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    27/09/2017

    Minha Vida (Não Tão) Pefeita - Sophie Kinsella (Resenha)





    Sinopse:
    Dramas, confusões e uma boa dose de amor são os ingredientes do novo romance de Sophie Kinsella, uma divertida crítica aos julgamentos errados que uma boa foto no Instagram pode gerar.
    Cat Brenner tem uma vida perfeita: mora num flat em Londres, tem um emprego glamoroso e um perfil supercool no Instagram. Ah, ok... Não é bem assim... Seu flat tem um quarto minúsculo – sem espaço nem para guarda-roupa –, seu trabalho numa agência de publicidade é burocrático e chato, e a vida que compartilha no Instagram não reflete exatamente a realidade. E seu nome verdadeiro nem é Cat, é Katie.
    Mas um dia seus sonhos se tornarão realidade. Bom, é nisso que ela acredita até que, de repente, sua vida (não tão) perfeita desmorona. Demeter, sua chefe bem-sucedida, a demite. Tudo o que Katie sempre sonhou vai por água abaixo, e ela resolve dar um tempo na casa da família, em Somerset. Em sua cidadezinha natal, ela decide ajudar o pai e a madrasta com a nova empreitada do casal: os dois planejam transformar a fazenda da família em um glamping, uma espécie de camping de luxo e estão muito empolgados com o novo negócio, mas não sabem muito bem por onde começar.
    E não é justamente lá que o destino coloca Katie e sua ex-chefe cara a cara de novo? Demeter e a família vão passar as férias no glamping, e Katie tem a chance de, enfim, colocar aquela megera no seu devido lugar.
    Mas será que ela deve mesmo se vingar da mulher que arruinou sua vida? Ou apenas tentar recuperar seu emprego? Demeter – a executiva que tem tudo a seus pés – possui mesmo uma vida perfeita ou, quem sabe, as duas têm mais em comum do que imaginam? Porque, pensando bem, o que há de errado em ter uma vida (não tão) perfeita?


    Minha Vida (Não Tão) Perfeita – é um romance inglês, da best-seller Sophie Kinsella, mesma autora da série Becky Bloom, Samantha Sweet – A Executiva Do Lar, O Segredo de Emma Corrigan, entre outros. O título original é My not so perfect life, e é publicado aqui no Brasil pela Editora Record.
    Ao contrário da maioria de seus livros, que focam em comédias românticas, Kinsella fez de Minha Vida (Não Tão) Perfeita, um enredo sobre autoconhecimento. Não se preocupe, o romance está ali, mas a trama central se encontra em Katie Brenner, uma garota de Somerset, que visa conquistar seu lugar em Londres, se encaixando, e talvez, esquecendo um pouco de suas origens de garota do interior. O livro, assim, põe em discussão, nossas verdadeiras personalidades e vidas, versus o que queremos passar aos nossos amigos e seguidores de redes sociais.
    Em Fiquei Com Seu Número, Sophie Kinsella já havia abordado a importância e o papel dos celulares e mensagens instantâneas nas nossas vidas, e agora, ela aborda nossa interação com o instagram, e a necessidade que algumas pessoas podem ter de demonstrar vidas invejáveis, por vezes glamourosas e na maioria das vezes, bem distante da realidade.

    Tá bom, vou falar logo: eu vivo entrando em cafés caros à procura de fotos dignas de serem postadas no Instagram. Tem algum problema nisso? Não estou dizendo que bebi o chocolate quente. Estou dizendo que fiz assim: Olha chocolate quente! Se as pessoas acharam que era meu … Bom, aí é com elas.


    E Katie á primeira vista, aparece assim: uma profissional ansiosa por mostrar seu talento para a chefe, que vive preocupantemente distraída ou pilhada, e uma garota tentando mostrar aos outros que está satisfeita com suas escolhas. Porém, se você leu a sinopse, sabe que a coisa não ficará muito tempo dessa maneira.
    E é a partir daí que o leitor pode divisar outra parte de Katie Brenner, aquela parte, que não é mostrada nas redes sociais, aquela parte não tão perfeita. Ela, como a profissional criativa que é , decide ajudar ao pai e a madrasta com o novo negócio, que começa a dar certo, e faz com que sua ex-chefe apareça no glamping para uma temporada. Entre as cenas cômicas entre Katie e Demeter (a chefe) tão próprias de Sophie Kinsella e as interações de Katie e seu par romântico, fica aquela dúvida, até o desfecho:
    Vale a pena tentar recuperar seu emprego e sua antiga vida?
    A Katie de Somerset não seria muito mais interessante que a “Cat” de Londres?
    Parte do leitor descobrir.
    Se você gosta dos demais livros de Kinsella, gosta de Meg Cabot, Carina Rissi, Sarah Mason e Annie Darling, é muito provável que vá amar este.

