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    27/11/2017

    Feira do livro de Criciúma + livros que comprei

    Olá, leitores!

    Durante o mês de outubro ocorreu a Feira do Livro de Criciúma (o post atrasou devido a eu ter ficado um bom tempo sem internet e a rotina corrida que estou tendo). A feira se resume a um corredor com estandes de livrarias e sebos e fica localizada na praça central. De forma que toda vez que eu passava no centro, acabava levando algum livro.

    Foto: arquivo pessoal
    Foto: arquivo pessoal
    Como podem ver, é bem movimentada. Em sua maioria são obras best sellers, ou seja, nada muito raro ou desconhecido. Também tinha que ficar de olho pois nem todos os estandes estavam com um preço bom:

    Foto: arquivo pessoal
    Foto: arquivo pessoal
    Vale ressaltar que tem muitos livros infantis pois há professores que levam os alunos para conhecer a feira, o que é um ótimo incentivo a leitura.

    Foto: arquivo pessoal
    Concluo que apesar da feira ser pequena, se ir com tempo dá para encontrar obras diferentes com um preço bacana. Agora vamos ao que eu adquiri na feira:

    As melhores histórias de Sherlock Holmes (Sir Arthur Conan Doyle):

    Nunca li nada do Sherlock, apesar de ter visto a série, então achei interessante começar por este livrinho que paguei R$ 19,90.

    Foto: arquivo pessoal
    Aos 20 e poucos... (Elaine Fonseca):

    Como tenho vinte e poucos o livro me chamou a atenção e estava com um preço ótimo: R$ 5. 

    Sinopse: 

    Passando pela crise que acompanha muitas mulheres em seus 20 e poucos anos, Laura se vê envolvida por várias questões cruciais de onde precisa se libertar para conseguir "sobreviver".
    Laura não difere muito da maioria das mulheres. Aos vinte e poucos anos, vive num apartamento alugado com duas amigas, estuda, trabalha e de vez em quando se vê envolvida com alguns homens complicados. Mas nem sempre é assim e, em alguns momentos, parece que a complicação vem dela ou, ainda, que o mundo todo conspira contra. Mas isso é só de vez em quando...
    Na maior parte do tempo, o que acontece mesmo é que Laura se envolve em situações inusitadas e engraçadas, mas consegue sair delas da mesma forma que entra: quase sem querer. Aos 20 e Poucos... - lançado pela Editora NovaTerra - resume a vida de uma mulher solteira que busca afirmação frente à vida adulta e tenta percorrer sua terceira década de vida driblando as dificuldades naturais da idade.
    A obra marca a chegada de Elaine Fonseca ao mercado e traz uma visão brasileira ao universo feminino tão abordado e retratado por autoras estrangeiras. 

    Foto: arquivo pessoal
    A sexta mulher (Suzannah Dunn):

    Assim que vi o título já saquei que se tratava de Henrique VIII, afinal quem mais tem seis mulheres? Como meu livro favorito também se trata de Catarina Parr (leia a resenha aqui), resolvi ler mais sobre ela. Custou R$ 10.

    Sinopse: 

    Romance arrebatador sobre amor, paixão e traições na conturbada Era Tudor. Com a morte do rei Henrique VIII, sua sexta — e última — mulher, Catarina Parr, torna-se viúva após quatro anos de completa dedicação a um complicado casamento. Poucos meses após a morte do marido, Catarina conhece o atraente Thomas Seymour, com quem vive, pela primeira vez, uma forte paixão. O casal se une em um polêmico casamento, que se torna alvo de severas críticas. Sua melhor amiga, a duquesa de Suffolk, é a mais implacável opositora dessa união. Logo, as duas revelam-se grandes rivais, competindo pelo amor do mesmo homem. 

    Foto: arquivo pessoal

    Bolsas, beijos e brigadeiros (Fernanda França):

    Sinopse:

    Melissa é uma jovem e impetuosa jornalista, que vive de escrever suas deliciosas aventuras por belas e curiosas cidades do mundo. Em nova fase de sua vida profissional, ela viaja à Europa em busca de cenários para as suas matérias e também de suas raízes italianas. Em meio a essa instigante jornada, além dos percalços comuns a uma mochileira no Velho Mundo, Melissa precisa lidar com a distância de seus familiares queridos, principalmente de sua mãe— grávida de um filho temporão —, e os misteriosos sumiços de seu namorado, Théo. O que será que ele lhe esconde? Por que desaparece sem deixar rastros e reaparece como se nada tivesse acontecido? É o que o leitor irá descobrir ao ler este saboroso romance e misto de guia turístico da Europa.

    Foto: arquivo pessoal

    Eu vivi por um sonho (Maria Rosa Cutrufelli):

    Como mencionei, a feira fica na praça central da cidade, de forma a todo mundo passar por ela, eu estava indo pegar o ônibus quando vejo um romance histórico por R$ 10, sem tempo para olhar direito a sinopse (se não perderia o ônibus) compro. Só fui saber mais sobre o livro quando estava a caminho de casa. O mais intrigante é que não sei nada sobre a vida Olympe de Gouges, terei que ler a obra. Mas de qualquer forma achei o preço bem bom, o livro é grande e a edição é linda.

    Sinopse: 

    Olympe de Gouges é considerada um dos personagens mais emblemáticos da Revolução Francesa. Na Paris onde reinava o Terror de Robespierre, o destino da autora da "Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã" (1791) acabou sendo a guilhotina. Uma verdadeira mártir dos direitos femininos, Olympe tornou-se personagem do comovente romance histórico da italiana Maria Rosa Cutrufelli, que recria à perfeição a atmosfera da conturbada capital francesa do século XVIII.

    Foto: arquivo pessoal
    Dom Pedro I vampiro (Nazarethe Fonseca):

    Toda vez que passava pela feira (que foram várias) um livro me chamava a atenção: "Dom Pedro I vampiro", tem horas que olhava em pensava: "parece interessante e criativo" e às vezes pensava: "nossa, parece uma bobagem!" (você é do time: interessante ou bobagem? Comente!) Por fim, comprei e assim que ler venho contar para vocês se é interessante ou uma bobagem. 

