• início
  • contato
  • parceria
  • blogroll
  • Livros Resenhados

  • Mostrando postagens com marcador Editora Novo Conceito. Mostrar todas as postagens
    Mostrando postagens com marcador Editora Novo Conceito. Mostrar todas as postagens

    06/08/2015

    A playlist de Hayden, de Michelle Falkoff (Resenha)

    Olá, pessoal!
    O livro que vim resenhar desta vez já foi divulgado aqui no blog anteriormente, e foi cortesia da editora Novo Conceito. Como falei que achei o livro interessante (pelos temas, por ter drama...), a Tainan deixou-o comigo para que o resenhasse. O exemplar é deste ano (2015) e tem 285 páginas.
    Fonte: Arquivo pessoal.
    Embora temas como bullying e suicídio sejam bem “divulgados” e tudo o mais, a Michelle Falkoff conseguiu escrever uma história sobre isso que fluísse e intrigasse no decorrer de toda a obra. A história começa quando Sam encontra seu melhor amigo, Hayden, morto. No quarto de Hayden ele encontra um pen-drive e um bilhete escrito “Para Sam. Ouça, você vai entender”. No pen-drive havia uma playlist com aproximadamente trinta músicas, cada uma supostamente trazendo algum significado no que o fez tomar a decisão de tirar a própria vida. Tudo que Sam sabia era que houvera uma festa e uma briga.
    No decorrer da história vê-se Sam tentando compreender a mensagem que o amigo lhe deixara, enquanto passa pelo período de luto num ciclo de raiva, culpa e saudades. Já de início se vê que a vida de Hayden não era fácil, tendo por principal ponto sua família. Seus pais viviam brigando com ele, e seu irmão e amigos o maltratavam com frequência. Particularmente acho essa violência desnecessária, mas são assuntos complicados, já que sempre há diversas questões por trás – embora não justifique.

    “Com Hayden, nunca dava para ter certeza” (p. 14).

    Um fato curioso logo ao início da obra é o de que Hayden já esperava que quem o encontrasse – morto no próprio quarto – fosse Sam. O que ele deixou não fora um bilhete como geralmente se espera, o que acaba por não responder de fato, definitivamente, o que o fez se matar. Não há um bilhete “Eu me matei por isso”. É algo subjetivo, e a resposta só vem a ficar clara nos últimos capítulos. E é esse ponto, que dá nome ao livro, que foi, em minha opinião, o ponto forte do livro. Não apenas por não deixar uma resposta clara, mas por proporcionar uma visão da pessoa a partir das músicas que, aliás, são ótimas. A quem for ler, recomendo que não deixe de ouvi-las. (Tem até Linkin Park! *-*) A playlist de Hayden, em minha opinião, ficou muito boa. São, no geral, músicas que abordam temas mais tristes, o que, convenhamos, fechou com o teor do livro.

    Pensei por um minuto sobre a crescente lista de pessoas que se sentiam responsáveis pela morte de Hayden. Todos nós estávamos certos e todos estávamos errados ao mesmo tempo. E, por fim, foi Hayden quem tomou aquela decisão. (p. 277)

    No decorrer do livro vários temas são abordados, como, por exemplo, a culpa. De quem fora a culpa pelo suicídio de Hayden? Esse questionamento aparece com certa frequência nos capítulos, junto a outras questões como raiva, bullying, solidão, amizade, etc. A “conclusão” dessa questão, aliás, é apresentada no final do livro, mas vale considerar que são coisas que podem nos fazer refletir bastante. Afinal, até que ponto influenciamos a vida alheia?
    Há outros pontos que valem a pena ser pensados, e de que se pode tirar alguma reflexão pertinente. Vê-se bastante o ser aceito pela sociedade, quais problemas que as pessoas se deparam com isso, a vergonha, a humilhação, a exclusão, etc. 
    Talvez uma das questões fundamentais do livro, pelo que tirei de minha leitura, seja que nunca conhecemos alguém de fato, e precisa-se ter consciência disso, de modo a evitar julgamentos e ações equivocadas. Algumas pessoas tendem a guardar as coisas apenas para si, e isso precisa ser, de certo modo, respeitado.
    Fonte: Google; edição: Paula.

