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    15/02/2016

    Livros que pretendo ler em 2016

    Olá, leitores,

    Alguns livros da meta de leitura desse ano
    Assim como em 2015, esse ano eu já montei minha meta de leitura no skoob. Dessa vez decidi colocar na minha lista vários livros que já tenho há anos (alguns faz mais de 5 anos que tenho) e nunca li, os famosos "encalhados da estante". Se tudo der certo sobrarão poucos dessa categoria para o ano que vem. Embora a maioria da minha meta de leitura seja de clássicos, coloquei também livros de suspense (finalmente lerei Agatha Christie!), chicklit, distopia, young adult e biografia. 
    Provavelmente vou adicionar mais leituras à minha meta durante o ano por conta de lançamentos e livros de parceria, mas o total por enquanto é de 103 livros.
    Espero conseguir ler todos, embora eu não faça ideia de como farei para ler tudo pelo fato de alguns livros terem mais de um volume ou mais de mil páginas, mas no decorrer do ano eu vou contando para vocês como está a situação. Quanto às resenhas, irei fazendo aos poucos porque ainda estou devendo várias de 2015 também.
    Também pretendo participar de maratonas e desafios literários esse ano, mas ainda não sei exatamente quais porque achei várias opções interessantes, sendo o Bingo Literário o único confirmado até agora. Em breve darei mais detalhes a respeito.

    Meta de Leitura 2016:

    Diário de um Banana (10 livros)
    O Tempo e o Vento (7 livros)
    Harry Potter (7 livros)
    Guerra e Paz (4 livros)
    Elixir (3 livros)
    Ilusões Perdidas (2 livros)
    E o vento levou (2 livros)
    Crepúsculo (5 livros)
    Crime e Castigo (2 livros)
    Dom Quixote (2 livros)
    Jogos Vorazes (3 livros)
    Divergente (4 livros)
    Pretty Little Liars (14 livros)
    Procura-se um marido
    Mentira Perfeita
    Os Miseráveis
    Primeiras Estórias
    Libertinagem e Estrela da Manhã
    Mistério no Caribe
    A Abadia de Northanger
    Lady Susan
    Garota, Interrompida
    A fantástica volta ao mundo
    O Cortiço
    Infância
    Para Viver um Grande Amor
    Poema Sujo
    A Vaca e o hipoglifo
    Quem é você, Alasca?
    O menino do pijama listrado
    A Divina Comédia
    Hamlet
    Sentimento do Mundo
    O rei da vela
    Morte e Vida Severina
    Reflexos do Baile
    Tocaia Grande
    Agosto
    Auto da Compadecida
    Madame Bovary
    Um Certo Capitão Rodrigo
    O Diário de Anne Frank
    Uma carta de amor
    A escolha
    A luz que não se apaga
    Morando Sozinha
    Vida Organizada
    O Diário secreto de Lizzie Bennet
    O Pequeno Príncipe
    Os crimes do monograma
    Como eu era antes de você

    E vocês, costumam fazer meta de leitura? O que pretendem ler esse ano? Me contem nos comentários.


    05/02/2016

    Leituras de 2015

    Olá, leitores,

    Alguns dos livros da minha meta extra
    No início do ano passado, eu postei aqui no blog uma lista de 40 livros que eu pretendia ler em 2015 (post). Como a leitura fluiu bem mais rápido do que eu esperava, consegui cumprir minha meta até o fim de setembro. Aliás, o Skoob foi uma ferramenta muito importante para que eu organizasse melhor as minhas leituras esse ano, uma vez que é possível montar uma meta de leitura e deixá-la exposta no seu perfil e até marcar a quantidade de páginas lidas por dia no site.
    Após a leitura do último livro da minha meta original, eu resolvi adicionar mais livros a ela no Skoob, chegando a insanidade de tentar ler 72 livros até o fim do ano! Como eu já tinha burlado um pouco a meta passando alguns livros, principalmente lançamentos, na frente de leituras da meta original, no fim de setembro eu já tinha lido 46 livros.
    Essa nova meta foi bem mais difícil de ser cumprida e por várias vezes eu achei que não conseguiria cumprir, pois seriam 26 leituras em apenas três meses e muitos livros com mais de 400 páginas. Entretanto, com várias horas de sono sendo sacrificadas e muita leitura durante o dia, consegui terminar o último livro dessa nova meta no último dia do ano (Farei as resenhas aos poucos, uma vez que foram muitas leituras).