    Sinopse:

    Pedro é um vampiro. Ele tem hábitos simples, alimenta-se de sangue, dorme durante o dia, dá o ar de sua graça quando chega a noite. Resultado da longa existência, contabiliza inimigos que o perseguem há mais tempo do que pode suportar. É o preço da imortalidade.
    A vida de Pedro já havia sido bem diferente. Em outro momento, ele foi mortal. Muito jovem, teve de enfrentar o desafio de governar uma colônia corrupta e falida, atividade da qual fez questão de livrar-se na primeira oportunidade.
    Cansado de ser contido e controlado, o que não combinava com o seu temperamento, declarou independência de um país tropical, sobre o qual haviam depositado muitas esperanças, mas que andava pouco acreditado. E Pedro o fez prosperar, contra tudo e contra todos!
    Amado, odiado, disputado pelas mulheres, sedento de sangue e de poder, governou o Brasil e nele deixou marcas profundas de suas paixões e desejos. Reis, rainhas e imperadores tornam-se imortais através da morte, como aconteceu a Dom Pedro I, que por um golpe do destino fez o Imperador do Brasil se tornar um vampiro. 

    Foto: arquivo pessoal
    Já leram algum destes livros comentem? Qual gostaram mais? Qual querem resenha primeiro aqui no blog? O que acharam das minhas compras? Comentem.

    20/11/2017

    Trevas, de J. Modesto [Resenha]



    Sinopse: O Sol ardente contribuía para irradiar a luz própria das igrejas da Cidade do Vaticano. Cenário ideal para uma misteriosa conversa entre o Cardeal Giglio e Sua Santidade, o Papa. Diante de um secreto dossiê, o Papa dá carta branca ao cardeal, para combater o Mal com o Mal. Perante tal contexto, não se iluda o leitor que está diante de uma mera ficção religiosa. O autor, J. Modesto reuniu neste livro suas diversas cenas de terror e suspense, e que, de forma inteligente contextualizou-as no submundo do tráfico de entorpecentes de São Paulo e Rio de Janeiro. Lugar no qual o bem e o mal, o certo e o errado, confrontam-se diariamente, mas do que se possa imaginar. Com esta mistura engenhosa de realidade e ficção, o leitor se depara frequentemente com a dúvida do que é ou não real.












     Oi gente!
    Hoje a resenha é de um livro nacional. Rufem os tambores, lustrem o chão com suco de limão, e espalhem pétalas de rosa, por que esta resenhista que vos escreve raramente lê um livro nacional.
    Maaas, vamos ao que interessa e falemos sobre Trevas, um livro de suspense, do autor J.Modesto – mesmo autor de Anhangá, A fúria do Demônio e O Vampiro de Schopenhauer –, publicado pela Giz Editorial em 2006.
    Quando escrevemos resenhas, geralmente começamos falando sobre quem pode gostar do livro em questão, e quem pode não gostar, de acordo com o perfil do leitor – isso por que nosso gosto são muito subjetivos. Eu mesma não tenho muita afinidade com livros sobre vampiros, lobisomens ou zumbis, então é de se esperar que esse livro não tenha sido do meu agrado.
    Mas vamos explicar o que não me conquistou no livro:
    Achei, logo de início a narrativa arrastada, com muitas páginas descritivas e pouca interação e ação em comparação a isso. A narrativa é em terceira pessoa, e não há somente um ponto de vista, como é comum na maioria dos livros. Tal escolha de narrativa deve ser sempre tratada com cuidado para não deixar a leitura confusa – o que foi exatamente o que aconteceu comigo, que acabei não me prendendo a nenhuma personagem em específico, e por isso na metade da leitura tive de retroceder por ter me confundido com tantos personagens, que abrangem um justiceiro, com um poder aquisitivo razoável e conhecimentos de artes marciais que o levam a ter o codinome de “Nunchako Vingador”, um empresário com uma forte ligação com o crime organizado e o tráfico de drogas que não se parece em nada com o que vemos nos nossos criminosos e mais parecia uma caricatura de gangster dos anos setenta, uma dupla de investigadores (um deles, mexicano, – por que em CSI, NCSI, Major Crimes, Desaparecidos, e séries e filmes em geral sobre policiais tem que ter mexicanos), um assassino de aluguel vindo dos morros cariocas, um cardeal italiano, um vampiro e um demônio, e nessa salada nem acrescentei os personagens secundários. Em resumo, essas foram as principais razões de eu não colocar os livros entre os meus Top 10.
    Por outro lado, sei muito bem que há leitores que não se importam com narrativas descritivas, e que gostam se narrativas com vários pontos de vista, e é notável que o autor é influenciado pelo estilo de Mary Shelley, Anne Rice e H.P. Lovecraft. – e por isso, se você gostou desses livros, vai gostar de Trevas. – um ponto pessoalmente positivo, é que o vampiro do livro não é um pretenso ícone da cultura pop adolescente – desculpe gente, mas um vampiro que brilha e sobrevive século e séculos sem sangue humano é a meu ver, contra as regras dos vampiros.

    É isso pessoal, qualquer dúvida com relação ao livro, estamos a disposição, é só deixar nos comentários.
    Até a próxima,
    Haidy.

    18/11/2017

    Desejados da Black Friday: livros!

    Olá, leitores!

    A Black Friday está chegando, é dia 24/11, por isso preparei a minha lista de livros que eu desejo comprar, focando em terminar as séries que já comecei a ler, vamos a lista:

    Lembrança (série "A Mediadora" volume 7) - Meg Cabot:

    Li os seis primeiros volumes, que até então concluíam a série quando era pré-adolescente, depois de anos a Meg resolveu lançar mais um livro dando continuidade a história de Suzannah e Jesse (personagem que deu o nome ao meu coelho de estimação), apesar de estar relutante com final, já achava bom no volume 6, pretendo ler. 

    Créditos: editora Galera
    Série Os Bridgertons - Júlia Quinn:

    Tenho os seis primeiros volumes, então gostaria de adquirir os dois últimos para completar a coleção desta série maravilhosa de romances de época.

    Créditos: editora Arqueiro

    Ruína de gelo (último volume da trilogia Fortaleza Negra) - Kel Costa:

    Esta é a melhor série de vampiros que já li e é de uma escritora brasileira, só não curti porque vou ficar com capas diferentes, meus dois primeiros volumes são da Editora Jangada depois passou para Ler Editorial que refez a série com umas capas em um estilo bem diferente, que achei bem infantil. Segue as fotos para vocês entenderem:

    Capas da Ler Editorial:

    Créditos: blog Pétalas de Liberdade

    Capas da editora Jangada (as que eu tenho):

    Créditos: blog Overdose Literária

    Acho as da Jangada muito melhores, pena que não lançaram o último volume. Mas o importante é eu completar a coleção. Quais capas vocês gostaram mais? Por que? Comentem.

