferecer ao futuro marido. Contudo, ela precisa se casar o mais rápido possível já que a família está cheia de dívidas e podem perder a casa.

    Foto: arquivo pessoal

    - Ninguém quer casar com uma garota sem dote. Só no reino da fantasia dos romances os duques se casam com meninas pobres. Na realidade, duques, viscondes e similares são encarregados da enorme responsabilidade  financeira de manter suas grandes propriedades e de suas famílias.

    Em um dos bailes da temporada, ela conhece outras três solteironas, criam afinidade e resolvem se unir para conseguir um marido para cada uma delas, portanto, cada livro da série vai narrar a história de uma delas, a começar por Annabelle.

    O fracasso nas três temporadas anteriores a tinha deixado acostumada a tomar chá de cadeira. Acostumada, porém não conformada. Mais de uma vez lhe ocorrera que merecia algo muito melhor do que ficar sentada no canto do salão em uma cadeira desconfortável. Esperando, esperando, esperando por um convite que nunca viria. E tentando fingir que não se importava _ que ficava extremamente feliz em ver as outras meninas dançando e sendo cortejadas.

    Ao longo do livro, acabei por me incomodar com a personalidade interesseira da protagonista, embora eu tenha entendido a necessidade de se casar por dinheiro, além disso ela visa o luxo e a nobreza, não basta ser rico, tem que ser nobre, proporcionar joias e bailes de alta sociedade. Fato que me incomodou, visto que ela tem uma origem humilde.

    Foto: arquivo pessoal

    É com o objetivo da nobreza que ela mira no lorde Kendall, um dos poucos nobres solteiros da temporada, por isso, ela encontra concorrência. Além disso, há o Simon Hunt, o qual ela não consegue esquecer por conta daquele beijo, e ele vive a incomodando. Todavia, é um mulherengo, logo, Annabelle sabe que não é do tipo que se casa, e sim tem amantes.
    É interessante observar o retrato da sociedade londrina, pois mostra a divisão hierárquica e os eventos sociais da época. Além disso, vimos a comunicação por cartas.  Vale ressaltar que, apesar de ser um romance de época, o livro é atual, por isso, tem uma linguagem simples.
    O que vocês acharam do enredo? Leriam? Gostam de romances de época? Comentem,

    27/04/2015

    Uma Longa Jornada (Resenha)

    Olá Leitores,

    Imagem: Arquivo pessoal
    A resenha de hoje é sobre o livro Uma Longa Jornada, de Nicholas Sparks, cuja adaptação cinematográfica estreia nesta semana no Brasil.
    Com uma narração um pouco confusa, já que cada capítulo é contado do ponto de vista de um dos protagonistas, o livro conta, em capítulos intercalados, a história de dois casais: Ira e Ruth Levinson e Sophia Danko e Luke Collins.
    A trama começa quando Ira, com 91 anos, sofre um acidente automobilístico e, por conta da neve e dos ferimentos, acaba ficando preso por um longo período dentro do carro. Enquanto espera por socorro Ira acaba vendo Ruth, sua esposa que morreu há nove anos, e eles aproveitam esse tempo para relembrar fatos importantes dos anos em que passaram juntos e também momentos que Ira viveu durante a Segunda Guerra Mundial.
    Quando Sophia começa a narrar sua história acontece uma volta no tempo, para três meses antes do acidente de Ira. Ela, que no momento está no último ano do curso de História da Arte, conta como conheceu Luke, durante um rodeio.
    Acostumada com a segurança da fraternidade onde vive e recém saída de um relacionamento conturbado, Sophia acaba conhecendo um mundo bem diferente do seu e muito mais real e arriscado ao se apaixonar por Luke.
    Embora eu tenha achado o final desse livro simplesmente incrível, algumas partes me incomodaram bastante, como os vários narradores, as mudanças de casal/história toda hora (Ruth é a única que não tem um capítulo contado a partir do seu ponto de vista) e a demora para que os caminhos dos protagonistas se cruzem, que foi tanta que eu cheguei a pensar que não iria acontecer.

