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    Mostrando postagens com marcador Editora Gente. Mostrar todas as postagens

    21/10/2016

    Lançamentos de outubro: editora Gente e Única

    Olá, leitores!

    Vamos conferir os lançamentos das editoras parceiras Gente e Única:

    Empreenda sem fronteiras:

    Você já se sentiu frustrado por perceber que seu estilo de vida não corresponde ao que você tem trabalhado para merecer? Você trabalha duro, durante muitas horas diariamente, para no final do mês sentir que não chegou onde gostaria? 
    Muitas pessoas sofrem pela falta de tempo ou de dinheiro, sem saber que, às vezes, mudar esse
    Créditos: Gente
    cenário depende apenas delas.
    Todos os dias as pessoas se sentem frustradas por não viverem o estilo de vida que acham que merecem. Nós nos sentimos presos entregando mais de 1/3 de nossa vida a empresas em que somos mais um número e a remuneração não é o suficiente para viver uma vida digna. 
    Por muito tempo acreditamos que estudar muito e trabalhar por um crescimento de carreira daria independência financeira e uma boa vida para nós e nossos filhos. 
    Bruno Pinheiro tem a fórmula para criar o negócio risco zero para construir a vida do jeito que você a imagina. Depois de ajudar mais de 4 mil pessoas a empreenderem e criarem um estilo de vida sem chefe, agora ele vai ajudar você. 
    A internet nos proporcionou um modelo de trabalho que já está revolucionando a vida das pessoas, mas o Bruno propõe no livro é que você consiga aplicar o que ele ensina em qualquer negócio. Essa metodologia se aplica ao trabalho on-line, off-line, a pequenas ou grandes empresas, ao profissional liberal, ao autônomo ou até a quem está em um trabalho CLT e não quer mais essa vida.  

    Empreender é viver:


    Esta é a biografia de um homem que vem emprestando seu talento de conciliar pessoas e interesses, sua visão estratégica e sua determinação empresarial aos interesses do País. Um homem que deixa um legado sólido de produtivos ensinamentos. Que sua história sirva de inspiração.

    Créditos: Gente


    Fator de enriquecimento:

    “Certa vez conheci uma pessoa tão pobre, tão pobre, que a única coisa que ela tinha era dinheiro.” Você provavelmente deve ter ouvido esse bordão por aí, certo? E também já deve ter conhecido
    Créditos: Gente
    alguém com o seguinte perfil: profissional bem-sucedido, com um cargo de responsabilidade em uma grande empresa, mas que, na vida pessoal, não encontra a riqueza que gostaria de ter. Histórias como essa nos fazem pensar: o que define a verdadeira riqueza?
    Para Paulo Vieira, autor deste livro, a verdadeira riqueza é aquela que combina as três dimensões humanas: o ser (a identidade), o fazer (a capacidade) e o ter (o merecimento). Mas como isso funciona na prática? Depois de anos estudando o comportamento financeiro de seus clientes, o autor descobriu as quatro variáveis que influenciam e determinam a capacidade de enriquecimento do indivíduo, chegando a uma equação matemática denominada Fator de Enriquecimento®. Conheça essa nova metodologia e encontre as bases para criar a sua própria equação da riqueza!




    Incansáveis:

    Somos atropelados pelas inovações em série que atingem todos os setores da economia. Nosso planeta será muito diferente em pouco tempo. O que funcionou nos últimos cinquenta anos não
    Créditos: Gente
    funcionará nos próximos dez. No entanto, muita gente não enxerga isso ou finge que não vê! Uma nova geração de empreendedores, que enfrenta sem medo as grandes empresas, está reescrevendo completamente a sociedade em que vivemos. Esses INCANSÁVEIS não suportam mais o sedentarismo e a mesmice das coisas. O que eles querem é construir um foguete e ir para a Lua!
    Morando no Vale do Silício, Maurício Benvenutti usa a experiência de ter participado da construção de uma empresa bilionária e de conviver diariamente com talentos do mundo inteiro para mostrar o futuro que muitos não aceitam e a forma como os negócios bem sucedidos são criados hoje em dia.