    Participe do grupo Eu Curto Literatura no Facebook

    Esta é a minha lista de desejados, provavelmente vou comprar mais, mas prometo mostrar aqui tudo. O que estão desejando comprar? Comentem.

    06/11/2017

    Minha Lady Jane, de Cynthia Hand, Brodi Ashton e Jodi Meadows (resenha)

    Olá, leitores!

    Assim que lançou o Minha Lady Jane, fiquei curiosa para ler pois já conhecia um pouco da história de Jane Grey, a rainha dos nove dias. Mas ao contrário do que um imaginei, não é um livro histórico e sim uma fantasia com um fundo histórico, ou seja, ela usa como base os personagens e contexto para criar uma fantasia. Logo no começo da obra as autoras explicam um pouco disso:

    Preste atenção. Mexemos um pouquinho nos detalhes que pareceram insignificantes. E rearranjamos completamente os detalhes mais importantes. Alguns nomes foram trocados para proteger os inocentes (ou não tão inocentes assim, ou talvez simplesmente porque achamos que o nome em questão era péssimo e preferimos o outro nome que inventamos). E adicionamos um toque de magia para deixar as coisas mais interessantes. Então, é sério: qualquer coisa pode acontecer. (página 13)
    Foto: arquivo pessoal


    Na sociedade criada pelas autoras existem os edianos, que são seres humanos capazes de se transformar em animais. Henrique VIII era um, quando ele faleceu Eduardo, seu único filho homem assume, e resolve proteger os edianos dos verdádicos (pessoas normais que são contra eles). Porém ao se ver doente, Eduardo teme que o torno vá para Maria, que é totalmente contra os edianos. Por isso, com o auxilio de um conselheiro, ele trama que Jane Grey, sua melhor amiga e prima, assuma o trono. Para isso, ele casa Jane com um Gê, um ediano que dia é cavalo e a noite um homem normal. Assim, Jane, que já era fascinada por edianos, vivia lendo sobre eles, seria totalmente a favor. 

    Mas qual era a alternativa? Maria ainda era uma verdádica, além de uma verdadeira estraga-trazeres. Bess ainda não tinha uma opinião formada a respeito de edianos. Jane era a única escolha decente para a linha de sucessão real. (página 85)
    - Estou casando minha própria prima com um cavalo. (página 28)

    O livro é dividido em três pontos de vista: Jane, o rei Eduardo e Gê (o cavalo), acredito que cada autora tenha escrito um, visto que temos três autoras e três protagonistas. Mas é muito bem narrado que não podemos adivinhar quem escreveu qual. Sobre Jane, é encantadora, corajosa, teimosa e inteligente. Ah... ela ama ler! Logo, me apaixonei logo de casa. Tem que encarar o futuro de ser rainha e a realidade de estar casada com um cavalo. Eduardo é machista, infantil e com planos malucos. Já Gê é de dia cavalo e de noite humano, o que complica um pouco as coisas hehe. A obra também retrata personalidades conhecidas como Maria Tudor e Elizabeth I (Bess, como é chamada no livro). 
    Apesar de não ser um livro histórico a obra faz menções aos fatos, diversas vezes Ana Bolena é mencionada, senti falta de abordarem Jane Seymour, a mãe de Eduardo. O pouco de fidelidade histórica que tem me agradou muito. Porém a parte dois do livro, cuja observação das autoras é "jogamos o lado histórico pela janela" se tornou arrastada, apesar da minha curiosidade de saber se iam ou não manter o destino da verdadeira Jane, custei a terminar de ler. Vale ressaltar que as autoras pretendem criar o mesmo estilo de livro com outros personagens históricos, já estou curiosa para saber qual o próximo.
    Já leram? Gostaram? Pretendem ler? O que acharam da ideia de misturar história com fantasia? Comentem.

    04/10/2017

    Últimos livros adquiridos

    Olá, leitores!

    Como vocês já sabem, tenho tentado comprar menos para tentar diminuir a pilha de não lidos na estante, porém as promoções são tentadoras. Nesta postagem vou mostrar os últimos livros que comprei, são acumulados de vários meses:

    Dois lançamentos que eu queria muito e aproveitei para comprar na Amazon foram: "Minha lady Jane" (Cynthia Hand, Brodi Ashton e Jodi Meadows) e "Três coroas negras" (Kendare Blake), ambos de fantasia. Na ocasião ainda perguntei no grupo do Facebook do blog qual deveria ler primeiro (participe, estamos sempre falando de livros e comentando promoções lá. Link), e como deu empate na enquete, li "Minha lady Jane", em breve terá resenha aqui no blog. Confira as sinopses:

    Minha lady Jane:

    Toda história tem sempre duas versões... Inglaterra, século XVI, dinastia Tudor. O jovem Rei Eduardo VI está à beira da morte e o destino do país é incerto. Para evitar que o poder caia em mãos erradas (leia-se: nas mãos de Maria Sangrenta), Eduardo é persuadido por seu conselheiro a nomear Lady Jane Grey, sua prima e melhor amiga, como a legítima sucessora. Aos 16 anos, Jane está em um relacionamento muito sério com seus livros até ser surpreendida pela trágica notícia de que terá de se casar com um completo estranho que (ninguém se lembrou de contar para ela) tem um talento muito especial: a habilidade de se transformar em cavalo. E, pior ainda, descobre que está prestes a se tornar a nova Rainha da Inglaterra! Arrastada para o centro de um conflito político, Jane suspeita de que sua coroação na verdade esconde um grande plano conspiratório para usurpar o trono. Agora, ela precisa definitivamente manter a cabeça no lugar se... Bem, se não quiser literalmente perder a cabeça. Um rei relutante, uma rainha-relâmpago ainda mais relutante e um nobre (e) garanhão puro-sangue que não se conformam com o destino que lhes foi reservado; uma história apaixonante, envolvente, cativante, sedutora... E mais uma porção de sinônimos que só Lady Jane seria capaz de listar. Tudo com uma leve semelhança com os fatos históricos. ...afinal, às vezes a História precisa de uma mãozinha.