    E vocês, já leram Uma Longa Jornada? Pretendem assistir ao filme, que estreia na próxima quinta-feira (30)? Me contem nos comentários.

    09/04/2015

    A Rainha Normanda (resenha)

    Olá leitores,

    Sou apaixonada por romances históricos, portanto, fiquei curiosa assim para ler essa obra que lançou.
    A Rainha Normanda é da autora Patricia Bracewell, foi publicado pela editora Arqueiro nesse ano de 2015 e contém 392 páginas. A obra é baseada numa crônica anglo-saxã. No final do livro tem uma nota da autora explicando o que tem registro e o que ela inventou para florear o enredo.
    A história se passa em 1002, quando o rei da Inglaterra perde a esposa e é pressionado por seus conselheiros a se casar novamente. 
    O rei possui duas pretendentes: Elgiva, uma jovem ambiciosa e inglesa, a qual sua ama, Groa, viu que seu destino era se tornar rainha; e casar com uma das irmãs do duque da Normandia para fazer uma forte aliança politica, pela lógica deveria se casar com a irmã mais velha do duque, Mathilde, contudo, ela é uma jovem muito doente.

    Foto: do autor

    Pressionado pelos seus conselheiros, ele resolve tomar a mão de uma estrangeira, uma normanda, porém, como Mathilde é muito doente, sua mãe, manda Emma, a filha caçula de apenas 15 anos no lugar. O acordo é que ela se torne rainha e assim é feito, todavia, os filhos da falecida esposa do rei ficam furiosos, visto que sua mãe nunca foi coroada e se a nova esposa tiver um filho provavelmente herdará o trono.
    Emma conhece seu marido, o rei Ethelred II, apenas no altar quando é coroada. Ele é bem mais velho que ela e logo deixa claro que casou apenas por pressão política, além de que ela precisa ter um filho com ele para assegurar sua posição.

    Só via dor e tristeza em seu futuro, unida a um homem a quem não podia amar, no qual não podia nem mesmo confiar. 

    Na corte Emma vira a enfrentar problemas: a presença de Elgiva, que ainda sonha com a coroa, e Athelsan, o filho mais velho do rei que se encanta pela nova rainha.
    A história é narrada em 3ª pessoa por diversos pontos de vista: Emma, o rei, Elgiva e Athelsan, portanto, o leitor tem uma visão ampla do que está acontecendo e pode compreender melhor a atitude dos personagens. 
    É perceptível o amadurecimento da protagonista durante a trama, visto que se vê diante de muitos problemas e procura solucioná-los.  Os demais personagens também são bem trabalhados na trama, inclusive no aspecto psicológico.
    Também é possível apreciar a rotina da época, visto que não tinha as modernidades que temos hoje. É retratada toda uma trama política na história.
    A linguagem é simples, a edição vem com um pequeno glossário com algumas palavras típicas da época. A Rainha Normanda é o tipo de livro que prende a sua atenção pois você quer saber o que vai acontecer na trama.
    O livro é pertencente a uma trilogia (não sabia disso quando comprei), e os demais volumes ainda estão sendo traduzidos.
    Vocês já conheciam o livro? Já leram? Gostaram? Apreciam romances históricos? Comentem.

    20/01/2015

    O restaurante no fim do universo (resenha)

    Olá leitores,

    O restaurante no fim do universo é volume dois da série O mochileiro das galáxias, para ler a resenha do volume um: resenha do guia do mochileiro das galáxias.
    Contém spoilers do primeiro livro da série.