    Acho que finalmente descobri como me sentir bem em relação a vida. Sempre que vir alguém muito feliz, lembre-se, essa pessoa também tem seus momentos não tao perfeitos. Claro que tem. E sempre que você pensar: minha vida é isso? Lembre-se, não é. Todo mundo tem um lado brilhante, ainda que seja difícil de encontrar às vezes.

    É isso pessoal, mais um chick-lit para a sua coleção. Espero que gostem. 
    E, se quiser um tira-gosto, o link do primeiro capítulo está aqui, para vocês.  



    28/07/2017

    Resenha - Princesa De Papel - Erin Watt



                  Senhoras e senhores falaremos hoje sobre Princesa de Papel, primeiro volume da série  Royals, romance New Adult – de Erin Watt, pseudônimo resultante da união entre Elle Kennedy e Jen Frederick, publicado aqui no Brasil pela Editora Essência.


                O fato que despertou a minha curiosidade sobre esse livro, não foi sequer sua premissa, e sim as opiniões fortemente contraditórias que ele despertou. Aqui aparentemente não existiu o “8/80”: alguns amaram, outros odiaram.
                Sinopse:

                Ella Harper é uma sobrevivente. Nunca conheceu o pai e passou a vida mudando de cidade em cidade com a mãe, uma mulher instável e problemática, acreditando que em algum momento as duas conseguiriam sair do sufoco. Mas agora a mãe morreu, e Ella está sozinha. É quando aparece Callum Royal, amigo do pai, que promete tirá-la da pobreza. A oferta parece tentadora: uma boa mesada, uma promessa de herança, uma nova vida na mansão dos Royal, onde passará a conviver com os cinco filhos de Callum. Ao chegar ao novo lar, Ella descobre que cada garoto Royal é mais atraente que o outro – e que todos a odeiam com todas as forças. Especialmente Reed, o mais sedutor, e também aquele capaz de baixar na escola o “decreto Royal” – basta uma palavra dele e a vida social da garota estará estilhaçada pelos próximos anos. Reed não a quer ali. Ele diz que ela não pertence ao mundo dos Royal. E ele pode estar certo.

                Sim – A personagem principal, Ella Harper, não é mais uma jovem entre tantas, a mãe, ganhou a vida trabalhando em clubes de strip, e Ella tomou seu lugar, com uma identidade falsa, quando esta foi diagnosticada com câncer e necessitava de tratamento. Após a morte da mãe, a garota se encontra sozinha, embora muito pouco em sua perigosa rotina tenha mudado até aparecer seu podre de rico tutor.
                Podia ser lindo, mas a mansão Royal, habitada apenas por homens, é um ambiente hostil, os garotos a odeiam, por suspeitarem da natureza do relacionamento entre seu pai, tutor de Ella, e a garota.
                O mundo dos adolescentes privilegiados se mostra bastante cruel, a beleza, o dinheiro e a reputação vêm em primeiro lugar, e, principalmente na mansão Royal, as coisas parecem decadentes, os garotos são abusivos, machistas e manipuladores. Callum Royal, o pai e tutor, não exerce nenhum tipo de boa influência, ao contrário, ele resolve suas pendências com generosos cheques e ameaças veladas.
                Os poucos adultos que aparecem são do tipo que apagam incêndios com gasolina, nem Gossip Girl chegou a esse nível de “libertinagem adolescente”. Sendo assim, eu ainda não consegui analisar muito bem meus sentimentos com relação a Princesa De Papel, por quê dentro de minha análise, Ella Harper tinha tudo para ser um ícone adolescente: A garota é uma sobrevivente, e não se contaminou pela vida desregrada a qual foi submetida, trabalhou, lutou e fugiu quando necessário, sem nunca perder o foco em seus objetivos muito realistas: terminar o ensino médio, fazer alguma faculdade e apenas viver. Uma garota assim deve ser admirada, se não fosse o que eu considerei uma contradição no enredo: Ella viveu em meio a pessoas maliciosas, manipuladoras (incluindo gangsters) e acaba se atraindo por Reed Royal – uma esponja que absorve defeitos e falhas de caráter.
                Creio que quero dizer que gostei de Ella, mas os Royals são personagens um tanto forçados, que chafurdam em uma vida de autocomiseração regada a sexo, apostas, brigas e subornos – na medida certa, seria um enredo mais do que atrativo, em exagero, a coisa toda perde a lógica. E garotas, um recado, leiam Princesa de Papel, tentem admirar Ella, como eu admiro, mas jamais romantize Reed Royal ou os seus irmãos, nunca encontrei pessoas assim, mas se vocês conhecem, apenas fujam para as montanhas. Rápida e discretamente.
                Sendo um livro sobre adolescentes que dificilmente pode ser classificado “para adolescentes”, Princesa de Papel é um livro cujo enredo pode ser melhor aproveitado por adultos, devido a sua narrativa de teor sensual, e que eu não recomendo para menores de dezoito.
                Fico por aqui, e deixo ao seu encargo somar esta história ao seu acervo, enquanto isso, fico aqui esperando pacientemente que Callum Royal tente por alguma ordem nesse galinheiro, com a continuação: Broken Prince.
                Até a próxima,

