• início
  • contato
  • parceria
  • blogroll
  • Livros Resenhados

  • Mostrando postagens com marcador Editora Seguinte. Mostrar todas as postagens
    Mostrando postagens com marcador Editora Seguinte. Mostrar todas as postagens

    05/01/2017

    A Coroa de Kiera Cass (Resenha)

    Olá leitores,

    A história de Eadlyn foi contada em dois livros
    Depois de bastante tempo sumida do blog, hoje eu vim trazer para vocês a resenha de A Coroa. O livro, que conta o desfecho da história da princesa Eadlyn, foi lançado por Kiera Cass em 2016 e tem 310 páginas. Aliás, como essa resenha é de um livro que faz parte de uma série, teremos spoilers de livros anteriores.
    O último livro da série A Seleção conta, entre outras coisas, o que aconteceu com América e quem foi o escolhido de Eadlyn. Como sabemos, a atual rainha de Illéa sofreu um infarto no livro anterior da série e quase morreu, e isso fez Eadlyn começar a ver seus problemas a partir de uma nova perspectiva. Com o problema da mãe, ela finalmente chegou a conclusão de que o mundo não gira em torno dela, não importando nem um pouco que um dia ela vá ser a rainha de Illéa.
    A série A Seleção é composta de sete livros, sendo dois 
    deles livros de contos
    Assumindo as responsabilidades do pai no governo do país enquanto ele cuida de América, Eadlyn começa a descobrir os prós e os contras de ser uma pessoa poderosa e em quem ela deve ou não confiar.
    Paralelamente a isso, ela ainda precisa arrumar tempo para continuar conhecendo os candidatos da seleção, pois pelo jeito, escolher um marido pode ser mais difícil do que ela imaginava. Principalmente quando cabeça e coração querem escolher pessoas diferentes.
    Fiquei bastante indecisa quanto a quem Eadlyn escolheria no fim, mas felizmente ela acabou ficando com a pessoa que eu torcia. Achei que a nossa princesa finalmente tomou um choque de realidade e conseguiu aprender lições valiosas com as situações pelas quais passou em A Herdeira, e fiquei bastante satisfeita com o desfecho que a autora deu para o governo de Illéa. O único ponto negativo que eu achei desse livro foi o vestido, que eu tinha uma expectativa muito alta a respeito por ser o último da série e acabei achando inferior aos outros.
    E vocês, já leram A Coroa? Pretendem ler? Me contem nos comentários.

    06/07/2016

    A rebelde do deserto, de Alwyn Hamilton (resenha)

    Olá, leitores!

    "A rebelde do deserto" foi escrito por Alwyn Hamilton, publicado pela Editora Seguinte no ano de 2016 e contém 283 páginas. A história é narrada em primeira pessoa pela Amani, uma garota órfã e pobre que sonha em deixar a vida miserável que tem na Vila da Poeira. Logo após o falecimento dos pais, Amani passa a morar com o tio, que quer se casar com ela por conta de sua beleza. Não contente com o que o destino a reserva, ela bola um plano de fuga, só que requer dinheiro. Por isso, Amani se inscreve em um concurso de tiro, vestida de homem, é nesse concurso que conhece Jin, um forasteiro, que vem a ser seu companheiro de jornada. A leitura começa lenta, com Amani planejando fugir, mas depois que seu plano é concretizado, só vimos ação e fantasia, ao passo que a personagem vê todas as lendas que ouvia quando pequena, tornarem-se realidade.


    Foto: arquivo pessoal
    Ninguém toma decisões inteligentes no meio da noite, Jin dissera. Foi no meio da noite que tomei a decisão tola de ir vestida de garoto para Tiroteio. E eu faria tudo de novo se precisasse.
    A princípio é um enredo simples, pois é a história de alguém fugindo pelo deserto e com poucos personagens, porém, é bem elaborado e bem descrito. Só gostaria de ter um mapa do deserto de Miraji para ter uma ideia do caminho percorrido por Amani e Jin, saber a distância entre as cidades, se falta muito para chegarem ao destino, enfim, isso fez falta durante a leitura, em certos momentos me vi perdida.
    Amani é uma protagonista que me agradou muito, pois se difere das mocinhas que aceitam seu destino e não fazem nada para mudá-lo. Ela se mostra corajosa diante de todas as dificuldades que enfrenta ao longo da fuga pelo deserto de Miraji. Já Jin é um rapaz de personalidade, que sabe se virar nas diversas situações com que se deparam. Gostei bastante do casal de protagonistas, ambos evoluíram durante a trama.