    O poder da alegria:

    Este livro tem como missão fazer você se conectar à força interior mais poderosa: a alegria. Muito se fala sobre a felicidade e a busca dela, mas pouca gente compreende que a felicidade é atingida pela
    Créditos: Gente
    prática diária da alegria. E a alegria se pratica. A partir do equilíbrio de cinco forças estudadas e aplicadas pela autora e que podem ser reproduzidas por qualquer pessoa. Muita gente passa a vida acreditando que só se pode ser feliz tendo poder, dinheiro, as condições perfeitas de vida para atingir seus objetivos, mas descobrir a chave da alegria lhe trará os meios para criar as suas condições perfeitas. É possível ter prosperidade, saúde, autoaceitação e amor, tudo ao mesmo tempo? Deixe Bibba Pacheco lhe provar que sim.
    Você merece ter tudo.










    Os segredos para ter memória forte e cérebro sempre jovem:

    Pare e pense por um minuto em sua vida. Tudo o que você faz depende da memória, não é mesmo? Da tarefa mais complexa, como resolver uma equação matemática, até as tarefas simples, como
    Créditos: Gente
    lembrar o nome de alguém que está parado na sua frente, onde guardou a chave de casa etc. Para tudo dependemos da memória; ela é nossa companheira constante, nossa melhor amiga e por isso deve ser preservada e valorizada.
    A perda de memória é um medo que assombra grande parte da população. No entanto, a crença de que esse é um mal inevitável faz com que as pessoas aceitem uma vida repleta de distrações e esquecimentos ou criem uma perigosa dependência de memórias artificiais.
    Neste livro, o especialista em memorização Renato Alves mostrará que é possível treinar a memória e ensinará meios inteligentes de preservá-la que garantirão maior produtividade, autonomia e confiança em tudo o que fizer independentemente da idade.
    Com uma boa memória você conseguirá reduzir o tempo gasto nas atividades, encontrar respostas rápidas e criativas para os problemas e a abraçar novos projetos com mais segurança – abrir um novo negócio, iniciar uma faculdade, aprender outro idioma e estudar para concurso – mesmo depois da quarta década de vida.

    Todo dia com a Bel:

    Todo dia com a Bel é um presente para os leitores e fãs da Bel, uma das youtubers de maior sucesso no Brasil. O livro tem um projeto híbrido e mistura elementos de diários, planners de organização pessoal e agendas de compromisso. É dividido por semanas e pode ser usado a partir de qualquer mês do ano. Além disso, está repleto de fotos com frases e mensagens da Bel, para que a leitora sinta como se estivesse compartilhando detalhes de sua vida com ela.

    Créditos: Única

    Yandere:

    Se você gosta de Minecraft e histórias repletas de reviravoltas, você com certeza conhece o canal do João Victor, o JVNQ. Se você ainda não conhece, está na hora de correr para acompanhar! JV, como é
    Créditos: Única
    conhecido, está por trás das histórias mais criativas do YouTube, com séries que envolvem de romance a terror, passando, é claro, por muita comédia e aventura.
    Neste livro, você conhecerá o universo da novela Yandere, já adorada por todos que seguem o canal. Tudo começa no primeiro dia de aula do jovem protagonista em uma escola nova, longe da família e dos amigos. Aparentemente normal no começo, a escola logo se torna palco de eventos suspeitos e inesperados. Para piorar, as pessoas parecem cercadas de mistérios, ainda que sejam todas carismáticas.
    Com essa mistura, JV logo descobre que, ali, nada é normal e nenhum dia é de tédio – especialmente ao lado de Lívia, sua nova melhor amiga estranha e grudenta.






    Gostaram dos lançamentos? Comentem.

    15/09/2016

    A Teoria de Tudo, de Jane Hawking (Resenha)