                Haidy. 

    24/02/2017

    O Despertar Do Príncipe, de Colleen Houck (Resenha)


    Arte de Capa - Editora Arqueiro


    Título Original: Reawakened
    Autora: Colleen Houck
    Editora: Arqueiro
    Ano: 2015



    Sinopse: Aos 17 anos, Liliana Young tem uma vida aparentemente invejável. Ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade.
    Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem.
    Um dia, na seção egípcia do Metropolitan Museum of Art, Lily está pensando numa maneira de convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira, quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia — na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos.
    A partir daí, a vida solitária e super-regrada de Lily sofre uma reviravolta. Uma força irresistível a leva a seguir o príncipe Amon até o lendário Vale dos Reis, no Egito, em busca dos outros dois irmãos adormecidos, numa luta contra o tempo para realizar a cerimônia que é a última esperança para salvar a humanidade do maligno deus Seth.
    Em O despertar do príncipe, Colleen Houck apresenta uma narrativa inteligente, cheia de humor e ironia. Este é o primeiro volume da aguardada série Deuses do Egito, uma aventura fascinante que vai nos transportar para cenários extraordinários e nos apresentar a criaturas fantásticas da rica mitologia egípcia.


                O Despertar Do Príncipe é o primeiro volume da série Deuses Do Egito, de Colleen Houck, mesma autora de A Maldição Do Tigre.
                Como quase toda boa história, O Despertar Do Príncipe é um enredo resultante de uma história muito mais antiga e misteriosa, dessa vez, contendo uma guerra entre deuses e o sacrifício de três príncipes mortais, de grandes cidades e irmãos de alma: Amon, Asten e Ahmose. De acordo com o enredo, Seth, um deus que se tornou sombrio, pediu o sacrifício dos três príncipes, caso contrário, traria o caos e a miséria a todo o Egito. Temendo que a ameaça se concretizasse, os príncipes foram sacrificados, e como quase todas as relíquias das grandes e antigas civilizações do mundo, uma das tumbas dos três príncipes foi parar no Metropolitan Museum of Art (MET) – De Nova York.
                A partir daí, conhecemos Lilliana Young – jovem membro da elite de Nova York, apresentada como uma adolescente surpreendentemente ponderada, sensata e segura de si, que visita o MET constantemente.
                Lilliana é direta e, a meu ver, uma daquelas pessoas que não são donas da própria história, e sim, apenas uma espectadora: ela pode até ter uma noção do que quer para si mesma, mas no geral sede às expectativas quase inalcançáveis dos pais, como andar com as pessoas certas – geralmente filhos e filhas de pessoas igualmente importantes no país –, tirar boas notas e entrar nas faculdades que eles mesmos escolheram.