    Nascer não torna ninguém importante. Mas você era importante quando eu a conheci, a garota que se vestia de garoto, que tinha aprendido sozinha a atirar com precisão, que sonhava, salvava e desejava com tanta força.
    Foto: arquivo pessoal

    A narrativa é simples e a autora vem nos dando pistas dos mistérios a serem revelados no final desse primeiro livro da trilogia. Confesso que não saquei as pistas e depois de revelados eu fiquei chocada em como não tinha reparado nisso antes. É um enredo repleto de ação e o romance acaba ficando como secundário na trama, mas admito que não me fez falta e sim estava na medida certa. Com respeito à edição da Seguinte: está maravilhosa! A capa é belíssima, as folhas são amareladas e a letra em um tamanho bom.
    Já leram a obra? Gostaram? Pretendem ler? Gostam de livros com ação e fantasia? Comentem.

    06/05/2016

    Espada de Vidro, de Victoria Aveyard (Resenha)

    Olá, pessoal!
    Há pouco tempo fiz minha breve resenha de “A Rainha Vermelha”, o primeiro volume da série de Victoria Aveyard, e tive um pouco de dificuldade para falar do livro, pois havia lido há algum tempo. Desta vez, tendo acabado de ler o segundo volume da série, Espada de Vidro, trarei minha opinião logo após terminar a leitura. É a primeira vez que faço resenha de uma continuação, e, infelizmente, não dá para falar de “Espada de Vidro” sem contar grandes spoilers do primeiro livro (Tipo: Maven?). Portanto, esta resenha tem spoilers do livro “A Rainha Vermelha”.
    “Espada de Vidro” é uma continuação direta do primeiro livro, sem espaço de um dia ou algo do tipo. De modo que a história já segue o fluxo da primeira. Eles estão “fugindo”, estão meio confusos sobre o que vão fazer etc. Grande parte da obra segue o percurso dos personagens em busca dos sanguenovos – os vermelhos que possuem poderes como os prateados –, enquanto Mare tenta montar seu exército para combater Maven e seu reino. Comparado com o primeiro livro, este é mais “recheado” de mortes e conflitos – sejam estes entre grupos ou individuais. Além de que não há pausas para descanso nesse livro, há sempre algo acontecendo, estão lutando, se preparando para lutar, fugindo, tendo discussões, o que for...
    Fonte: arquivo pessoal.

    Primeiramente, queria comentar sobre esse título bonitinho: Espada de Vidro. Particularmente gostei dele, e estava um pouco ansiosa para ver a explicação que dariam a ele. É “espada” por ser uma arma, a Mare se considera uma, e bem forte até, enquanto que o vidro e o “estilhaçar” da frase da contracapa mostram algo que pode ser elegante, afiado, porém frágil. Faz sentido se for considerar todo o desenvolvimento da Mare ao longo dos dois livros, principalmente depois da fala da página 275 – que é a da contracapa. Contudo, no momento em que foi dito, soou apenas como mais um pico dramático da Mare. Justo após, olha o spoiler, de ela tomar a decisão de alguma coisa. Ficou fugindo desde o primeiro livro – segundo a protagonista – e daí, pronto, decidiu algo. E, não sei, quando ela toma decisões, de algum modo, espera-se que a personagem saia um pouco da linha tênue da indecisão/fragilidade. Parece óbvio, mas, se for olhar, fica estranho. Talvez eu esteja equivocada ao pensar desta forma, e, se alguém entendeu diferente, por favor, me explique. Mas eu gostei do título, ok?

    Fonte: arquivo pessoal.
    Como na resenha do primeiro livro foquei mais no lado da guerra, digo que no segundo isso se tornou muito mais evidente. Não apenas as menções ou o fato da Guarda Escarlate aparecer bem mais neste livro, mas também o fato de que a morte está muito presente. Vários personagens morrem neste livro; a maioria deles nem é “relevante” para a história, mas trazem o caráter claro de como estava o clima naquela região. As pessoas estavam morrendo, às vezes por motivos bestas. Parando para pensar nisso, me lembrei do primeiro episódio de Dr. House (que assisti recentemente), em que há uma breve conversa sobre viver ou morrer com dignidade. Como House diz, não há dignidade no morrer; pode-se apenas viver com dignidade. Olhando para o livro, para a situação de grande maioria das pessoas, não há, de fato, dignidade na morte. Muitos sequer vivem com dignidade; mas estão em guerra, esse é o propósito, pensar nesse contexto e, então, encaixar todos os elementos que a história traz. Ademais, nesta questão, e o que vem a ser importante para a história, veem-se As Medidas, que apareceram mais ao final, acho, do primeiro livro. Estas Medidas foram pronunciadas pela própria Mare, o que a faz sentir culpa por isso.

    “As Medidas tornaram a vida dos vermelhos bem difícil, pior do que nunca, levando muitos deles às florestas e fronteiras em busca de um lugar onde não fossem forçados a trabalhar até morrer ou enforcados por dar um passo em falso”. (p. 287).