    Essa imagem diz boa parte da minha reação com o livro. (XD)
    Olá, pessoal!
    Vocês sabiam que a função primordial da capa era, inicialmente, proteger o miolo do livro? Sendo o miolo a história e seus “adereços”, claro. Foi principalmente após a Revolução Industrial que a capa passou a ter uma função diferente, começando a ganhar cores, imagens e informações de uma forma muito mais prática. Também não é necessário ir muito longe para ver o quanto as capas de livros evoluíram nos últimos anos. Basta comparar as edições atuais com edições das duas últimas décadas. A partir disso, e de toda a questão comercial, a capa passou a ser um ponto de informação e – porque não? – marketing. Não fugindo disso, convém destacar o papel da capa antes, durante e após os momentos de leitura da obra; é a “janela”, a porta de entrada da obra. Todo momento de leitura terá, mesmo que brevemente, a visão desse painel. Às vezes a capa nos engana. Às vezes, eu evito um livro justamente pela capa; quero muito ler “A laranja mecânica”, por exemplo, mas aquela capa da edição – mais barata – com a separação silábica horrenda me agonia demais, de modo que só lerei quanto tiver outra edição em mãos. Então, já pensaram que, sim, a capa importa?
    Capa da obra em inglês. Fonte: Skoob.
    Por outro lado, às vezes só vemos o quanto a capa não combina em nada com a história do livro quando a leitura vai avançando e se percebe que a visão exterior – capa, contracapa – passa uma visão que não está tão correlacionada com o interior. É o triste caso de “A teoria de tudo”, da incrível Jane Hawking, lançado aqui no Brasil pela Única, selo da Editora Gente. Inicialmente, levando em conta as informações – desnecessárias – da capa relacionadas ao filme, e todo o jogo imagético e da paleta de cores, imaginei que seria uma história dramática, claro, mas romantizada demais. E, vendo deste lado, fiquei contente ao verificar que não é bem assim. Mas irritada ao perceber o quanto as informações são um tanto equivocadas. Ainda não tive a oportunidade de ver o filme, e me pergunto se devo me arriscar e me decepcionar. Sinto que a perspectiva do filme e do livro são bem diversas. Este ponto, em principal, é o que me faz questionar: Qual a cisma com capa de filme? É a mesma história? É. Mas são abordagens diferentes. Particularmente não gosto dessas capas; seja de “A menina que roubava livros”, de “Sniper Americano”, “As vantagens de ser invisível” ou qualquer outro. Essa mistura só é benéfica comercialmente, não consigo acreditar que há outro propósito. Nem sempre isso é ruim, admito. A capa de “Sniper Americano” é bem boa, apesar de que, sendo uma autobiografia, devia ter o rosto do próprio autor e não o de um ator. O que é o caso de “A teoria de tudo”! Não digo que os atores são ruins, não, não confundam, nem assisti aos filmes. Estou apenas dizendo que a perspectiva não é a mesma.
    Porém, não me refiro só à imagem ou aos atores. Meu problema com a capa do livro é outro também, que ficou maior ao reparar em dois detalhes: a capa original e os escritos na contracapa. Quanto à imagem (da edição brasileira), basta pensar que ela retrata, no máximo, 5% do livro; então, por que uma imagem que representa apenas 5% de uma obra tão grande – 448 páginas muito bem preenchidas – e com tanta cena ou interpretação diferente além da explorada na capa, um momento romântico? Às vezes, pensando assim, eu prefiro as capas mais abstratas – já olharam as capas dos livros do Murakami? As da Alfaguara, digo. Quanto aos escritos...