    Foto: arquivo pessoal
    Três coroas negras: 

    A cada geração na ilha de Fennbirn nascem rainhas trigêmeas: três herdeiras da coroa, cada uma com um poder mágico especial. Mirabella é uma elemental, capaz de produzir chamas e tempestades com um estalar de dedos. Katharine é uma envenenadora, com o poder de manipular os venenos mais mortais. E Arsinoe é uma naturalista, que tem a capacidade de fazer florescer a Rosa mais vermelha e também controlar o mais feroz dos leões. Mas para coroar-se rainha, não basta ter nascido na família real. Cada irmã deve lutar por esse posto, no que não é apenas um jogo de ganhar ou perder: é uma batalha de vida ou morte. Na noite em que completam dezesseis anos, a batalha começa. Na hora de reinar, apenas uma restará.

    Foto: arquivo pessoal
    Neste mês de setembro estive em Campinas e juntamente com a Deborah (colaboradora aqui do blog) e a Amanda (beijo, meninas) fomos olhar livrarias. Como a Amanda é formada em História, aproveitei para pedir dicas de livros sobre o tema, mas com uma "pegada" literária, ou seja, nada com cara de livro didático, e ela me disse que eu tinha que ler algo da Mary del Piore, só que na livraria que estávamos todos os livros dela eram muito caros. Nisso, fomos a uma feira de livros e achei "Histórias e conversas de mulher" dessa autora por R$10, aproveitei. Obrigada pela dica, Amanda!

    Histórias e conversas de mulher (Mary del Priore):

    Namoros com homens mais jovens. A paixão por usar botinhas de salto. Corpo trabalhado artificialmente para projetar seios e nádegas e assim ficar mais voluptuoso. O uso de cremes com ingredientes naturais para clarear a pele. Sim, a vida de algumas sinhás do século XVIII lembra a de uma mulher do século XXI... Mas só na aparência. Foram necessários mais de 200 anos para que as mulheres conquistassem direitos que permitem a livre expressão e o exercício da cidadania; votar, usar anticoncepcionais, divorciar-se, ir à praia de biquíni, ocupar cargos de alto escalão em empresas multinacionais e muitas outras coisas.

    Foto: arquivo pessoal
    Ainda na feira, a capa de  "Dearly, departed: o amor nunca morre" (Lia Habel) me chamou a atenção, fui olhar a sinopse e lá estava escrito: "você se IDentifica com este livro? Leia a página 66". Fui ler e fiquei muito curiosa. Resultado: comprei. Mais tarde fui descobrir que esta chamada de ler uma página antes de comprar faz parte do marketing da editora ID, pois no "Beijo de vampiro" (Ellen Schreiber) que adquiri na mesma feira também tem. Adorei a ideia de você ler uma página do livro e conhecer a narrativa antes de comprar. Ambos foram R$ 10.

    Dearly, departed: o amor nunca morre (Lia Habel):

    Ela é Nora Dearly, uma garota neovitoriana de 17 anos que sofre com a morte dos pais e vive infeliz aos cuidados da tia interesseira.
    Ele é Bram Griswold, um jovem soldado punk, corajoso, lindo, nobre... E morto!
    No ano de 2187, em meio a uma violenta guerra entre vitorianos e punks, surgiu um perigoso vírus, capaz de matar e trazer novamente à vida. As pessoas tornam-se zumbis, mas nem todos são assassinos devoradores de carne. Há os que lutam para que o vírus não se espalhe...
    Apenas Nora tem o poder da cura em suas mãos, ou melhor, em seu sangue. Ela não sabe disso, e corre perigo. É papel de Bram protegê-la... E amá-la. 

    Foto: arquivo pessoal

    Beijos de vampiro (Ellen Schreiber):

    Novos moradores sempre causam impacto quando chegam a uma cidade pequena. Ainda mais se vão morar em uma velha mansão abandonada, que todos juram ser mal-assombrada. Quem são, ou melhor, o que são eles? Poderiam ser vampiros? Raven, uma garota de 16 anos, louca pelas criaturas das trevas, gostaria muito que isso fosse verdade. E ela gostaria de saber o que poderia acontecer caso o lindíssimo filho dos forasteiros a beijasse.

    Foto: arquivo pessoal
    Ainda na feira, comprei um livro de contos do Machado de Assis por R$ 3.

    Foto: arquivo pessoal


    Por último, unicamente por estar escrito Meg Cabot na capa (amo os livros dela!), comprei "Nicola e o visconde":

    Nicola e o visconde (Meg Cabot):

    Meg Cabot explora o mundo dos romances de época, neste Orgulho e Preconceito para adolescentes. Nicola Sparks, uma órfã de 16 anos, está prestes a mergulhar de cabeça em sua primeira temporada na alta sociedade londrina. Seu maior sonho – ser pedida em casamento pelo charmoso visconde Sebastian Bartholomew — também está prestes a se realizar! Portanto, naturalmente, ela fica muito irritada com as insinuações de Nathaniel Sheridan a respeito do caráter duvidoso de seu noivo. Tomada pela curiosidade, Nicola começa a juntar algumas peças dessa história. Para sua surpresa, ela percebe que estava atrás do visconde errado desde o começo. Será que é tarde demais para fazer a coisa certa?

    Foto: arquivo pessoal

    Me contem nos comentários: já leram algum destes livros? Qual? Gostaram? Qual deles gostaria que fosse a próxima resenha no blog? Quais os últimos livros que compraram?

    02/10/2017

    Primeiras impressões do livro "nunca olhe para dentro" de Amanda Ágatha Costa

    Olá, leitores!

    Recebi da autora, parceira do blog, Amanda Ágatha Costa, os primeiros capítulos do seu livro "Nunca olhe para dentro" que será lançado amanhã (dia 03/10) na Amazon, então se gostarem já dá para comprar e ler logo hehe. 

    Sinopse:

    Nem sempre a vida é colorida como um quadro ou suave como uma pincelada, às vezes é o contrário de tudo isso. Depois de perder os pais em um acidente de carro aos oito anos de idade, a única coisa que Betina precisa fazer é encontrar o responsável por ter destruído sua família na noite que daria início à sua próspera carreira como pintora. Agora longe dos pincéis e das paletas, ela está focada em terminar a primeira graduação e procurar na justiça um pouco de consolo para o caos que o seu passado ainda traz. Ao lado de seus amigos e sob o teto de uma tia que a detesta, ela perceberá de que cores as pessoas são feitas, e do quanto é realmente necessário olhar para dentro de tudo aquilo que a assombra, mesmo que para isso precise passar por uma inesperada decepção.