    Na lista abaixo, postarei todas as leituras que não eram da minha meta original:

    No Mundo da Luna
    Elis - Nada Será Como Antes
    O Grande Gatsby
    A Herdeira
    Pollyanna
    Viva Elis
    O Poeta da Madrugada
    Um Amor de Cinema
    Fangirl
    A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista
    Garota Online
    Elis - Uma Biografia Musical
    Felizes Para Sempre
    Destinado
    Não se Apega, não
    Não se Iluda, não
    O Casamento da Princesa
    Bela Distração
    Bela Redenção
    Memórias Proibidas
    Grey
    Três Semanas com meu Irmão
    Don Juan Tenorio
    Becky Bloom em Hollywood
    Minha Vida Fora de Série - 1ª Temporada
    Minha Vida Fora de Série - 2ª Temporada
    Minha Vida Fora de Série - 3ª Temporada
    Liberte meu coração
    No Mundo da Luna: A Entrevista
    Simplesmente Acontece
    Deixe a neve cair
    Tess of the D'Urbervilles

    E vocês, conseguiram cumprir a meta de leitura de 2015? Leram algum desses livros? Pretendem ler? Me contem nos comentários.

    20/11/2015

    Garota, Interrompida - Susanna Kaysen (Resenha)



    Olá, pessoal!

    Neste mês de novembro, o Clube do Livro que participo escolheu o livro “Garota, Interrompida”, de Susanna Kaysen, como eu já havia comentado numa postagem anterior. Publicado pela Única – selo da Editora Gente –, a obra retrata memórias autobiográficas. Acho que o texto na orelha do livro explica bem sobre o que é:

    Estamos em 1987 nos EUA, os homens estão indo para a guerra, as mulheres segurando uma nação. A fragilidade feminina pela primeira vez dá lugar à linha de produção. O comportamento que as meninas aprenderam durante a infância está completamente perdido na adolescência. Moças e rapazes crescendo rápido. E quem não sabe o que fazer da vida vai ficando para trás.
    Susanna Kaysen tinha apenas 18 anos quando tentou suicídio. Após uma sessão nada comum de terapia pós-trauma, ela é enviada para um hospital psiquiátrico onde, nos dois anos seguintes, ficará confinada para recuperação.
    Dois anos em um hospital psiquiátrico. Mais do que suficiente para entender que a loucura não é um fator externo. É um pedido de ajuda, um movimento, uma dança que não se faz sozinho, mas o primeiro passo ninguém pode dar por você.

    Primeiramente, tenho que dizer que os capítulos são bem curtos, sem uma ordem cronológica exata, o que se torna um pouco compreensível se considerar que fora conforme a autora fosse se lembrando dos fatos. Além disso, há a presença de alguns documentos referentes ao período em que esteve no hospital psiquiátrico, relatórios de sua situação e do que consideravam ser, de fato, o motivo de ela ter ido para lá. A impressão que se tem, não apenas com Susanna, mas com outras personagens ali presentes, é de que foram parar ali injustamente. Trancafiadas e impedidas de continuar sua juventude. Em outras palavras, como o próprio título do livro mostra, que tiveram suas vidas interrompidas.