    “Eles  – que detestavam ser chamados de mamãe e papai  – queriam que eu me formasse em algo que lhes desse orgulho, como medicina, administração ou ciência política, mas nada disso me interessava.”


                O fato de Lily, apesar de ser distante, direta e bastante prática, se interessar mais por pessoas, e ser uma ótima observadora, é perceptível, e, mesmo se ela não narrasse justamente sobre isso, o leitor perceberia o quanto a garota poderia ser infeliz, cedendo às expectativas dos pais. Por essa razão, ela não reluta tanto em partir para uma aventura. É aí que o primeiro príncipe do Egito, Amon, entra em cena.
                Lembrando que a história é narrada em primeira pessoa, assim, sabemos a impressão que Lily tem de Amom, mas não há como saber, com exatidão, o que Amom pensa, ou espera, até o final.
               
    Ele parecia…. Não ter idade.
    Olhos sombrios cor de avelã, naquele momento mais verdes do que castanhos, me
    Encararam por baixo de sobrancelhas fartas e uma testa imponente com um ar ao mesmo
    Tempo inteligente e quase predatório. Senti-me um rato diante de um falcão que desce do
    Céu, sabendo que a morte se aproxima, mas totalmente incapaz de desgrudar os olhos de
    Tamanha beleza.


               Porém, Amom se mostra um príncipe antigo, dos pés a cabeça, poderoso, sábio, seguro, porém contido, propenso a ter suas vontades imediatamente atendidas, visto que, por milênios, ele foi venerado como um deus, e por essa razão ele possui um senso de dever e sacrifício extremamente forte. Mas como é de se esperar, o príncipe considera Nova York confusa e barulhenta, o que nos rende momentos de interações interessantíssimas entre ele e uma cética Lily, que, primeiramente, se nega a acreditar que uma múmia despertou e precisa de sua ajuda.
                Mesmo que o relacionamento gradativo de Lily e Amon seja o tópico principal do enredo, é interessante ressaltar que isso não impediu o livro de ser uma excelente narrativa sobre mitos e cultura egípcia, com descrições e explicações relevantes e atraentes sobre lugares, histórias, artefatos que aparecem ao longo do enredo.


    Frase de Amon em "O Despertar Do Príncipe" montagem e edição de Haidy.

                  Com relação aos personagens secundários, considerando que é o primeiro livro de uma série, eles ainda não estão suficientemente construídos aos olhos do leitor, em minha concepção. A mãe de Lily aparece logo de início, controladora, e manipuladora ainda que seu modus operandi esteja mais para o passivo agressivo. Já o pai, ainda que descrito, não aparece. Creio que apenas dois personagens realmente adultos apareçam em cenas recorrentes: o deus Anúbis – mais para um rockstar temperamental – e Osahar (Oskar) Hassan, grão-vizir e arqueólogo, um personagem que provavelmente possa a vir ter mais destaque, visto se mostrar inteligente e extremamente útil.
                Quantos aos outros dois príncipes, ao menos neste livro, eles aparecem apenas um pouco depois da metade, cada um mostrando ter uma personalidade bastante diferente da de Amom.
                Asten é mais aberto a interações, inteligente, astuto e dado a não levar as coisas muito a sério, já Ahmose, a despeito de ser o maior dos três, é gentil e protetor.
                "O Despertar Do Príncipe" não foge às regras das poderosas e envolventes histórias de amor egípcias, que tendem a mostrar que o verdadeiro amor sobrepõe-se a todos os infortúnios, adversidades e, até mesmo, a morte. Ainda que seja adaptado para um público adolescente, creio que o livro atrai um público mais maduro que isso. Talvez, você, leitor, já tenha lido algum livro da série “A Maldição Do Tigre” e, se gostou, vai gostar ainda mais desse aqui. Caso não tenha se interessado tanto, deixe em mente que Colleen Houck é uma escritora de escrita progressiva, e que tende a crescer e evoluir na literatura juvenil. Com certeza "O Despertar Do Príncipe" mostra esse crescimento com relação a sua escrita, e um estilo mais maduro pode ser vislumbrado.
                No mais, deixo vocês aqui, e espero que tenham gostado dessa nova sugestão de leitura, se já leu, deixe seu comentário e, se não leu, estamos aqui para responder suas perguntas e dúvidas.
                Até a próxima.
                Haidy.