    Fonte: Google imagens

    Escrito por Douglas Adams e publicado pela editora Arqueiro em 2010, a obra contém 173 páginas de pura ficção.
    O livro se inicia com uma frase intrigante que resume bem o enredo da série:

    Existe uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente para que serve o Universo e por que ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais estranho e inexplicável. Existe uma segunda teoria que diz que isso já aconteceu.
     Após descobrirem que a resposta para vida e o universo e tudo mais é 42, os personagens vão atrás de saber qual é exatamente a pergunta. Contudo, após serem atacados por uma nave vogon, a confusão se inicia, os tripulantes se separam e na narrativa começa a ser focada no Zaphod Beeblebrox, aquele maluco ex-presidente da galáxia. O que me deixou um pouco incomodada pois me identifico muito mais com o Arthur, já que é um dos poucos terráqueos da história, o qual assim como eu fico um pouco perdida e suas perguntas me ajudam a me situar no enredo.
    O livro faz você se imaginar naquela imensidão que é o universo e sonhar em viver essa aventura, embora seja difícil viajar pelo universo, isso é facilmente realizado na leitura dessa obra, logo, é possível ler
    Em meio de viagens no tempo, a aventura por toda galáxias continua e vai parar no Restaurante no Fim do Universo que é localizado exatamente no fim do universo (jura?) 

    O que você pretende fazer quando chegar ao Restaurante no Fim do Universo? Devorar um suculento bife de boi que se oferece como jantar ou apenas se embriagar com a poderosa Dinamite Pangaláctica, assistindo de camarote ao momento em que tudo se acaba numa explosão fatal? (trecho da contra capa do livro)
    Esse livro dá um destaque especial ao Marvin, aquele robô extremamente mal humorado que vive reclamando da vida, que chega a ser tão chato que faz o leitor da risada, me apeguei demais ao personagem. 
    A obra é uma aventura recheada de ficção e com momentos de humor, a qual eu recomendo para todos que gostam do gênero.

    28/10/2014

    Resenha - Os Segredos de Colin Bridgerton

    Olá leitores,

    Lembram que falei que teve uma semana que só choveu aqui em Santa Catarina? Então, aproveitei o temporal, pois não podia ligar o computador, e li. Esse livro foi minha companhia nos dias chuvosos. 
    Os Segredos de Colin Bridgerton é o 4º livro da série os Os Bridgertons da Julia Quinn, para conferir as resenhas anteriores clique:
    O livro foi publicado pela editora Arqueiro em 2014 e contém 335 páginas. 

    Fonte: submarino
    Achei muito interessante a premissa da autora em criar uma série em que cada livro conta a história de um membro da família Bridgerton, devido a boa conduta apresentada por Colin no 3º livro da série já sabia o que esperar do personagem. Penelope até então era apenas aquela garota que ficava sozinha nos bailes, usando vestidos horríveis que a mãe mandava.
    A história se inicia com Penelope relembrando toda a sua infância, sempre foi apaixonada por Colin, o irmão de sua melhor amiga Eloise, contudo, ele a considerava como uma irmã. 
    Penelope já está com 28 anos, é considerada uma solteirona pela a sociedade e por sua mãe que acredita que ela vai cuidar dela quando estiver idosa. 
    Colin tem como hobby viajar, desde que cresceu passou a conhecer vários lugares, depois de uma longa viagem, ele encontra sua amiga de infância, Penelope, mudada, logo ele começa a pensar que ela pode ser mais que apenas uma amiga e sim uma mulher, a sua mulher. 

    Ele sempre gostara de Penelope, mas como podia ter deixado de perceber, até aquele momento, quão inteligente ela era? Supunha que, se estivessem lhe perguntado sua opinião, teria dito que era esperta, mas na verdade nunca havia pensado sobre o assunto. 
    Uma parte que eu adorei no livro foi que fizeram um bolão para descobrir a identidade de Lady Whistledown, a colunista fofoqueira, e sim a identidade é revelada. 
    Nessa obra tem uma das cenas mais engraçadas que eu já li em um livro, todavia, não posso contar qual para não dar spoilers do enredo, mas acho que quem for ler, dará risada assim como eu e saberá qual é. 
    Colin  não me decepcionou como personagem, isto é, ele foi o personagem que eu sempre imaginei, decidido e sem preconceitos. Em relação a Penelope, tal como o Colin, não havia parado para pensar sobre ela, mas gostei muito. 
    É uma história romântica com pitadas de humor, gostei muito da história do Colin, agora aguardo a Eloise.
    Vocês já leram? Gostaram? Conhecem a série? Pretendem ler? Comentem!