    “Cada pessoa é uma pessoa. Cada um faz o que é possível fazer.” (p. 23)

    Fonte: Arquivo Pessoal. (As corujas são minhas. *-*)
    As pessoas vivem errando, tomando decisões equivocadas e que podem ou não vir a se arrepender depois. Nem por isso são anormais, ou consideradas loucas. Como dizem, errar é humano. Mas no livro de Kaysen vê-se um questionamento interessante. Quando uma pessoa passa a ser constantemente observada, cada ação sua é analisada e tem um motivo por trás. Ao passo que pessoas que não são observadas podem fazer ações mais equivocadas e não haver importância alguma ali. O que cheguei a pensar é que, quando se tenta analisar situações nos seus pormenores, sempre se encontrará algo que, embora seja de relevância mínima, por estar sendo analisado profundamente, se tornará motivo de ações desnecessárias.
    E, sendo assim, qualquer pessoa posta num local sem muitos recursos e atividades a serem feitas, sendo medicada constantemente, não enlouqueceria? Não seria, então, o processo de “cura” uma forma de levar à “loucura”?

    “Era a nossa vida medida em doses pouco maiores do que as benditas colherinhas de café. Colheres de sopa, talvez? Colheres de lata, amassadas, transbordantes de algo que deia ser doce, mas era amargo e se esvaía, se derramava sem que pudéssemos sentir seu sabor: nossas vidas” (p. 68)

    Fonte: Arquivo Pessoal. 
    Por ser uma biografia – ou melhor, de memórias biografias – a impressão é de que será cansativo ou meio chatinho de ler. O que não acontece, pois o livro, além de ter uma leitura rápida, possui uma narrativa fluida e interessante. Ademais, acho que dá para refletir muito com esse livro, e deixo a recomendação a todos. Novamente, caso se interessem, a Helena, do Leituras e Gatices, também resenhou este livro, sugiro que confiram, pois a resenha dela está muito boa (melhor que esta minha aqui).
    Obs.: Notem que há escritos na capa, ela não é apenas toda rosa. :)



    E aí? Se interessaram? Já leram ou irão ler?

    01/01/2015

    Livros que eu pretendo ler esse ano

    Oi Pessoal,

    Depois da quantidade de livros que comprei em 2014, que se juntaram a alguns que eu tenho há anos e ainda não li porque sempre aparece outro que acabo priorizando, uma das minhas resoluções de ano novo será ler o máximo possível dos títulos que estão na lista abaixo, que é composta de livros que já eu tenho e ainda não li.
    Alguns dos livros da minha lista
    Como sempre aparecem outros livros e a minha lista de desejados não para de crescer (inclusive já fiquei sabendo que ano que vem terão mais lançamentos das séries A Seleção, Perdida e O Diário da Princesa), é provável que eu não consiga ler os 40 que coloquei nessa lista, mas se eu conseguir ler pelo menos a metade deles já vou dar uma boa diminuída na minha lista de livros não lidos e finalmente ler alguns que tenho vontade já faz algum tempo.
    Como alguns filmes baseados em livros dessa minha lista vão estrear em 2015, pretendo começar por eles pra não acontecer o mesmo que no caso de Se eu ficar, que eu acabei lendo só os livros. Aliás, em janeiro teremos resenha de Se eu ficar e Para onde ela foi aqui no blog.

    Lista:

    Trilogia 50 tons de cinza
    Série A Seleção (4 livros)
    Série Becky Bloom (6 livros)
    Série Belo Desastre (3 livros)
    Cidades de Papel
    A Hora da Estrela
    Orgulho e Preconceito
    O Primo Basílio
    Para Sempre
    Encontrada
    ABBA – A Biografia
    Tudo de Novo – Biografia oficial do Roupa Nova
    Gossip Girl – Eu sempre vou te amar
    O Menino Príncipe
    O Casamento
    Noites de Tormenta
    A Playlist da minha vida
    1984
    Uma longa jornada
    O Milagre
    A Primeira Vista
    Will e Will
    Extraordinário
    Memorial de Maria Moura
    Triste Fim de Policarpo Quaresma
    Romanceiro da Inconfidência
    Orgulhosa demais, Frágil demais
    Memórias Póstumas de Brás Cubas

    E vocês, o que pretendem ler esse ano? Já leram algum desses livros da minha lista? Me contem nos comentários.