    29/08/2016

    Um amor, um café & Nova York 2 (Resenha)




    Olá leitores,

    A resenha de hoje é sobre a continuação do livro Um amor, um café & Nova York, portanto teremos alguns spoilers do primeiro livro. Lançada em 2015 pela editora D'Placido, a obra de 191 páginas de Augusto Alvarenga nos mostra como está Camila dois anos depois de se mudar para Nova York.
    Embora ela agora seja uma cantora famosa e ainda esteja morando com seus dois amigos, Pedro e Marina, nossa protagonista não está totalmente realizada porque, ao deixar o Brasil em busca de seu sonho, acabou perdendo também seu grande amor, Guilherme. E embora já tenha se passado tanto tempo, ela ainda não conseguiu se relacionar novamente e nunca mais voltou ao Brasil.
    Depois de muita insistência de seus pais e amigos, Camila finalmente resolve visitar o Brasil e seus fantasmas, que sem dúvida ainda estão por lá e precisam ser enfrentados. E enquanto Camila está tentando lidar com essa viagem depois de tantos adiamentos, Guilherme está trabalhando e aparentemente refez sua vida com outra pessoa.
    Embora esse livro tenha sido um pouco mais dramático e eu tenha ficado desesperada quando cheguei ao fim da leitura, achei que a história ficou muito melhor sem o casal protagonista sendo tão meloso que chegava a enjoar. Mesmo com Camila sendo infantil ainda em alguns momentos, podemos perceber que ela amadureceu em alguns pontos e que os novos personagens ajudaram bastante a dar um ritmo novo à trama.
    Agora, o que me resta é esperar pelo terceiro e último livro da série e imaginar quais serão os próximos trechos de música que Augusto Alvarenga irá por no livro.
    E vocês, já leram Um amor, um café & Nova York 2? Pretendem ler? Me contem nos comentários.

    30/09/2015

    O Poeta da Madrugada (Resenha)

    Olá leitores,

    O livro traz poemas de vários momentos
    da vida de Alceu Valença.
    A resenha de hoje é sobre o livro O Poeta da Madrugada, do cantor Alceu Valença. Lançado este ano pela Chiado Editora (parceira do blog), o livro de 108 páginas traz poemas escritos em vários momentos da vida de Alceu, tendo alguns inclusive sido transformados em música, como é o caso de Anunciação.
    Dividido em duas partes, “Quase uma biografia” e “Poetas das cidades, da solidão, do amor, do tempo e da saudade”, a primeira consiste de poemas que relembram as origens e lugares que marcaram a vida do poeta, abordando detalhes de cidades como São Bento da Una, Recife e Rio de Janeiro.
    Com um enfoque mais reflexivo, a segunda parte do livro traz versos que falam mais sobre vida, amor, filosofia e tempo, mas algumas referências a lugares continuam aparecendo. Desta vez, ele traz versos inspirados em Olinda e Lisboa.
    Embora eu não seja muito fã de poesia, eu gostei muito de algumas reflexões que ele faz nos poemas. A forma como ele aborda o tempo e amor passam longe de ser clichê, dá para nós nos identificarmos com os questionamentos dele.
    Dentre a série de poemas, o que mais me chamou a atenção foi Relação entre o Cristianismo e o Marxismo, ainda mais depois que eu soube como os versos foram criados. Alceu escreveu esse poema quando cursava faculdade de Direito, durante a prova de um concurso cujo objetivo era levar para Harvard alunos que pudessem discursar sobre A Sociologia e Desenvolvimento Econômico da América Latina.

    Relação entre o Cristianismo e o Marxismo


    Quando a Senhora de Preto

    Me enlaçar em seus braços gélidos
    E meu corpo for pouco e pouco se consumindo
    Pelo chão que me foi dado,
    Quero evaporar-me
    E, docemente, subir aos céus.

    Os parentes e amigos
    Estarão à sala de espera.
    Beijarei um a um,
    Trocarei a camisa suada
    E sairei para uma volta
    Nos arredores.


    Verei negro americano

    De braço dado com donzela
    De descendência nórdica.
    Verei árabes e judeus
    Discutindo, amigavelmente,
    Sobre a bolsa do Senhor.