    10/10/2014

    O guia do Mochileiro das Galáxias

    Olá leitores,

    Li esse livro pela primeira vez quando estava no ensino médio, na ocasião peguei emprestado na biblioteca, contudo, a mesma só tinha o primeiro volume da trilogia de cinco, como diz a capa do livro. Meu namorado adquiriu todos os livros da série e como faz anos que eu li o primeiro volume, resolvi pegar emprestado e ler novamente, assim podendo ler a saga completa.
    A edição que eu li é econômica e fui publicada pela Arqueiro em 2004 e possui 156 páginas.
    Douglas Adams iniciou a saga em 1979 e devo ressaltar que tinha uma visão muito a frente do seu tempo, de uma criatividade impar, criou um universo totalmente novo para o Mochileiro com criaturas incríveis. Para quem gosta de ficção como eu, é a saga ideal. Quem não gosta, passe longe, pois é o foco principal da obra.
    Fonte: Wikipédia
    A história se inicia quando Arthur Dent, um terráqueo comum, está tentando impedir que sua casa seja destruída para a construção de um desvio. Enquanto está deitado no chão, na tentativa de salvar seu lar, chega seu amigo Ford alegando que eles devem ir a um bar tomar cerveja e que tudo isso é irrelevante já que a Terra vai ser destruída, de fato, ele consegue convencer Arthur a ir a um bar e a Terra é destruída:

    Como vocês todos certamente já sabem, os planos para o desenvolvimento das regiões periféricas da Galáxias exigem a construção de uma via expressa hiperespacial que passa pelo seu sistema estrelar e infelizmente o seu planeta é um dos que serão demolidos. O processo levará pouco menos de dois minutos terrestres. Obrigado.
    O que Arthur não sabia é que seu amigo Ford na verdade é um pesquisador do Guia do Mochileiro das Galáxias e estava na Terra para poder obter mais informações sobre o planeta e atualizar o livro. 
    O guia é uma espécie de dicionário de toda a galáxia, isso é, no livro você encontra sobre todas espécies do universo, todos os planetas, enfim, é necessário levar ele quando for viajar para outros planetas.
    Ford obviamente tem um plano para se salvarem da destruição do planeta, ele e Arthur conseguem pegar carona em uma nave Vogon e assim iniciam sua jornada como mochileiros.
    Acredito que já deu para notar que é um livro totalmente fictício. Na obra contém trechos do Guia do Mochileiro das Galáxias, o que faz com que o leitor, se integre a esse mundo totalmente novo juntamente com o protagonista, Arthur.
    De leitura fácil e fluida, a obra consegue nos deixar presa no livro pois sempre queremos saber como os amigos conseguirão escapar das enrascadas que se metem pelo universo.
    Douglas Adams consegue explicar a criação do planeta Terra de forma única. Além de aventura e ficção, o livro possui pitadas de humor. 

    Coleção completa. Fonte: Submarino
    A obra também foi adaptada para o cinema, todavia, engloba mais que o primeiro volume da série, não sei informar até qual pois ainda não li inteira, mas pretendo, o bom é deu para notar que o filme seguia fielmente a obra literária. 
    O autor morreu antes de terminar a saga, entretanto, um fã escreveu o sexto livro  para que a mesma pudesse ter um fim. 
    O Guia do Mochileiro das Galáxias é um livro absolutamente maravilhoso para quem adora ficção. 
    Vocês já leram? Gostaram? Viram o filme? Pretender ler a obra ou ver o filme?