    Créditos: Amanda Ágatha Costa

    Betina é uma menina que convive com o trauma de ter perdido os pais em um acidente do qual possui poucas lembranças visto que tinha apenas oito anos. Doze anos depois do ocorrido ela tenta conviver com a tristeza e se permite sofrer e relembrar tudo isso toda sexta-feira. Umas das coisas que mais dói na nossa protagonista é saber que o culpado ainda está impune enquanto ela tem que conviver com a perda diariamente. Por isso ela continua tentando resolver o mistério acerca do culpado do acidente.
    A pessoa que estava por trás daquele volante não só tirou o carro da sua pista e invadiu a nossa, como fez o que um vampiro faz: sugou tudo que eu tinha de melhor.
    Agora com vinte anos, Betina cursa psicologia e sonha em ser pintora, além disso costuma associar cores com sentimentos, aliás isso foi um dos pontos mais interessante deste início de leitura:

    Depois de passar por todas as cores , dar de cara com a morte e viver na penumbra por muitos anos, a última coisa da qual eu preciso é voltar para o preto. O cinza é aceitável. O preto é o que eu mais abomino.
     A narrativa em primeira pessoa foi um acerto da autora, visto que nos conectamos e nos emocionamos com a personagem logo no início da leitura. Finalizo dizendo que é um drama que tem tudo para dar certo. Logo mais terá resenha completa aqui no blog. Lembrando que a partir de amanhã a obra já estará a venda na Amazon. 

    18/09/2017

    Entrega especial, de Danielle Stell (resenha)

    Olá, leitores!

    Como vocês já devem saber, Danielle Stell é uma de minhas autoras preferidas. E como estava sentindo falta de ler algo dela, então "desenterrei" da estante o livro "Entrega especial", que comprei na feira do livro da minha cidade por R$ 5,00, a edição que tenho é da Altaya e da Record, foi publicada em 1997 e contém 197 páginas.

    Foto: arquivo pessoal
    A obra me chamou a atenção por ser um romance maduro, com personagens adultos (vejo poucos por aí, me indiquem alguns nos comentários). Amanda tem 50 anos e largou a carreira como atriz para se dedicar ao casamento e à família, ela se vê sem rumo após o falecimento do marido. É quando se aproxima de Jack, de 59 anos, que é pai do marido de sua filha e tem um trauma por conta do relacionamento com a mãe de seu filho, além de ter perdido o amor de sua vida. Mas Amanda sempre o enxergou como um rico rodeado de mulheres bonitas, enfim, um galanteador. Daí vai surgir um romance com muitas dificuldades, principalmente o fato de os filhos não aceitarem o relacionamento dos dois. 

    - Eu simplesmente não, eu não... eu sinto como se não tivesse o direito de fazer algo assim sem o Mattew... Que motivo eu teria para sair e pular de alegria? Para que devo aproveitar a vida? [...] Por que eu estou viva e ele não? É tão injusto. Por que isto tinha que acontecer? (página 33)
    Aos 59 anos, Jack Watson tinha tudo que sempre quiseram ter: um negócio que nunca parava de crescer  e de fazer dinheiro. 

    Foto: arquivo pessoal
    O interessante dos personagens é que ambos sofreram na vida amorosa e se ajudam a superar os traumas e a serem felizes. Vale ressaltar que são bem desenvolvidos, assim como os secundários e que seus problemas são de adultos, tais como trabalho e preocupação com a família, e têm inseguranças, ou seja, são humanos. Admiro muito quando um autor consegue construir personagens humanos: com qualidades e defeitos. Outro ponto positivo da obra é que ela te surpreende, há viradas na trama. O que me incomodou, não diria que foi na narrativa, e sim com os personagens, foi a atitude das filhas da Amanda, que, mesmo vendo a mãe feliz ao lado de um novo amor, não aceitaram e viraram a cara, diria até que é inveja  (não vou dar spoilers, mas lendo o livro dá a entender isso). 
    Concluo que Danielle Stell novamente não me decepcionou, é um romance bem construído e maduro. Para quem não conhece a autora, ela faz o estilo do Nicholas Sparks (que também adoro): clichê e meloso (amo!). Já leram? Pretendem ler? Já conheciam a autora? Comentem.

    04/09/2017

    Os feiticeiros, de Thaylane Ramos (resenha)

    Olá, leitores!

    Fazia tempo que não encontrava uma fantasia tão boa e que me despertasse a vontade de continuar lendo para saber o final. "Os feiticeiros" foi escrito pela brasileira Thaylane Ramos, publicado de forma independente em 2015, contém 295 páginas e o primeiro volume da série "entre mundos".

    Foto: arquivo pessoal

    A obra conta a história de quadro amigos: Alma, Ellen, Rodrigo e Jason, que dividem igualmente o protagonismo. Eles levam uma vida normal de adolescentes até a noite de formatura do ensino médio. Na festa, as meninas vão a uma cartomante que acerta tudo e no dia seguinte os quatro não lembram de nada, nem que se conhecem. Até que encontram um senhor, que lhes revela que são feiticeiros e então eles vão para Magic's House, uma escola de magia. Agora, você, caro leitor, deve estar pensando que já viu este enredo (pessoas que levam uma vida comum até descobrirem que tem poderes) em algum lugar, sim, eu também associei a Harry Potter (como fã é impossível não lembrar), pelo menos no começo da leitura, depois me habituei e me encantei com o universo criado por Thaylane Ramos, que por sinal, é bem distinto. A escola em nada lembra Hogwarts e ela mistura mitologia grega com feiticeiros de uma forma muito interessante, é nítida a pesquisa feita por ela para introduzir personagens como Zeus, Hades, entre outros.

    O mundo. Esta carta simboliza o poder que você tem de mudar o mundo, você poderá mudar o destino da vida de algumas pessoas, então tome cuidado a cada decisão que tomar, pois isso poderá mudar tudo.

    Outro ponto positivo é que os personagens são bem completos, tanto os protagonistas como os secundários, a parte física deles é bem descrita e a personalidade é muito bem trabalhada. Podemos diferenciar quem é quem só pelas atitudes tomadas, pois são bem distintos uns dos outros. Com referencia aos protagonistas: gostei muito das meninas (Ellen e Alma), adorei a cumplicidade que elas possuem. Não gostei de Rodrigo, mas acredito um personagem criado para que não tivesse o carinho do leitor. Sabe aquele personagem chato? Que se acha? Pois é, este é o Rodrigo.