    De pontos negativos, diria que tive a impressão de que ela tentou tornar Sam um adolescente um pouco “perfeitinho” demais. O que não é ruim, mas que me pareceu um pouco forçado. Aliás, um ponto do livro que me deu certa agonia foi que o rapaz não dorme! Fez sentido, claro, mas foi um pouco irritante – ao ponto de querer entrar na história e jogar sonífero na cara do Sam.
    Observei alguns pequenos erros no texto, sendo uns que não sei dizer se a responsabilidade recai no tradutor, no revisor, ou na própria autora. Não é querer culpar, apenas que observei pequenos erros, que até podem passar despercebidos. A edição do livro ficou muito boa, gostei dos capítulos terem por “título” as músicas da playlist. E devo dizer, aliás, que o título da obra aqui no Brasil ficou mais atrativo do que no original (Playlist for the dead).
    Por fim, o desenvolvimento da história e dos personagens foi bem elaborado. Sam e Hayden são adolescentes que curtem músicas, jogos, coisas geeks e etc., e basicamente são amigos desde que Sam se mudou para aquela cidade quando tinha seus oito anos. A questão da condição econômica e social de cada um ser diferenciada fez com que alguns pontos, talvez até clichês, tenham aparecidos, de modo a criar nos personagens motivos para suas ações. Hayden é de uma família rica, é disléxico, e tem certas desavenças com os pais, que exigem muito dos filhos, quanto às notas na escola, por exemplo, e quanto à alimentação, no caso específico de Hayden. O ponto marcante em Hayden é seu jeito quieto, tornando-o de certo modo um personagem forte. Particularmente, em grande parte da história o personagem que mais me agradou foi Hayden – Sim, mesmo ele tendo começado morto e ter se suicidado.  
    Quanto ao final, acho que eu esperava um pouquinho mais... Mas não deixa de ser bom. Recomendo para todos que se interessam por esses temas e que gostem de um pouquinho de drama.
    Na capa do livro há a frase “Você nunca conhece uma pessoa até ouvir o que ela gosta”, e, portanto, deixo aqui a sugestão para que pensem a respeito, quem sabe até fazer a própria playlist. A minha playlist obviamente teria músicas dramáticas – talvez acrescentasse algumas da playlist de Hayden – mas só porque amo drama (e teria Linkin Park, claro).
    E aí? Se interessaram? Pretendem ler? Quais músicas os definiriam?

    14/07/2015

    Se eu ficar (resenha)

    Olá leitores,

    Sei que é um livro famoso, inclusive foi filmado, mas resolvi dar a minha opinião a respeito mesmo assim, visto que quando comentei que leria na Maratona de Inverno vocês falaram que gostariam de resenha. Vamos lá: 
    "Se eu ficar" foi escrito pela Gayle Forman, publicado pela editora Novo Conceito no ano de 2014 e contém 196 páginas. A minha edição tem o primeiro capítulo da continuação, denominada "Para onde ela foi" e entrevista com os autores do filme.
    "Se eu ficar" narra a história de Mia, de 17 anos. Um dia, ela sai para passear com os pais e o irmão caçula quando todos sofrem um grave acidente de carro, seus pais morrem na hora. Mia fica em coma no hospital e tem que decidir se vai ficar viva ou não. A história é narrada em primeira pessoa pela Mia, se dividindo entre a rotina do hospital em que se encontra e a vida que tinha antes do acidente, ou seja, seu relacionamento complicado com Adam e seu sonho em ir para uma faculdade estudar música. 

    Foto: arquivo pessoal

    Com respeito a protagonista, já li críticas dizendo que falta maturidade da parte dela, não senti isso. Acho que pela situação complicada que ela se encontra, agiu como achou que deveria. Aliás, acho difícil ser madura para encarar a perda dos pais. 
    Sobre o Adam, par romântico da protagonista, não me agradou. Acredito que quando não se tem triângulo amoroso, o par romântico deve encantar o leitor, o que não foi o caso. Apesar de narrar o romance dos dois, não foi algo que me convenceu, embora ele tenha ido no hospital ver a garota. Tive a impressão de que ele privilegia mais a carreira do que o romance dos dois em si.

    Adam me convidou para assistir o ensaio da banda dele. E foi pior do que na escola. Se eu já me sentia um peixe fora d'água na minha própria família, me senti um peixe em Marte com os amigos de Adam. 
    Uma coisa que me incomodou muito na obra foi o fato de não possuir capítulos, visto que sempre paro a leitura quando troca de capítulo. O que o livro tem são umas subdivisórias que mostram a troca de tempo da narrativa entre o presente (rotina do hospital) e o passado (antes do acidente), também representado pelo horários dos acontecimentos. Acredito que se tivesse uma troca de capítulos, a leitura fluiria melhor. 
    A edição é boa, com uma letra e espaçamento de tamanho ideal. A imagem da capa é do filme mesmo, acredito que já tenha sido lançado assim no Brasil, pois não vi nenhuma outra.
    Conforme dá para deduzir pelo enredo, é um livro bem dramático que nos transmite emoção. Recomendo para os fãs do gênero. 
    Vocês já leram? Gostaram? Pretendem ler? Gostariam que eu fizesse um "livro x filme"?