    Não consigo digerir essas informações. Para que não fique prolongado demais, observem apenas a parte “o amor que não vê obstáculos”. Acho que essa é uma frase de efeito muito boa para romances cheios de açúcar e aventura, histórias meio Romeu e Julieta. Para “A teoria de tudo”, no entanto, é uma frase que não fecha. Jane pode ser corajosa, esperta, dedicada e tudo o mais, mas em nenhum momento ela deixou de ver os obstáculos. Sim, ela lutou para passar por todos eles, superou boa parte deles, mas isso era por vê-los, por saber que precisava seguir em frente e ajudar o Stephen da melhor forma possível. Ela se dedicou a isso. Acontece que essa é uma história real, com as tragédias da vida, os problemas da vida em sociedade do final do século passado e afins; não é uma história de “amor cego”. O amor é sim o que move a vida da Jane, mas não um “amor que não vê obstáculos”, é mais afetuoso e realístico que isso, mais forte e delicado; não deixando de dizer, claro, que a partir de dado momento não é mais o amor por Stephen que os move, e sim o amor pela família.
    “É um modo de dizer, não é literalmente que não vê os obstáculos”, podem me dizer isso. E eu direi: Pois eu não gostei dessa frase para esse livro. Não é a perspectiva que tirei da história; preferia que fosse algo envolvendo a palavra “superação” (que é uma palavra interessante, não acham? Uma grande (super) ação, e o ato de superar algo). A meu ver parece tanto marketing desnecessário e um tanto equivocado do livro que pode decepcionar a leitura. Além disso, só restam duas pequenas informações quanto à edição: os erros de revisão, pois observei algumas palavras grafadas erradas e muitas vírgulas erradas ou mesmo faltando – que me agoniam muito durante a leitura; e o título. Pelo que eu entendi, essa é a segunda versão do livro de memórias da Jane Hawking, a primeira sendo intitulada de Music to Move the Stars (sério, que título fofo! Seguindo o estilo da obra, e no meu parco entendimento, seria algo como “Música para enternecer [ou mover mesmo] as estrelas”), e a segunda Travelling to infinity: my life with Stephen (esse tem muito a ver com o livro, mesmo, até a forma em que está escrito “minha vida com Stephen”, reparem nas ênfases que eu dei), que foi, por algum motivo, não digo que se chama filme, traduzido como “A teoria de tudo”. E, mesmo após ler as 448 páginas da obra, ainda não consigo entender o porquê desse título. Para o filme, até posso compreender, é uma visão que parece equilibrar Stephen e Jane, embora focando bem mais nele e no romance. Já a obra, ao que me parece, não possui o objetivo de retratar a vida do Stephen – que é um físico que estuda o universo –, é a vida da Jane com o Stephen. O que ela viveu com ele. A visão dela da vida deles. Deu para entender?

    “Eu me consolei com a certeza de que nenhuma quantidade de reconhecimento acadêmico poderia ter igualado a realização criativa que eu derivava de minha família.” (p. 192).

    Antes de terminar a leitura, havia planejado refletir, na resenha, sobre questões referentes à biografia ou aos livros de memórias e sobre resenhar esse tipo de obra; mas, considerando a extensão do meu comentário acima quanto à edição, me aterei apenas à história agora e deixo que reflitam sobre essas outras questões.
    Há tantos fatos no livro, pois, afinal, relata grande parte da vida de Jane, que tentarei resumir. Jane era uma moça tímida – possuía autoconfiança, mas era insegura frente aos outros –, aventureira e que se dedicava à arte, literatura e questões linguísticas. Sendo que, não surpreendente, sua tese de doutorado foi sobre Literatura Medieval Espanhola. Aliás, o próprio fato de tê-la terminado foi uma grande conquista, tendo em vista que levou treze anos para conclui-la, por motivos bem expostos no livro, que me fez pensar que, no fim, terminar a tese era mais uma prova para ela mesma do que um trabalho para ganhar um diploma e, possivelmente, algum trabalho na área acadêmica. Ainda jovem, Jane conheceu Stephen Hawking, um rapaz superinteligente, divertido e um tanto rebelde. Nessa mesma época, Stephen é diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença que aos poucos passaria a restringir seus movimentos e complicar sua saúde, tendo uma expectativa de apenas mais dois anos de vida. Apesar disso, Jane, sabendo que a vida não seria fácil, decide seguir com a firme convicção de estar ao lado de Stephen.



    A obra, então, nos apresenta um pouco de Jane antes de conhecê-lo, e tratará de comentar os vinte e cinco anos de casados, e algumas poucas páginas após isso. Boa parte das dificuldades foi retratada por Jane. Particularmente, até passadas boas duas centenas de páginas, ainda não entendia porque expor tanto de suas dificuldades; qual o propósito de mostrar uma vida tão “sofrida”? Claro, ela demonstra os lados bons também. Mas Jane nos deixa claro que conviver com alguém com necessidades especiais não é um mar de rosas, como dizem. O que ela decidiu contar, não apenas porque são grande parte de suas memórias, mas porque, segundo ela, isso faz justiça às outras pessoas que também passam por isso. Antes de Jane começar a expor essas dificuldades do dia a dia, muitas pessoas achavam que sua vida era tão tranquila e feliz quanto a mídia demonstrava – isso porque muito antes da Jane escrever seu livro de memórias Stephen já era mundialmente famoso e havia muita atenção da mídia sobre eles. O que gerava aquela frase tão batida: “se ela consegue, por que você não?”. Algo que, imagino, quase todo mundo já deve ter ouvido em algum momento.