    Droga... por que mesmo você é a minha melhor amiga? Talvez seja porque você é a única pessoa no mundo que me entende sem ter de te dizer uma única palavra, que saco!

    A história tem momentos de ação, aventura e até romance, considero completa e com os capítulos finais de tirar o fôlego: não conseguia parar de ler e tinha que saber como termina. Só senti falta de uma explicação mais detalhada da origem deles como feiticeiros, mas acredito que isso possa ser melhor trabalhados nos próximos volumes da série.
    Já leram? Pretendem ler? Gostam de fantasia? Comentem.

    14/08/2017

    O Príncipe Corvo [Resenha]

                  
    Foto Divulgação : Grupo Editorial Record

                   O Príncipe Corvo (The Raven Prince) é o primeiro volume de uma trilogia, romance histórico, da americana Elizabeth Hoyt, publicado aqui no Brasil pelo Grupo Editorial Record.
                Quem poderá gostar: leitores que se interessam por autores como Julia Quimm, Tessa Dare, Lisa Kleypas e Sarah Maclean.

    Foto Divulgação : Grupo Editorial Record
    Sinopse: Ao descobrir que o conde de Swartingham visita um bordel para atender suas “necessidades masculinas”, Anna Wren decide satisfazer seus desejos femininos... com o conde como seu amante. Chega uma hora na vida de uma dama... Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil. Em que ela deve fazer o inimaginável... O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude. E encontrar um emprego. Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender às suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos com o conde como seu desavisado amante.

                     Apesar de a escritora ser americana (e bastante cultuada entre o público feminino nos EUA) o romance é ambientado na Inglaterra de 1760, em um povoado chamado Little Battleford. Gosto muito de romances nesse estilo, mas confesso que o que me chamou atenção foi a capa. A versão brasileira optou por um estilo clássico, harmônico, e o resultado é lindo, mesmo para mim, que tenho uma forte opinião contrária a modelos reais em capas de livros.
                O enredo fala sobre infidelidade, convenções sociais, prostituição e até se arrisca na área do feminismo – assunto quase herético em uma época em que o papel fundamental da mulher era apenas cuidar de seu lar e gerar herdeiros, abordando assuntos como: mulheres trabalhando, tabus sobre desejos sexuais, e o papel da mulher na sociedade inglesa do século XVIII – que naquele período, passava pelas mudanças causadas pela revolução francesa, e a revolução industrial, mas que continuava bastante limitada e pseudo-puritana com relação a homens, mulheres e seus papéis. Uma das primeiras indagações de Anna, provavelmente a que leva a personagem aos seus próximos movimentos, é essa: “… um homem pode se satisfazer em locais como esse (um prostíbulo) e uma mulher como ela, viúva, deve ser recatada para o resto da vida?”.
                A cada início de capítulo, um pequeno trecho de uma fábula de mesmo nome do livro é contada, um romance entre uma jovem chamada Áurea e um príncipe amaldiçoado em forma de corvo, chamado Níger. A fábula é bastante semelhante ao mito de Eros e Psiquê – Os desafortunados amantes que se separaram durante um momento de desconfiança, e só voltariam a se encontrar após provas irrefutáveis de confiança e amor. A mensagem é clara: Não há amor sem confiança. Algo que os personagens do livro também devem aprender.
    Foto Divulgação : Grupo Editorial Record

                Edward de Raaf, Conde de Swartingham, é um personagem soturno, isolado, mas sem chegar a ser o típico mocinho arrogante, sua esposa morreu ao dar a luz, e seu filho seguiu o mesmo destino. Seu gênio explosivo e sua tendência a atirar objetos pelas paredes, e até em pessoas em momentos de fúria, somado ao seu aspecto pouco atraente devido às cicatrizes de varíola, o afastaram da maioria das pessoas, porém, quem realmente o conhece, como seus empregados, o têm como um homem justo e honrado.
                Embora ele tenha “olhos de absinto” o resto da descrição física de Edward não é a comumente encontrada em romances, que no geral descrevem seus mocinhos com “olhos de céu tempestuoso” ou “da cor do âmbar” com físicos de Apolo e quase hollywoodiano. O homem é bastante comum nos termos dos ingleses, e suas cicatrizes decorrentes da varíola são assuntos bastante presentes ao longo da história, mostrando que De Raaf suportou muita coisa devido a elas, e que se resigna a suportar um pouco mais.
                Anna Wren é, assim como De Raaf, uma jovem viúva, que carrega suas próprias cruzes, na forma de um falecido marido infiel e amargurado, e sua esterilidade. Anna aos olhos dos homens da sociedade não é um bom negócio: é uma viúva empobrecida e estéril, em um tempo em que gerar o maior número de filhos homens era de suma importância. Para mulheres como Anna, as opções não são muitas, e tampouco honrosas – a maioria das damas não trabalham, e as que recorrem a isso, não são tão bem-vistas. Porém, com tão pouco dinheiro, as outras opções seriam: ou se prostituir, e tornar-se renegada perante a sociedade, ou tornar-se a amante de algum nobre ou comerciante, vivendo tal vida em segredo. A opção que Anna escolhe, é a menos comprometedora: trabalhar para Lorde Swartignham, cuja personalidade faz com que todos os seus secretários não durem muito tempo, algo que pode aliviar seu problema com relação as suas dificuldades financeiras, mas lembrem-se: esse e o século XVIII: as mulheres que se arriscavam a trabalhar gahnhavam muito pouco, e não era comum haver secretárias, apenas secretários, nessa época. E é aí que começa a história.
                Ao longo do enredo, vemos vários e pequenos mistérios, que envolvem tanto os personagens  principais, como os secundários. Toda a boa história tem uma antagonista, e em O Príncipe Corvo, ela vem na forma de Felicity Clearwater – a esposa de um rico latifundiário, décadas mais velho que ela, que nunca perde a oportunidade humilhar ou simplesmente cutucar Anna, e sempre manipula pessoas e situações para conseguir o que deseja. Comparar Anna e Felicity é algo que o leitor poderá fazer, inevitavelmente, afinal, ambas as mulheres possuem personalidades bastante decididas, em um tempo desfavorável a elas, e tomam caminhos adversos para contornar seus problemas e limitações sociais.
                É um romance, e não um ensaio ferrenho sobre feminismo ou direitos de ir e vir, mesmo homens como Edward de Raaf tem suas limitações e obrigações enquanto Conde de Swartignham, e nem sempre seus desejos podem se fazer valer, principalmente se isso envolve uma mulher como Anna Wren.
                A mensagem principal, tanto na Fábula O Príncipe Corvo, quanto no enredo decorrente no livro, é sobre confiança e lealdade, afinal, não há amor que sobreviva sem isso. Mas, há outra mensagem silenciosa entre suas páginas: Na vida real, no nosso cotidiano, o amor sobreviveria diante das convenções sociais?
                É um enredo ótimo, equilibrado e muito bonito, e se você leitor, aprecia romances, é um livro indispensável ara se ter entre os seus. Ele foi lançado em julho deste ano – é quase um pão saindo do forno – e está disponível nas principais livrarias tanto na versão física quanto na versão digital. A versão possui uma variação mínima de uma livraria para outra – entre R$ 21,38 a R$ 23,00, enquanto a versão digital por enquanto está a preço fixo de R$ 24,90.
                E como eu não tenho amor nesse meu coração, deixo vocês com mais curiosidade, com o primeiro capítulo disponibilizado pelo Grupo Editorial Record.
                Esperando estar viva até a próxima semana, me despeço.
                Até mais,