    01/04/2015

    A Mais Pura Verdade (resenha)

    Olá leitores,

    Recebi o livro completo da editora Novo Conceito o livro completo após postar as minhas primeiras impressões sobre ele (aqui). 
    A Mais Pura Verdade é o livro de estreia do autor Dan Gemeinhart, publicado em 2015 pela editora Novo Conceito e contém 217 páginas.

    Foto: arquivo pessoal

    O livro narra a história de Mark, um garoto de doze anos que resolve fugir de casa após descobrir que tem câncer para realizar o maior sonho da sua vida. Ele parte para essa aventura na companhia de seu fiel amigo, o cachorro Beau. Também leva uma máquina fotográfica para registrar a viagem, a qual não é apenas de momentos bons.

    Foto: arquivo pessoal

    Na obra é possível notar as oscilações da saúde do protagonista, o que faz o leitor se emocionar:

    "Uma história comovente, que vai fazer você querer abraçar bem forte o protagonista" Holly Goldberg Sloan
    A obra é dividida em capítulos e subcapítulos, cujos capítulos (representados por números inteiros) são narrados em primeira pessoa por Mark, nos quais o acompanhamos nessa jornada e vimos sua persistência e sofrimento.

    Foto: arquivo pessoal

    E os subcapítulos (números fracionados, por exemplo capítulo 7 1/2) é narrado em terceira pessoa, nos mostra a preocupação dos pais de Mark em acha-lo e o dilema de Jessie, sua melhor amiga e unica que pessoa que sabe onde encontrá-lo e não sabe se conta ou se mantem fiel ao amigo que pediu segredo.

    Faltava sua metade. Ela não suportava a carteira vazia. Um melhor amigo ausente.
    Apesar da troca de tipo de narrativa a obra não é confusa devido a divisão de partes do capítulo que facilita a localização do leitor na história. Também achei necessário isso pois podemos ver a visão do protagonista e dos demais que estão preocupados com ele, o que nos dá uma visão ampla do que está ocorrendo no enredo.

    Aqui estou eu, nesta viagem, e eu estava com medo de morrer.
    É uma obra de linguagem fácil, a qual não vemos a leitura passar, ou seja, quando você nota já está no final do livro de tão envolvente que ele é.
    Considero uma história completa porque contém drama, aventura, suspense, amizade e nos emociona.
    Com respeito a edição, devo dar parabéns a editora, é perfeita! Com folhas amareladas, letras grandes e divisórias de capítulo belíssimas.
    Já conheciam o livro? Pretendem ler? Gostam de livros emocionantes? Comentem.

    24/02/2015

    De repente Ana (resenha)

    Olá leitores,

    De repente Ana é a continuação de Simplesmente Ana, para conferir a resenha do primeiro clique aqui, contém spoilers do primeiro livro.
    De repente Ana é da autora brasileira Marina Carvalho, o livro foi publicado pela editora Novas Páginas no ano de 2014 e contém 317 páginas.
    Estranhei demais o fato de ter uma continuação já que a autora já havia dado um fim no primeiro livro, incluindo o fato de falar que a protagonista teria sido feliz para sempre, o que não ocorre no segundo livro. Todavia, parece que os fãs pediram que eu houvesse uma continuação e assim foi feita.

    Foto: arquivo pessoal

    Ana está viajando com Alex, seu namorado, quando recebe a notícia que seu pai, o rei Andrej da Krósvia sofreu um acidente de helicóptero e está inconsciente, sendo assim, ela terá que assumir o trono, contudo, Ana, como viveu a maior parte de sua vida no Brasil, não entende nada da politica da Krósvia, sem contar que terá barreiras a enfrentar, tais como: a mídia que não a considera preparada para as responsabilidades da coroa e os inimigos do rei. Essa primeira parte do livro é centrada mais nas leis da Krósvia.
    Esse livro, além de ser narrado pela Ana, também é narrado pelo Alex, embora ache fundamental para o desenvolvimento do enredo mostrar a visão dele, o personagem me decepcionou muito, achava que ele era mais compreensivo e apoiasse mais a Ana nesses momentos de dificuldade. Apesar de ser narrado de forma masculina achei desnecessário os palavrões na narrativa dele. 
    Outra personagem que também está presente no livro é a Laika (apelidada pela Ana de nome de cachorro), a ex do Alex, enquanto a Ana fica distante devido aos deveres da coroa, ela aproveita para se aproximar dele.