    E depois de percorrer

    Todas as dependências do Paraíso,
    Chamarei o “chaveiro” em particular
    E mui confidencialmente lhe perguntarei:
    - Pedro, meu velho, aqui tem dedo de Marx?

    Vocês já leram o livro? Pretendem ler? Me contem nos comentários

    07/08/2014

    A hora da estrela



    Olá leitores,

    Hoje vim falar de um livro que li há pouco tempo e me encantei com a história. Não sei informar a editora pois peguei emprestado na biblioteca, todavia, se encontra facilmente o e-book para baixar de graça na internet e também foi publicado por várias, logo, fica a cargo de vocês escolherem a publicação que mais lhe agradar. 
    Clarice Lispector nos traz uma personagem de personalidade singular, Macabéa apenas vive por foi lhe dada à oportunidade de estar viva, digo isso pois a personagem não tem perspectiva alguma na vida, apenas trabalha e vai para casa, uma rotina. De certa forma, muitos de nós nos identificamos com isso. Apesar de termos sonhos, somos presos ao mundo capitalista e os adiamos para as férias.
    Domingo ela acordava mais cedo para ficar mais tempo sem fazer nada.
    Macabéa faz jus ao nome, não estava nos padrão de beleza, para não dizer que era feia.
     Essa moça não sabia que ela era o que era viver, assim como um cachorro não sabe que é. Daí não se sentir infeliz. A única coisa que queria era viver. Não sabia para quê, não se indagava. Quem sabe, achava que havia uma gloriazinha em viver. 
    Por esse trecho dá para ter uma ideia da vida de Macabéa.  Quando ela finalmente consegue um namorado, esse a troca por sua amiga, uma loira oxigenada. Logo, acaba convencida por uma "amiga", a loira oxigenada acabou por sentir pena dela, resolve ir a uma cartomante para ver se a vida dela vai melhorar. Para saber o restante da história, recomendo que leiam a obra.
    Clarice nos apresenta uma personagem realista (quantas "Macabéias há no mundo? pessoas que vivem sem almejar nada) e um narrador que nos faz torcer e ao mesmo tempo sentir pena dela. 
    A obra é pequena, cerca de 90 páginas e é uma leitura relativamente simples, que se lê em pouco tempo. Possui um texto bastante descritivo e com poucos diálogos. Mas é uma história ótima, que vale a pena ser lida, não só para o vestibular. Depois de ler esse livro, procurei saber mais da autora e outros livros estão na minha lista de espera. 

    E vocês: já leram? Gostaram?

    01/08/2014

    DICA: Leia contos

    Olá leitores,

    Sei que muita gente trabalha, faz faculdade, cuida dos filhos, enfim, nem sempre temos tempo para colocar a leitura em dia. Como estudante de letras, sempre digo: toda leitura é válida. Por isso, a minha dica de hoje é: leia contos, porque é um gênero curto e com histórias completas: começo, meio e fim. Tem livros só de contos e podemos levar para os lugares, sim, eu tenho essa mania, se sei que vou esperar, já levo o livro que estou lendo. Também podemos ler online, pensando nisso, vou indicar 3 contos de gêneros diversos e de autores brasileiros diferentes para vocês conhecerem.

    A aliança (Luiz Fernando Verissimo): Conto de humor, o marido perde a aliança de casamento e tem que contar o ocorrido para esposa. Sou suspeita para falar, pois sou muito fã do autor, sempre dou risadas lendo. Leia aqui

    O banheiro (Millôr Fernandes): Conto para refletirmos sobre a vida, o escritor defende a ideia que o unico lugar que estamos realmente sozinhos, ou seja, sem ninguém nos incomodando, é o banheiro. Leia aqui

    Uma galinha (Clarice Lispector): Narra a história de uma galinha que está para ir pro forno, ela foge e no desespero bota um ovo, porém, agora ela não é mas uma simples galinha, é uma mãe! Leia aqui
     Obs.: Clarice nasceu na Ucrânia, porém, como foi morar no Brasil ainda criança, sempre se considerou brasileira.

    Deixem suas opiniões aqui nos comentários.

    Boa leitura!