    “Se o futuro tinha adquirido uma aura reconfortante de certeza, a chave para isso residia na gestão do presente. Viver cada dia como ele se apresentava, em vez de projetar uma miragem fantasiosa para o distante futuro, estava se tornando um modo de vida.” (p. 118).

    Em meio a tudo por que passou, acredito não ser um equívoco dizer que Jane é uma pessoa de muito conteúdo. Tem um conhecimento admirável de arte e literatura; e fez doutorado nisso. Não é algo que se possa dizer que é pouca coisa. Contudo, quem ler a obra entenderá que todo esse lado literário e encantador, esse lado subjetivo e pessoal, o que fazia dela um indivíduo único, em determinados momentos foi posto de lado como apenas um utensílio. Para que fique claro, num momento específico da vida de Jane, ela é criticada por não ter feito uma especialização para cuidar de Stephen. Isso é, por não ter qualificação de enfermagem para cuidar do até então seu marido.

    “Então eu alcancei o que me propus a alcançar – dedicar-me a Stephen, dando-lhe a chance de realizar sua genialidade. Contudo, no processo, eu estava começando a perder minha identidade.” (p. 219).

    Não é uma história, como eu disse, tão linda e emocionante sobre amor, sem obstáculos; não consigo aceitar essa ideia com a história de uma pessoa que em boa parte de sua vida precisa perder seu próprio espaço, é criticada pelo que é, por não se tornar o que não quer ser. Jane foi corajosa ao optar e seguir fielmente por tantos anos ao lado de Stephen. Muitos não chegariam à metade do caminho. Contudo, nesse caminho ela perdeu seu espaço, sua individualidade. E, ao tentar manter o que tinha de sua individualidade, acaba sendo tratada com maldade, como se não colocasse o Stephen em primeiro lugar. E, como ela aponta em dado momento, estaria ela errada por apenas querer ser amada pelo que ela era de fato?

    “Havia, ao que parecia, um elemento na vida dessas pessoas que faltava na nossa e que eu me vi invejando. Não era derrotismo, mas paz interior.” (p. 279).

    Ademais, apesar dos muitos pontos que o livro traz – e tem espaço para isso nas 448 páginas muito bem preenchidas (eu já disse isso, né? Mas acho que não comentei que o livro é bem levinho, mesmo!) – não posso deixar de mencionar a música, que está presente no decorrer de todo o livro. Sejam as que Stephen ouve, incluindo Wagner, seja a música como elemento de fuga e deleite; seja, inclusive, a música que envolveu Jane, principalmente depois de participar de um coral a convite de um conhecido – se não me engano, uma amiga. É a música que vai trazer a Jane um espaço que ela dispõe a si mesma, treinando a própria voz, até mesmo cantando em corais diversas vezes. E é também por isso que eu achei o título Music to Move the Stars tão fofo, pelo papel da música num todo.
    Por fim, e não menos importante, a narrativa. Como já disse, Jane tem muito conteúdo, e conhecimentos bem amplos de arte/literatura, o que é exposto em sua escrita; seja na menção de uma obra ou comparação com algum autor. Nisso sua escrita é interessante, e até mesmo pode ser aproveitada durante a leitura. Porém, embora tenha seus pontos positivos de ser bem escrito (tentemos esquecer os erros de revisão), a narrativa é cansativa, diria até exaustiva, com detalhes que poderiam muitas vezes ser suprimidos. A leitura, pelo menos para mim, foi bem arrastada até por volta da terceira centena de páginas. Reafirmo, a escrita é boa, com passagens/trechos muito interessantes, mas é informativa demais às vezes, o que chega a ser chato e cansativo de ler. Em outras palavras, não flui.


    Infelizmente minha modelo não quis olhar para a câmera, e nem para o livro. Mas é uma reação plausível.
    Ainda teria muito a se comentar sobre todos os obstáculos ou dificuldades que aparecem no livro, ou mesmo sobre as partes boas, e tão distanciadas de minha realidade, mas deixarei que conheçam todos esses pormenores por meio da leitura da obra. Apesar da dúvida entre recomendá-la ou não. Claro que essa é só a minha visão da obra, e que alguém poderá ler e recomendar esta obra como um livro fantástico, e de certa forma até é; se não for levar em consideração os pontos negativos que eu apontei e eu espero ter deixado bem claro. Não quero desapontá-los, vale a pena, mas é exaustivo.