    Foto: arquivo pessoal

    A leitura é leve e flui muito bem, é aquele livro que costuma fazer você querer ler o próximo capítulo e não largar mais pois é uma trama bem envolvente.
    A respeito da capa, é bonita, mas eu particularmente gostei mais da capa do primeiro livro porque tem aquele ar de livro histórico, as folhas são amareladas e a letra de um tamanho razoável.
    Embora a continuação não seja tão perfeita como o primeiro livro, acho válida a leitura para saber o futuro dos personagens.


    19/02/2015

    Simplesmente Ana (resenha)

    Olá leitores,

    Simplesmente Ana é da autora brasileira Marina Carvalho, foi publicado pela editora Novas Páginas no ano de 2013 e contém 301 páginas.
    Ana é uma garota mineira que leva uma vida normal acreditando que seu pai abandonou sua mãe assim que descobriu a gravidez, um dia recebe uma mensagem no Facebook: "Desculpe, mas acho que sou pai". Curiosa, ela resolve responder e então descobre que seu pai é o rei da Krósvia e quer que ela conheça o país e seja apresentada como princesa.

    Fonte: arquivo pessoal


    Você leitor deve ter pensado "mas isso é me lembra o Diário da Princesa da Meg Cabot", então Simplesmente Ana é inspirado na obra da Meg, contém inúmeras referencias:

    Fiquei me lembrando de um livro que li sobre uma princesa americana recém-descoberta. Eu estava algo bem parecido, com exceção dos cabelos indomáveis. Isso eu não tenho, graças a Deus.
    Apesar de ser inspirado no Diário da Princesa, o livro toma rumos diferentes, Ana resolve ir para a Krósvia, apesar de não falar o idioma nativo, consegue se comunicar por falar fluentemente inglês. Ana deixa no Brasil Artur, o rapaz com quem ela estava iniciando um romance, todavia, é na Krósvia que conhece Alex, o enteado do rei, a qual começa a incomoda-la pois acredita que ela apareceu apenas para ficar com a herança do rei. Além do mais, Alex se oferece para mostrar o país para ela, em alguns momentos ele se mostra amigável em outros muito rude, vale ressaltar que ele tem uma namorada.
    Ana descreve Alex como "gostosão", descrição a qual acho muito vaga, pois na minha opinião isso é muito relativo, o que pode ser gostoso para ela, pode ser feio para outra pessoa, a beleza é relativa. 
    Outra coisa que me incomodou foi a troca de mensagens escrita no "internetês", apesar de entender que é para transmitir a ideia de que estava realmente na internet, um "naum" me incomoda, acho que a ideia poderia ser passada com o português correto. Entretanto, a troca de e-mails é feita com a grafia correta.
    É uma obra genuinamente brasileira, repleta de referencias ao nosso país, em um determinado momento da história, Ana escuta só hoje do Jota Quest.
    Os capítulos são nomeados e narrados em primeira pessoa pela protagonista e a letra é de um tamanho razoável.

    Fonte: arquivo pessoal

    As personalidades dos personagens são bem trabalhadas no campo psicológico, cada um tem sua personalidade própria, me identifiquei muito com a protagonista, a Ana, a qual gosta muito de livros e é madura.
    Apesar das ressalvas, recomendo o livro pois possui um enredo envolvente e leve, isto é, daqueles que você fica lendo até de madrugada para saber o final.

    30/12/2014

    Um Gato de Rua Chamado Bob: a história de amizade entre um homem e seu gato (resenha)

    Olá leitores,

    Não sei se todos sabem, mas sou apaixonada por gatos, tenha uma chamada Meia Noite, logo, a capa linda com esse gato laranja de cachecol me chamou a atenção.
    Um gato de  rua chamado Bob é do autor James Bowen e foi publicado pela editora Novo Conceito no ano de 2014 (a 5ª impressão, que é a que eu tenho), contém 234 páginas e é o primeiro livro de uma trilogia. 
    Fonte: Editora Novo Conceito

    O livro é uma autobiografia do James Bowen, o qual ganha a vida tocando guitarra nas ruas de Londres, não o considero um morador de rua porque teoricamente ele não vive na rua e sim em um apartamento simples alugado com o dinheiro que ganha. Mas sim, ganha dinheiro nas ruas. Enfim, James é alguém tentando largar o vício em heroína. Um dia encontra um gato laranja no prédio em que mora, a principio James acredita ser o animal de estimação de algum morador, mas depois de perguntar e ver que não, resolve ajudar o gato, pois o mesmo está ferido. Após duas semanas de tratamento, ele pensa devolver o animal para as ruas de Londres, contudo nota que o gato se apegou a ele, então resolve ficar com o bichinho. Um dia, James sai para tocar nas ruas e Bob o segue, logo, James começa a reparar que Bob chama a atenção das pessoas e consequentemente, ele ganha mais dinheiro, James reluta em transformar Bob e em seu companheiro de trabalho, mas observa que Bob gosta de estar ali olhando o movimento das ruas.