    26/08/2014

    Série Os Bridgertons: Um perfeito cavalheiro



    Um Perfeito Cavalheiro é o terceiro livro da série Os Bridgertons, segue o link das duas primeiras resenhas: Duque e eu e O visconde que me amava, escrito pela Julia Quinn e publicado nesse ano pela editora Arqueiro.
    Sophie Beckett é filha bastarda de um conde, como sua mãe faleceu  fora criada pelo pai, embora ele não admitisse o fato de ela ser sua filha, todos sabiam devido as semelhanças físicas e os privilégios que tinha. Sua vida muda no dia que seu pai resolve se casar com uma viúva que já tinha duas filhas, Sophie fica alegre pensando em como é ter duas irmãs, todavia, descobre que só ela pensa assim, as meninas são hostis com a mesma. 
    Sophie vê seus privilégios acabarem no momento em que seu pai falece, embora ele tenha deixado claro que a esposa só ganharia uma herança alta se a criasse até a maior idade, a madrasta faz Sophie de escrava. Entretanto, Sophie tem sonhos, acostumada a ler a coluna de Lady Whistledown, sobre a alta sociedade, quer ir ao uma baile. Seu sonho se realiza no baile de mascaras dos Bridgertons, assim ninguém descobriria que ela era uma simples criada. Nesse baile, ela conhece Benedict Bridgerton com quem dança e se apaixona, mas não revela quem ela é, porém, a meia noite ela sai correndo, com o objetivo de chegar em casa antes da madrasta e deixa Benedict com apenas uma luva. 
    Durante anos ele a procura, mas sem pistas não encontra, em sua a lembrança, ela é apenas a dama de prateado. 
    "Ao contrário da dama de prateado, ela não era alguém com quem ele pudesse esperar se casar, mas também ao contrário da dama de prateado, ela estava ali." (página 187)
    Três anos após o baile, ela foi expulsa de casa e está trabalhando com criada em outra residência, todavia, o filho do casal tenta estupra-la e Benedict a salva, mas não a reconhece. 
    Você deve estar pensando: já vi essa história em algum lugar, pois é, pensei a mesma coisa e é história da Cinderella, só que no lugar do sapato, ele fica com uma luva. Esse é o livro mais chato da série, além de não ter criatividade na história, Benedict não tem nada de cavalheiro perfeito, aliás, o personagem é chato, gosta dela, mas não quer ficar porque ela é uma criada, enquanto Colin seu irmão, diz que não vê problema nenhum nisso. Por ser uma criada encantadora, ele oferece para que seja sua amante, esperando que ela aceite. Em minha opinião, ele é perfeito apenas nos sonhos de Sophie, que ficou com aquela imagem do homem que dançou com ela no baile, tem horas que dá vontade de entrar na história e a mandar sair daquela ilusão e seguir sua vida sem ele. 
     Não estou dizendo que os mocinhos devem ser perfeitos, pelo contrário, eles devem ter seus defeitos e se mostrarem humanos, contudo, precisam ter algo que encante o leitor, o que infelizmente não aconteceu comigo. 
    É uma leitura que não recomendo, por ser previsível e uma história já conhecida, entretanto, para quem acompanha a série, é válida, pois conhecemos melhor os personagens da mesma, como Colin que será protagonista do próximo livro, aliás, li o prólogo e parece bom pois possui personagens conhecidos da saga, inclusive: Penelope Featherington.

    E vocês: já leram? acompanham a série?

    18/08/2014

    Série Os Bridgertons: O visconde que me amava



    Olá leitores,

    O Visconde que me amava é o segundo livro da série Os Bridgertons, para ver a resenha do primeiro clique aqui, escrito pela Julia Quinn e publicado pela editora Arqueiro em 2013. 
    O romance se passa no século XIX e conta a história de Anthony, o qual já vimos sua personalidade forte em Duque e eu, todavia, é nesse livro que entendemos  as razões que o fizeram ser assim: Anthony, por ser o filho mais velho, sofreu muito com a perda da figura paterna, sendo assim, assume o lugar de seu pai nos negócios da família. Contudo, até então estava vivendo a vida de solteirão convicto, isto é, dormindo com várias mulheres. Todavia, aos 32 anos, Anthony decide se casar, com a finalidade de continuar a linhagem da família Bridgerton, portanto, faz uma lista de exigências para escolher a esposa:

    Primeiro, a mulher deveria ser razoavelmente atraente. [...] Em segundo lugar, não podia ser burra. Essa, refletiu Anthony, talvez fosse a mais difícil das exigências. [...] Ele conseguiria evitar conversar com uma esposa que não fosse muito inteligente, mas não queria filhos estúpidos. Em terceiro lugar, e isso era o mais importante, ela não podia ser alguém por quem ele se apaixonasse de verdade.
    Seguindo sua lista, conclui que a moça ideal é garota mais cobiçada da temporada: Edwina Sheffeld, entretanto, ela sempre deixou claro que só se casaria com a permissão de sua irmã mais velha Kate. Logo, Anthony passa a ter que agradar Kate, a qual não concorda com romance pois o considera um libertino (mulherengo) e ele acaba sentindo atração pela garota. 
    O interessante do livro é que mostra o protagonista Anthony com um ser humano normal, ou seja, além de ser bonito e interessante, ele possui defeitos, isso pode soar obvio, porém, existem livros que os personagens são absolutamente perfeitos.
    Kate é uma moça teimosa, engraçada,  podemos dar várias risadas com as trapalhadas dela pois ela possui a capacidade de pagar micos. A protagonista é encantadora ao ponto de nos apagarmos a personagem, já li o terceiro livro da série e fiquei procurando para ver se havia alguma notícia dela.
    Lady Whistledown, a colunista fofoqueira da série, marca presença também nesse livro.
    Vale ressaltar que o livro apenas se passa no século XIX, isto é, a linguagem é atual e simples de entender. Até agora é o meu prefirido da série, portanto, recomendo.







    29/07/2014

    Série Os Bridgertons: Duque e eu



    Olá leitores,

    Sim! Vamos a nossa primeira resenha e começando com o pé direito! Recentemente me descobri muito interessada por história, o que faz bastante sentido pois ela e a literatura estão ligadas, estou achando fascinante os costumes do século XIX, as descrições das roupas, bailes, carruagens e saber o que faziam numa época que não tinha energia elétrica. Logo, comecei a ler a série Os Bridgertons que se passa exatamente nessa época, todavia, iniciei com O visconde que me amava, não que faça diferença a ordem, pois que obra se trata da história de um membro da família Bridgerton, o que é ótimo pois comecemos um personagem antes de sua história e sabemos sua o que acontece com ele depois do "fim", por exemplo, no O visconde que me amava vemos Daphne, a protagonista de Duque e eu, em uma festa da família, assim sabemos um pouco mais da vida dessa personagem encantadora. Para ilustrar melhor, segue a árvore genealógica dessa enorme família:


    Sim! O casal deu aos filhos os mnomes por ordem alfabética!

    Na série há uma colunista fofoqueira, denominada Lady Whistledown, cuja indentidade ninguém conhece, acredito que seja uma antecessora da garota fofoqueira da série Gossip Girl.

    Agora que apresentei a série, vou falar sobre Duque e eu de Julia Quinn:

    Simon Basset, é um duque que acaba de voltar de viagem, solteiro e rico, rapidamente atrai a atenção das mães que querem casar suas filhas, porém, isso não é o seu desejo.
    Daphne Bridgerton, já está na sua segunda temporada e ainda não casou, devido ao fato que os homens apenas a veem como uma amiga e não uma potencial esposa. 
    Eles se encontram e resolvem fazer um acordo: ele a corteja, assim, as mulheres acham que em breve estará comprometido e não o importunam apresentando suas filhas e ela ganha pretendentes, pois se um duque se interessou por ela, algo de especial ela tem!
    Porém, durante essa farsa, começa a surgir um sentimento, e ela é irmã do seu melhro amiga, Anthony (O visconde que me amava).
    O livro tem uma linguagem simples e prende a atenção logo no primeiro capítulo, a história é interessante e descreve muito bem a época, em especial os bailes. Sobre o protagonista, Simon, é narrado sua infância difícil, o que justifica claramente sua ações na fase adulta. Com relação a Daphne, Julia Quinn descreve sua personalidade, totalmente inocente, com uma capacidade de nos deixar apaixonados pela leitura. Recomendo!



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