    20/07/2016

    Lançamentos da Editora Gente e Única: julho

    Olá, leitores!

    Vamos conferir os lançamentos das editoras Gente e Única, parceiras do blog:

    Fique com alguém que não tenha dúvidas:

    Desnecessário dizer que todo mundo já teve uma história amorosa que deu errado. E se ainda não teve, um dia vai ter. Mas por que isso acontece com tanta gente e com tanta frequência? Falta de
    Créditos: Editora Única
    sorte? Dificuldade em dialogar? Falta de leitura do outro? Nada disso. A verdade é uma só: quando desejamos muito uma pessoa, ignoramos todos os sinais, os aprendizados e a experiência que temos e insistimos cegamente, mesmo que as chances estejam contra nós.
    Sim, a paixão nos faz crer nas desculpas mais esfarrapadas e a descrer nos avisos mais óbvios, e então nos boicotamos tentando acreditar na ilusão de que dessa vez vai ser diferente. Nunca é.
    Marina Barbieri está há anos tentando impedir suas leitoras de se enganarem. Autora do Deu Ruim, um dos blogs sobre relacionamentos de maior sucesso no Brasil, Marina Barbieri fala neste livro sobre tudo aquilo que no fundo você já sabe, mas se recusa a assumir. Você vai conhecer personagens que provavelmente já deve ter encontrado, como o sr. Feito-Para-Casar, o sr. Distância e o sr. Problema, entre tantas outras figurinhas que estão perambulando por aí e vez ou outra atravessam a sua vida. 
    Prepare-se para alternar entre rir alto e chorar baixinho com crônicas da vida de todos nós quando se trata de amor (ou da falta dele). Marina Barbieri compartilha com seus leitores as roubadas amorosas da própria vida, mostrando que amar pode ser mais simples do que nós fazemos parecer.
     

    Casa organizada:

    Este livro veio para desmitificar a ideia de que é preciso investir muito tempo na casa para deixá-la
    organizada. 
    Créditos: Editora Gente
    Thais Godinho defende que a organização da casa não precisa – nem deve – ser uma tarefa desgastante. Você também se sente frustrado por ver seu tempo perdido em arrumações que logo serão perdidas? Sua casa vira uma bagunça pouco tempo depois de você colocar tudo no lugar? Aqui você verá que organizar a casa é fazer dela um lugar que funcione para você. É transformar o lugar no qual você mora em um refúgio para aproveitar os dias e que faça você ter vontade de voltar. Aqui você verá que é possível ajustar as expectativas em relação à casa de acordo com o seu estilo de vida sem deixar de lado a satisfação de ter um lugar com a sua cara.
    Depois de ler este livro, você terá a certeza de que é possível ter uma casa organizada mesmo com uma rotina cheia de compromissos e sem precisar contratar alguém para ajudar. 
    • Aprenda a manter sua casa organizada por meio de simples ações diárias; 
    • Crie um sistema de organização em que todos participem;
    • Saiba como aliar cuidados com a casa ao trabalho e aos estudos;
    • Tenha, de uma vez por todas, a casa que sempre sonhou.

    Relacionamento, influência e negócios:

    Muitas pessoas vivem como se estivessem esperando a grande oportunidade para finalmente
    Créditos: Editora Gente
    conseguir realizar o sonho de ter o próprio negócio. No entanto, quase sempre as oportunidades estão batendo à porta há bastante tempo, sem ser percebidas. A área de vendas por relacionamento (ou vendas diretas) tem sido a grande chance de muita gente, e pode ser a sua também. 
    Neste livro, você aprenderá tudo o que é necessário para realizar seu sonho e atingir seus objetivos. Você é o responsável pela sua vida, e aqui saberá como fazer acontecer! Márcio Giacobelli não tem fórmulas mágicas, mas tem algo igualmente valioso: conhecimento de especialista. Ele apresenta inúmeras possibilidades. Caberá a você decidir qual caminho seguir.
    • Saiba como melhorar os negócios e ganhar qualidade de vida;
    • Mude sua vida por meio das vendas por relacionamento;
    • Revolucione sua forma de trabalhar; 
    • Aprenda a reconhecer grandes oportunidades; 
    • Visualize tudo isso com o auxílio de vários infográficos interativos.