    31/07/2014

    Perdida: um amor que ultrapassa as barreiras do tempo





    Olá leitores,

    Antes de eu falar sobre o livro deixa eu contar uma anedota, vi esse livro pela primeira vez na vitrine da livraria da faculdade e me chamou a atenção, só que estava sem dinheiro, voltei depois do pagamento e não lembrava o nome! Fui falar com a vendedora descrevendo a capa (é uma moça com um vestido branco lindo usando um tênis vermelho) e ela não sabia me informar qual era, pensa no desespero, eu realmente queria comprar a obra. Um tempo depois fui no centro com o meu pai, e claro, passei na livraria e expliquei para vendedora e essa sabia qual era! Viva! O meu pai tinha um evento e acabei por ficar esperando, aproveitei para começar a leitura.

    Vamos ao livro: Perdida é da escritora brasileira Carina Rissi, a obra foi publicada em 2013 pela editora Verus e contém 363 páginas.

    Perdida conta a história de Sofia, uma jovem moderna, totalmente dependente das tecnologias, uma noite vai a uma balada, fica bêbada e acaba derrubando o celular na privada. Ao comprar um novo e experimentá-lo acaba se transportando para o século XIX. Tudo que Sofia sabia sobre isso eram o romances de Jane Austen. Nessa inesperada viagem, conhece Ian, que se dispõe a lhe ajudar, ele é tudo que Sofia desejou, só tem um problema: ela tem que voltar para casa! Falei do casal aqui.

    O livro tem uma linguagem simples e prende muito a atenção, além de ter uma pitada de mistério: como ela foi parar lá? Carina Rissi descreve a realidade do século XIX com perfeição: as roupas, banheiro (leia-se casinha), os costumes, o que nos faz dar risada de como Sofia sofre para se adaptar a nova realidade e nos imaginamos como lidaríamos também. Realmente valeu a pena o trabalho que passei para achar o livro, aprendam comigo leitores: anotem o nome do livro!  Sei que muitos não gostam de literatura brasileira por remeter aos clássicos, acho esse um bom ponto de partida, pois é comporâneo.
    Uma boa noticia: em breve será lançada a continuação: Encontrada!
    Continuação de Perdida: Encontrada
    Espero ler esse e mais outros da Carina Rissi!


    27/07/2014

    Lista: os casais mais fofos da literatura

    Olá leitores,

             Sempre tem aqueles casais com um amor impossível que nos fazem se emocionar e torcer para que fiquem juntos e tenham o tão sonhado "felizes para sempre", pensando nisso, preparei a seguinte lista:

    1 - John e Savannah (Querido John - Nocholas Sparks): John conhece Savannah durante sua licença do exército, durante esse mês de licença, nasce um amor, porém ele volta a servir, o casal se comunica por cartas, por isso o titulo da obra. Sei que todos os casais de Nicholas Sparks são fofos, porém tenho um carinho especial por esse, acredito que seja devido ao fato de ser o primeiro livro que eu do autor. Para os amantes de cinema, o livro foi filmado.



    2- Ian e Sofia (Perdida - Carina Rissi): Sofia é uma jovem super ligada em tecnologias, até que um dia, ao comprar um celular novo se transporta para o século XIX e acaba conhecendo Ian, um perfeito cavalheiro, além de educado. Porém, ao mesmo tempo em que gosta de Ian sente saudades do século XXI. Para quem se interessou pela obra, Perdida terá continuação.



    3- Anthony e Katherine (O visconde que me amava - Julia Quinn): Anthony, um solteirão convicto, finalmente decide se casar com a dama mais disputada da temporada, mas quanto mais se aproxima dela, se encanta por sua irmã, Katherine.



    4- Kim e Krickitt (Para sempre - Kim e Krickitt Carpender): Ambos já eram casados quando Krickitt sofre um acidente e perde a memória, logo Kim tem que reconquistar a esposa, mesmo que ela não seja a mesma de antes. Essa é uma história real e foi filmada.



    5- Rony e Hermione (Saga Harry Potter - J.K. Rowling): Rony implica com Hermione desde "Harry Potter e a pedra filosofal", o primeiro livro da saga, claro que ambos eram crianças, porém, só em "Harry Potter e a ordem da fenix", o quinto livro da saga é que fica claro que eles se gostam, Rony demostra ciumes da amiga. Vale ressaltar que a saga foi filmada.



    Quais casais vocês gostam?




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