    28/12/2014

    Obrigada, Chaves: Um mês sem Roberto Gómez Bolaños

    Parece que aconteceu ontem, mas hoje faz um mês que Roberto Gómez Bolaños morreu. Depois de tantos boatos falsos na internet envolvendo sua morte desde sempre, foi muito difícil de acreditar que o cara cujos personagens ainda fazem parte da minha vida realmente havia morrido. Como boa parte dos fãs, chorei como se não houvesse amanhã, porque Chaves foi uma parte muito querida da minha infância, assim como também de milhões de pessoas.
    Embora nosso querido Chespirito fosse mexicano, sua morte teve mais repercussão do que a de muito artista brasileiro. Sua capacidade de unir pessoas era tão grande que sua morte foi inclusive noticiada pela Globo, emissora que já sofreu muito na audiência por conta do sucesso estrondoso de seus programas. Já no SBT, o que vimos foi a emissora que o adotou em 1984 tratá-lo com as maiores honras, com direito a especial, matérias com fãs, maratonas de episódios e a cobertura ao vivo de seu velório, direto do Estádio Azteca, na Cidade do México.
    E agora, um mês depois de sua morte, foi divulgado que Chapolin Colorado finalmente voltará a ser exibido pelo SBT, embora seja só para algumas cidades. Embora ainda não seja suficiente, pelo menos é melhor do que deixar o nosso Polegar Vermelho na geladeira.
    Por conta desta data, e também porque eu fiquei abalada o suficiente para não conseguir escrever uma linha que fosse a respeito de Roberto Bolaños desde o momento em que confirmaram sua morte, resolvi fazer esse texto mostrando os livros que temos a respeito das séries dele no Brasil.
    Ao longo desses quase 10 anos em que me mudei de cidade, eu coleciono tudo o que posso sobre Chaves e Chapolin, como reportagens, coisas que achei na internet e imprimi, álbum de figurinhas do desenho animado, DVDs, miniaturas e livros, pois a magia de Chaves e Chapolin é como a juventude, nunca morrerá.
    Lendo os livros, percebi que o amor dos fãs é algo realmente muito forte, já que quatro dos sete livros da minha lista foram escritos por fãs, sendo que dois deles eram Trabalho de Conclusão de Curso de faculdade. Inspirada nesses fãs e também porque as séries de Bolaños foram fundamentais para que eu tivesse mais vontade ainda de aprender espanhol, quando conclui meu curso desse idioma o tema da minha monografia não poderia ser outro.
    E foi assim que, em 2010, eu escrevi uma monografia em espanhol sobre esses personagens tão queridos, que foram criados pelo homem que mudou para sempre o significado das letras CH.

    E agora, vamos ao breve resumo que fiz de cada livro que fala sobre as séries de Bolaños:

    Chaves: Foi sem querer querendo?

    Inicialmente escolhido como tema do Trabalho de Conclusão de Curso dos jornalistas Luís Joly, Fernando Thuler e Paulo Franco, o livro-reportagem que conta como a turma da vila chegou ao nosso país e se tornou um fenômeno de audiência foi lançado em 2005 pela Editora Matrix.
    Primeiro livro sobre o seriado no Brasil, Chaves: Foi sem querer querendo? conta detalhes da chegada do seriado ao país, junto com um lote de novelas mexicanas compradas pelo  SBT, e também da resistência dos diretores da emissora em colocar aquele programa tão diferente no ar. Defendido por Silvio Santos, que acreditou no produto desde o início, Chaves estreou no Brasil em 25 de agosto de 1984, a princípio no Programa do Bozo.
    Com o tempo, aquele menino que vivia em um barril e sua turma se tornaram um sucesso tão grande no Brasil que foram exibidos até em horário nobre, muitas vezes inclusive dando dor de cabeça para a Rede Globo em termos de audiência.
    Além desse início de Chaves no Brasil, o livro traz uma breve biografia dos atores do elenco, dos personagens e curiosidades sobre o seriado, que neste ano completou 30 anos de exibição no SBT.