    O que acharam dos lançamentos? Comentem.

    20/11/2015

    Garota, Interrompida - Susanna Kaysen (Resenha)



    Olá, pessoal!

    Neste mês de novembro, o Clube do Livro que participo escolheu o livro “Garota, Interrompida”, de Susanna Kaysen, como eu já havia comentado numa postagem anterior. Publicado pela Única – selo da Editora Gente –, a obra retrata memórias autobiográficas. Acho que o texto na orelha do livro explica bem sobre o que é:

    Estamos em 1987 nos EUA, os homens estão indo para a guerra, as mulheres segurando uma nação. A fragilidade feminina pela primeira vez dá lugar à linha de produção. O comportamento que as meninas aprenderam durante a infância está completamente perdido na adolescência. Moças e rapazes crescendo rápido. E quem não sabe o que fazer da vida vai ficando para trás.
    Susanna Kaysen tinha apenas 18 anos quando tentou suicídio. Após uma sessão nada comum de terapia pós-trauma, ela é enviada para um hospital psiquiátrico onde, nos dois anos seguintes, ficará confinada para recuperação.
    Dois anos em um hospital psiquiátrico. Mais do que suficiente para entender que a loucura não é um fator externo. É um pedido de ajuda, um movimento, uma dança que não se faz sozinho, mas o primeiro passo ninguém pode dar por você.

    Primeiramente, tenho que dizer que os capítulos são bem curtos, sem uma ordem cronológica exata, o que se torna um pouco compreensível se considerar que fora conforme a autora fosse se lembrando dos fatos. Além disso, há a presença de alguns documentos referentes ao período em que esteve no hospital psiquiátrico, relatórios de sua situação e do que consideravam ser, de fato, o motivo de ela ter ido para lá. A impressão que se tem, não apenas com Susanna, mas com outras personagens ali presentes, é de que foram parar ali injustamente. Trancafiadas e impedidas de continuar sua juventude. Em outras palavras, como o próprio título do livro mostra, que tiveram suas vidas interrompidas.

    “Cada pessoa é uma pessoa. Cada um faz o que é possível fazer.” (p. 23)

    Fonte: Arquivo Pessoal. (As corujas são minhas. *-*)
    As pessoas vivem errando, tomando decisões equivocadas e que podem ou não vir a se arrepender depois. Nem por isso são anormais, ou consideradas loucas. Como dizem, errar é humano. Mas no livro de Kaysen vê-se um questionamento interessante. Quando uma pessoa passa a ser constantemente observada, cada ação sua é analisada e tem um motivo por trás. Ao passo que pessoas que não são observadas podem fazer ações mais equivocadas e não haver importância alguma ali. O que cheguei a pensar é que, quando se tenta analisar situações nos seus pormenores, sempre se encontrará algo que, embora seja de relevância mínima, por estar sendo analisado profundamente, se tornará motivo de ações desnecessárias.
    E, sendo assim, qualquer pessoa posta num local sem muitos recursos e atividades a serem feitas, sendo medicada constantemente, não enlouqueceria? Não seria, então, o processo de “cura” uma forma de levar à “loucura”?

    “Era a nossa vida medida em doses pouco maiores do que as benditas colherinhas de café. Colheres de sopa, talvez? Colheres de lata, amassadas, transbordantes de algo que deia ser doce, mas era amargo e se esvaía, se derramava sem que pudéssemos sentir seu sabor: nossas vidas” (p. 68)

    Fonte: Arquivo Pessoal. 
    Por ser uma biografia – ou melhor, de memórias biografias – a impressão é de que será cansativo ou meio chatinho de ler. O que não acontece, pois o livro, além de ter uma leitura rápida, possui uma narrativa fluida e interessante. Ademais, acho que dá para refletir muito com esse livro, e deixo a recomendação a todos. Novamente, caso se interessem, a Helena, do Leituras e Gatices, também resenhou este livro, sugiro que confiram, pois a resenha dela está muito boa (melhor que esta minha aqui).
    Obs.: Notem que há escritos na capa, ela não é apenas toda rosa. :)



    E aí? Se interessaram? Já leram ou irão ler?
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