                Haidy. 

    05/08/2017

    A noiva devota, de Mari Scotti (resenha)

    Olá, leitores!

    "A noiva devota" é um romance de época, e o segundo volume da série da Família Hallinson, que se inicia com "Montanha da lua", escrita pela brasileira Mari Scotti, parceira aqui do blog, e contém 248 páginas. Nesta sequência, Mical e Octávio dão lugar a Samuel e Rosalina. Samuel é o filho mais novo do casal e carrega o peso de ser um Hallinson, filho de uma lenda: o casal que com o amor venceu uma maldição. Mas por ser o mais novo, não tem tantas responsabilidades, não vai herdar as responsabilidades do pai. Samuel não pretendia casar tão cedo, até que, em um baile, vê Rosalina Acker sufocada com a roupa apertada e ao tentar ajudá-la é flagrado despindo a moça. A mãe de Rosalina, Margarida Acker, vê essa como uma boa oportunidade para casar a filha com um Hallinson. Já Samuel aproveita a oportunidade para se aproximar de Isabel Acker, a irmã mais velha de Rosalina, por quem tem uma atração física. Além disso, Rosalina é apaixonada por Samuel desde criança, visto que ele brincava com o seu irmão Romoaldo.

    Eu era filho de uma lenda. E precisava superar expectativas além da minha própria capacidade.
    Foto: arquivo pessoal

    Sonho com Samuel Hallinson desde que o vi comprando botas com o irmão mais velho há mais de dez anos e penso nele quando penso em um matrimônio feliz.
    Então, a história vai se desenrolar em torno do noivado. É um enredo que parece simples à primeira vista, mas é muito bem trabalhado e desenvolvido com todos os detalhes que um romance de época precisa para te fazer entrar na história. É nítido que a autora fez uma pesquisa bem detalhada a respeito dos costumes da época, visto que os descreve muito bem.

    Os recitais e concertos caseiros não eram raros, mas também não ocorriam em dias comuns. Segundo a etiqueta, deveriam ser anunciados com convites de tecido especial e para os nomes mais conceituados da cidade.
    Foto: arquivo pessoal


    Todos os personagens são bem desenvolvidos, inclusive os secundários, gostei muito de ver Mical no papel de mãe dedicada, continua madura. Já Octávio, não gostava muito do personagem e ele não mudou muito hehe, continua o mesmo, mas foi bom recordar. A narrativa é feita em 1ª pessoa se revezando entre os protagonistas: Samuel e Rosalina. Eu, particularmente, gostei muito mais da Rosalina: acredita no amor, não é interesseira, nunca culpou Samuel pelo noivado ter acontecido, e vale ressaltar que, como boa parte das mulheres, é insegura com o seu corpo, visto que manca. Enfim, é uma personagem que é fácil de se identificar e se apegar. O outro protagonista, Samuel, é confuso com os seus sentimentos e indeciso, confesso que tive raiva dele em alguns pontos da leitura, assim como tive do seu pai, Octávio, em "Montanha da Lua".
    Novamente Mari Scotti me surpreendeu, mostrando uma evolução na sua narrativa e me fazendo entrar em sua história. Já leram a obra? Pretendem ler? Comentem.

    28/07/2017

    Resenha - Princesa De Papel - Erin Watt



                  Senhoras e senhores falaremos hoje sobre Princesa de Papel, primeiro volume da série  Royals, romance New Adult – de Erin Watt, pseudônimo resultante da união entre Elle Kennedy e Jen Frederick, publicado aqui no Brasil pela Editora Essência.


                O fato que despertou a minha curiosidade sobre esse livro, não foi sequer sua premissa, e sim as opiniões fortemente contraditórias que ele despertou. Aqui aparentemente não existiu o “8/80”: alguns amaram, outros odiaram.
                Sinopse:

                Ella Harper é uma sobrevivente. Nunca conheceu o pai e passou a vida mudando de cidade em cidade com a mãe, uma mulher instável e problemática, acreditando que em algum momento as duas conseguiriam sair do sufoco. Mas agora a mãe morreu, e Ella está sozinha. É quando aparece Callum Royal, amigo do pai, que promete tirá-la da pobreza. A oferta parece tentadora: uma boa mesada, uma promessa de herança, uma nova vida na mansão dos Royal, onde passará a conviver com os cinco filhos de Callum. Ao chegar ao novo lar, Ella descobre que cada garoto Royal é mais atraente que o outro – e que todos a odeiam com todas as forças. Especialmente Reed, o mais sedutor, e também aquele capaz de baixar na escola o “decreto Royal” – basta uma palavra dele e a vida social da garota estará estilhaçada pelos próximos anos. Reed não a quer ali. Ele diz que ela não pertence ao mundo dos Royal. E ele pode estar certo.