    Chaves e Chapolin: Sigam-me os bons

    Desta vez escrito apenas por Luís Joly e Fernando Thuler, o livro lançado em 2006 pela Editora Matrix traz um guia detalhado dos episódios de Chaves e Chapolin, contando resumidamente a história dos principais episódios dessas duas séries tão famosas.
    Além disso, o livro traz cifras de algumas canções e também as letras de todas elas, um quiz com sobre mais de 600 perguntas no total, trazendo questões não só sobre Chaves e Chapolin como também a respeito dos principais personagens.









    Sin querer queriendo – Memórias

    Escrita por Roberto Gómez Bolaños e lançada em 2006 pela Editora Aguilar, a autobiografia dele conta desde acontecimentos de antes de seu nascimento até o momento em no qual estava vivendo na época que estava escrevendo o livro. Embora nunca tenha sido traduzido para o português, não é difícil entender o que se passa nas histórias do livro de Chespirito, mas é bom ter um dicionário de espanhol por perto porque algumas palavras não são muito usadas e nem sempre dá pra entender apenas pelo contexto da frase.
    Entre as histórias pouco conhecidas de nosso eterno Chaves estão: Um fato que quase o impediu de nascer, detalhes de sua infância humilde na Cidade do México e a relação com os amigos dessa época, a importância dos comediantes Viruta y Capulina para a sua trajetória profissional, como foi formado o elenco que nos faz rir até hoje, seu casamento com Graciela Fernandez e a paixão avassaladora (e por muito tempo platônica) por Florinda Meza.


    Chaves de um sucesso

    Lançado pela Editora Senac Rio em 2006, o primeiro livro de Pablo Kaschner a respeito da série de Bolaños surgiu inicialmente como a monografia do Trabalho de Conclusão de Curso do autor, que se formou em Rádio e TV.
    Com uma estrutura típica de monografia, Chaves de um sucesso mostra as histórias por trás daqueles personagens que conhecemos desde a infância, mas que dessa vez aparecem acompanhados de explicações aprofundadas e também de conceitos, que fazem parte da investigação acerca do fenômeno de audiência que os programas Chaves e Chapolin se tornaram principalmente na América Latina, sendo reprisados há décadas.
    Além disso, traz também uma discussão sobre a relação entre ídolo e fã, que no caso desses seriados se torna mais forte a cada geração.




    Seu Madruga: Vila e Obra

    O segundo livro de Pablo Kaschner veio com uma proposta inovadora: em vez de capítulos normais, cada um dos quatorze capítulos, cuja numeração é feita de trás pra frente, correspondiam a aluguéis que Seu Madruga ia pagando ao Senhor Barriga conforme a pessoa avança na leitura do livro.
    Além disso, com exceção do Diário do Chaves, que foi escrito pelo próprio Chespirito, vulgo Bolaños, esta é a primeira vez que se lança um livro focando em um personagem e a importância que ele tem dentro e fora da TV, ainda que para falar dele tenha que mencionar não só os outros personagens dos seriados como também os que foram interpretados por Ramón Valdés.
    Um ponto alto desse livro é que, além de todas as curiosidades envolvendo a ‘persona’ do nosso Madruguinha, Pablo Kaschner mostrou que a carreira de Don Ramón Valdés foi muito maior que apenas o célebre Seu Madruga, pois teve uma filmografia imensa, participando de quase 100 filmes, e também interpretou vários personagens nos programas de Bolaños, como Tripa Seca, Super Sam, Peterete, Conde Terra Nova, Pirata Alma Negra e Racha Cuca.   