    Por ser uma biografia, é uma leitura que não prende a atenção, pois conta a rotina da vida dos dois, sabe-se que não é todo dia que acontece algo de muito interessante na vida, também não tem suspense, cada capitulo é um dia. 
    James descreve perfeitamente o comportamento de Bob e pesquisa se isso é normal com os demais gatos, portanto é um livro que indiretamente fala sobre o comportamento dos gatos.
    Além dos gatos, o autor também relata as dificuldades de alguém em tratamento para largar o vício das drogas. A obra também aborda as dificuldades de trabalhar nas ruas e os programas que Londres tem de apoio a essas pessoas.
    É impressionante o quão Bob ajudou o seu dono a lidar com os problemas, acho que o fato de ter alguém para cuidar, dependente dele ajuda. 
    A obra possui uma linguagem simples.
    É uma história de superação de dificuldades e do amor de um homem pelo seu animal de estimação, eu, como uma apaixonada por gatos, adorei. Porém, não recomendo para quem não gosta de animais, pois é bem descritivo no relato de comportamento deles.
    Pretendo fazer uma postagem só de citações sobre o livro, tem várias maravilhosas, aguardem.
    Vocês já leram? Gostaram? Gostam de gatos? Comentem.

    14/08/2014

    Lola e o garoto da casa ao lado: a fórmula perfeita para paixão e o humor



    Olá leitores,

    Devo relatar que o título do livro me lembrou do quase homônimo O garoto da casa ao lado da Meg Cabot, contudo, o que resenho é da Stephanie Perkins e se chama Lola e o garoto da casa ao lado, o mesmo foi publicado pela editora Novo Conceito em 2012 e possui 288 páginas. Novamente fui atraída pela capa, essa com a garota bonita de peruca roxa, entretanto, apesar  da capa me chamar a atenção, o que me convence a levar o livro é sempre a sinopse, segue um pequeno trecho da mesma: 
    Tenho três desejos bem simples. [...] O primeiro é participar do baile de inverno vestida de Maria Antonieta. [...] O segundo é que meus pais aprovem meu namorado. [...] O meu terceiro desejo? Nunca, jamais, em hipótese alguma, voltar a ver os gêmeos Bell.
    Lola é simplesmente Lola, ou seja, é ela mesma sem se importar com que os outros pensam: usa perucas coloridas, roupas que ela mesma costura, abusa dos brilhos e conversa com a lua. Tem 17 anos e o namorado Max, 22. O que faz com que os pais dela, um casal homossexual, não o aprovem, além do mesmo ser rockeiro. 
    Ao contrário do que deduzimos ao ler o título, o garoto da casa ao lado não é o atual namorado e sim um ex, o qual era vizinho de Lola e volta a morar ali depois de algum tempo. Nesse meio tempo, ela já havia superado o termino e já estava com Max. Claro que a volta dele, confunde a sua cabeça e o seu coração. Seu ex é Cricket, um dos gêmeos Bell, a irmã dela chama-se Calliope e é patinadora artística, o que obriga sua família a viajar para acompanhá-la em torneios. 
    A história começa lenta, mostrando as lembranças de Lola e Cricket na infância, contando o motivo da separação. Isso faz com que o leitor demore a se habituar à obra e queira largá-la, pois por muitas páginas, tem-se a impressão de que não vai acontecer nada. Entretanto, quando o enredo começa a se desenrolar, você não consegue largar o livro. A história gira em torno do triângulo amoroso: Lola, Cricket e Max. Basicamente, vemos a indecisão da mesma em escolher um deles, o fato de ser narrado em primeira pessoa, faz com que dê vontade de ir pessoalmente dar uns conselhos para a protagonista. Geralmente, prefiro livros narrados na terceira pessoa, pois dá um ar mais realista a história, todavia, acredito que nesse caso, a escolha foi feita corretamente, pois é possível se divertir muito sabendo o que se passa pela cabeça de Lola. 
    A leitura é boa, a linguagem é simples e quando complica temos uma nota de rodapé explicando. Considero o livro infanto-juvenil, logo, recomendo para todos os que curtem esse tipo de leitura.

    E vocês: já leram? gostaram? pretendem ler?


    Eu curto literatura. Todos os direitos reservados.© - Powered by Blogger. imagem-logo