                Sim – A personagem principal, Ella Harper, não é mais uma jovem entre tantas, a mãe, ganhou a vida trabalhando em clubes de strip, e Ella tomou seu lugar, com uma identidade falsa, quando esta foi diagnosticada com câncer e necessitava de tratamento. Após a morte da mãe, a garota se encontra sozinha, embora muito pouco em sua perigosa rotina tenha mudado até aparecer seu podre de rico tutor.
                Podia ser lindo, mas a mansão Royal, habitada apenas por homens, é um ambiente hostil, os garotos a odeiam, por suspeitarem da natureza do relacionamento entre seu pai, tutor de Ella, e a garota.
                O mundo dos adolescentes privilegiados se mostra bastante cruel, a beleza, o dinheiro e a reputação vêm em primeiro lugar, e, principalmente na mansão Royal, as coisas parecem decadentes, os garotos são abusivos, machistas e manipuladores. Callum Royal, o pai e tutor, não exerce nenhum tipo de boa influência, ao contrário, ele resolve suas pendências com generosos cheques e ameaças veladas.
                Os poucos adultos que aparecem são do tipo que apagam incêndios com gasolina, nem Gossip Girl chegou a esse nível de “libertinagem adolescente”. Sendo assim, eu ainda não consegui analisar muito bem meus sentimentos com relação a Princesa De Papel, por quê dentro de minha análise, Ella Harper tinha tudo para ser um ícone adolescente: A garota é uma sobrevivente, e não se contaminou pela vida desregrada a qual foi submetida, trabalhou, lutou e fugiu quando necessário, sem nunca perder o foco em seus objetivos muito realistas: terminar o ensino médio, fazer alguma faculdade e apenas viver. Uma garota assim deve ser admirada, se não fosse o que eu considerei uma contradição no enredo: Ella viveu em meio a pessoas maliciosas, manipuladoras (incluindo gangsters) e acaba se atraindo por Reed Royal – uma esponja que absorve defeitos e falhas de caráter.
                Creio que quero dizer que gostei de Ella, mas os Royals são personagens um tanto forçados, que chafurdam em uma vida de autocomiseração regada a sexo, apostas, brigas e subornos – na medida certa, seria um enredo mais do que atrativo, em exagero, a coisa toda perde a lógica. E garotas, um recado, leiam Princesa de Papel, tentem admirar Ella, como eu admiro, mas jamais romantize Reed Royal ou os seus irmãos, nunca encontrei pessoas assim, mas se vocês conhecem, apenas fujam para as montanhas. Rápida e discretamente.
                Sendo um livro sobre adolescentes que dificilmente pode ser classificado “para adolescentes”, Princesa de Papel é um livro cujo enredo pode ser melhor aproveitado por adultos, devido a sua narrativa de teor sensual, e que eu não recomendo para menores de dezoito.
                Fico por aqui, e deixo ao seu encargo somar esta história ao seu acervo, enquanto isso, fico aqui esperando pacientemente que Callum Royal tente por alguma ordem nesse galinheiro, com a continuação: Broken Prince.
                Até a próxima,

                Haidy. 

    14/07/2017

    Dois Mundos: Tesouros da Tribo de Dana, de Simone O. Marques




    Olá, leitores, tudo bem?

    Aqui é a Esther, e hoje trouxe a resenha do livro Dois Mundos:Tesouros da Tribo de Dana, que a editora Butterfly nos enviou.

    Informações do livro:
    Título: Dois Mundos- Tesouros da Tribo de Dana
    Autora: Simone O. Marques
    Número de páginas: 253
    Literatura brasileira - Romance

    Sinopse:
    Num futuro distópico, Marina é uma jovem brasileira que carrega a força e os poderes de três grandes deusas celtas. Ela é aquela que cria, acolhe e mata. Protegida por guerreiros, perseguida por mortais e desejada por deuses, precisa encontrar os míticos tesouros da Tribo de Dana se quiser salvar o que restou do mundo... Ano de 2021. A Terra está devastada e poucos são os sobreviventes. No Brasil, grupos se reúnem em pequenas vilas em torno da água potável. O oásis neste caos fica na Chapada dos Veadeiros, na Fazenda Tribo de Dana, onde vive um povo guerreiro que acredita tudo ser parte dos planos da Grande Mãe. Neste paraíso vive Marina. Considerada o avatar de três grandes deusas celtas, precisa lidar com poderes diversos de cura, vida e morte. Ao abrir o véu que separa o mundo de mortais e deuses, a jovem liberta antigas divindades. E dois domínios distintos estão prestes a colidir quando ela descobre que detém nas mãos o destino da humanidade.



    Resenha:

    Marina, uma jovem menina, que carregava consigo o poder de 3 Deusas. Marina/Pequena Dana é apenas um avatar para a Deusa Celta Dana. 5 anos após uma destruição total, com terremotos e tsunamis, ela teve de morar na Fazenda Tribo de Dana, onde os costumes eram diferentes e Marina devia de se acostumar. Convivia com todos a chamando de Pequena Dana e atendendo a todos os pedidos que a jovem menina fazia.

    A Pequena Deusa contava com guardiões que a espionavam de longe, para manter sua segurança, eram esses: Brian e Artur, que eram treinados especialmente para proteger Marina. Teimosa que só ela, a Pequena Dana entrou junto com seus Sombras, os guardiões, no Sídhe ( lugar onde ficavam os mortos e portal para o Outro Mundo), eles ficaram então presos debaixo do tal lugar que parecia assustador. Sem conseguir dali, Marina teria que buscar os tesouros de sua tribo, ou todos da mesma, morreriam e tudo seria destruído. Marina e seus Sombras vão atrás dos tesouros, mas eles não são fáceis como parece.


    Já em São Paulo, Pedro era o oráculo de Marina, tinha visões com ela, e na maioria da vezes, não eram visões nada boas. Pedro decide pedir ajuda para seu tio e foi em busca da jovem avatar. No caminho, ele encontra Liban, uma menina que era maltratada e aparentemente traumatizada, e junto dela, havia um cachorrinho muito carinhoso, o Merlin. Que logo depois foi essenciais para ajudar Pedro em busca de Marina.

    A história é contagiante e a linguagem é bem simples de ser compreendida. Os personagens são cativantes. Tudo bem místico, e já vou contando que vai ter um pequeno romance de Marina com um dos sombras, quem vocês acham que é? O livro é narrado em terceira pessoa. Recomendo muito a leitura deste livro, li em duas semanas e o carreguei para todos os lugares. Parabéns para a autora e para a editora Butterfly. Infelizmente, o único fato que me chateou, foi que ainda não tem continuação, e eu fiquei mega empolgada para o próximo.



    E aí, gostaram? Com quem vocês acham que Marina vai ficar? Será que ela conseguirá todos os tesouros? Me contem nos comentários o que vocês acham. Um superbeijo e até a próxima.
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