    Diário do Chaves

    Lançado por Roberto Gómez Bolaños em 2005, ano em que Chapolin Colorado completou 35 anos de existência, o livro mostra um Chaves um pouco diferente daquele que vemos desde sempre no SBT.
    Embora seja o mesmo personagem, com aquelas roupas que conhecemos, que mora na vila com Chiquinha, Quico, Dona Florinda, Seu Madruga e todas aquelas figuras tão presentes na nossa vida, ainda que, no caso de muita gente, apenas durante a infância, o Chaves não tem aquele jeito inocente que aprendemos a amar.
    Como o livro conta o que aconteceu com Chaves antes de ele ir para a vila, descobrimos que ele não conheceu o pai e foi abandonado pela mãe, com quem viveu por um tempo. E depois, morou um tempo num orfanato, no qual judiavam dele e sempre o deixavam sem comer, que era sua maior felicidade na vida. Ao fugir de lá sofreu bastante, pois tinha fome e muito medo das ruas, que eram bem escuras, revelando assim um Chaves muito mais sofrido do que imaginávamos. Bolaños narra no livro também histórias do personagem depois que ele chega à vila, narrando também situações que as envolvem.
    Dos livros que li sobre Chaves esse foi o que menos gostei, embora tenha ficado super empolgada para comprá-lo quando descobri sua existência. Embora os personagens fossem os mesmos, vê-los fazendo coisas que não condiziam com o que acontecia no seriado e também atitudes que os afastavam da imagem que eu tinha sobre eles me incomodou muito. Entretanto, hoje em dia eu entendo que o livro era diferente da série porque ali Bolaños podia abordar alguns assuntos de forma mais explícita, como, por exemplo, abandono, fome, maus tratos, pobreza e outras coisas que não podiam ser discutidas tão abertamente num programa humorístico da década de 1970.

    Chaves: A história oficial ilustrada

    Lançado em 2012 pela Editora Televisa com o título Chespirito – Vida y magia del comediante más popular de América (no Brasil pela Universo dos livros), essa sem dúvida é a obra mais completa sobre a carreira de Chespirito, trazendo até mais detalhes do que a autobiografia dele em alguns momentos.
    Focado totalmente na vida e na obra de Roberto Gómez Bolaños, esse livro traz muitos fatos que quem não leu a autobiografia em espanhol não conhece, como o tempo em que teve muito êxito trabalhando como roteirista dos humoristas Viruta y Capulina no rádio, na televisão e também no cinema.
    Além do trabalho desenvolvido com a dupla, mostra também outros filmes roteirizados por Bolaños, sua carreira também como diretor, produtor, ator e também como escritor. Entre os feitos de Bolaños sem ser os programas que conhecemos estão peças de teatro, filmes, livros, a direção de uma novela escrita por Florinda Meza e também a Fundação Chespirito, responsável por levar saúde, educação e suporte social e familiar a milhares de crianças mexicanas desamparadas como o Chaves.
    Paralelo a tudo isso, o livro também traz detalhes da vida pessoal do ator, como a infância, o casamento com Graciela Fernández e também a união com Florinda Meza, com quem não teve filhos por ter feito uma vasectomia anos antes. Algumas das partes mais interessantes do livro são as cartas escritas pelas filhas de Bolaños, nas quais elas contam um pouco da relação com o pai e lembranças inesquecíveis que tem dele.

    Embora Chaves: A história oficial ilustrada seja basicamente uma biografia de Chespirito, ela ignora pontos importantes da vida do ator, como o rompimento dele com Carlos Villagrán e Maria Antonieta de Las Nieves. Não é possível que ninguém possa contar aos fãs o que realmente aconteceu para que eles se afastassem tanto, todos queremos e merecemos saber, porque, afinal de contas, os conhecemos desde sempre, são como se fossem da nossa família por conta do tempo presente em nossa vida e também da importância e da lembrança que esses programas nos trazem.

    E então pessoal, vocês também gostam de Chaves, Chapolin e outros personagens de Bolaños? Leram algum dos livros que falei? Me contem nos comentários.
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