    Um ponto também importante para a história é como é encarada a questão de aceitar que a morte de alguns, em compensação pela vida de outros, vale a pena – por uma causa maior, tudo pode. Isso se somando ao fato de que a autora também mostra como pessoas iguais a “Mare de antes” agiriam, pensando como ladrões, de certo modo egoístas e cruéis, na justificativa de que a situação os fez assim.

    “Não é difícil deixar pessoas morrerem quando isso garante a vida de outras pessoas” (p. 213).

    Esse contraponto de como a protagonista era, pelo que ela passou e quem ela está se tornando é algo que a autora soube abordar. Apesar de eu considerá-la meio chata e, depois do primeiro livro, ter me enjoado um pouco com a narrativa dela, não dá para negar que o desenvolvimento da Mare Barrow foi bem colocado. De uma ladra passou a fingir ser uma prateada, e, mesmo após, como um sanguenovo, ainda passou por conflitos de quem de fato ela era e a que grupo pertencia. Tudo isso não deixando de considerar que ela tem dezessete anos; embora eu ainda desgoste do drama que ela faz.

    “Não importa o que eu faça, não importa o quanto eu tente ser um deles, os sanguenovos me enxergam como algo à parte. Seja líder ou leprosa, sou sempre uma estranha. Sempre separada”. (p. 299).

    O preconceito que Mare tinha contra os prateados no primeiro livro fica claramente modificado neste segundo livro. Ao conviver com prateados, ela acaba percebendo que a diferença entre eles não é tão grande quanto ela imaginava. E aqui me questiono se seria intenção da própria autora, desde o início, fazer menção à questão do preconceito; porque não dá para evitar pensar que essa divisão do livro é tanto social quanto “racial”. Afinal, pelo menos do que me lembro, todos os prateados possuem a pele clara; mesmo o ruborizar deles é deixá-los mais pálidos. Enquanto que Mare é descrita como tendo pele, olhos e cabelos castanhos.
     “Antes, eu acreditava que o sangue era tudo no mundo, a diferença entre a luz e a escuridão, uma divisão irrevogável e instransponível. Tornava os prateados poderosos, frios e brutais, desumanos até, quando comparados aos meus irmãos vermelhos. Mas pessoas como Cal, Julian e até mesmo Lucas me mostraram como eu estava errada. Os prateados são humanos como nós, cheios dos mesmos medos e esperanças. Não estão livres do pecado, mas também não estamos. Nem eu estou”. (p. 281)

    Mas o que fez Mare conviver com eles também foi justamente o que a tornou como eles; descobrindo e percebendo o poder que ela tem, surge certo prevalecimento de quem detém o poder perante os que não o tem. E isso aparece mais nitidamente quando ela se refere a seu amigo Kilorn.

    “Meu poder é meu bem mais precioso, ainda que me separe das outras pessoas. Mas por poder, pelo meu próprio poder, é um preço que estou disposta a pagar” (p. 77).

    Num geral, os personagens foram bem desenvolvidos, mas, como no primeiro livro, acho que isso seria ainda mais interessante se visto em terceira pessoa. Por exemplo, personagens como o Kilorn, a Farley ou o Cal poderiam ser mais explorados. Acho que gostaria mais disso do que os conflitos internos da Mare, que, devido ao que aconteceu no primeiro livro, passa a não confiar em ninguém, por vezes nem em si mesma.
    Fonte: arquivo pessoal.
    Não estava muito esperançosa com esse livro, e talvez por isso minha nota a ele tenha sido boa, porque a autora conseguiu manter um nível na série. Mas ainda achei que algumas coisas ficaram estranhas. Apesar disso, e talvez porque estou um pouco enjoada da narrativa da Mare – e, portanto, ler mais 400 ou 500 páginas disso parece complicado –, de fato, como o primeiro livro, o segundo deixou espaço para uma baita curiosidade quanto ao terceiro livro, que tem previsão para o ano que vem. E a grande questão é: Quem serão os mortos nos próximos dois livros?
    Apesar de a minha opinião não ser muito positiva quanto à série num geral, porque a meu ver é adolescente demais, acho que é uma história tranquila de se ler. A narrativa é simples, bem fluída, sem muitas descrições, além de que os diálogos são próximos à linguagem do dia a dia, isso é, há um tom de informalidade.

    Para quem gosta desse estilo de história, e de narrativa, recomendo a leitura. Enfim, essa é só a minha visão do livro. E vocês? Já o leram? =)

    04/05/2016

    A sereia, de Kiera Cass (resenha)

    Olá, leitores,

    "A sereia" é o primeiro livro da Kiera Cass, autora da série "A seleção", a obra foi publicada pela editora Seguinte no ano de 2016 e contém 323 páginas. 
    Adquiri a obra depois de ler muitas resenhas negativas sobre ela, pois havia achado muito interessante o enredo e queria poder dar a minha opinião. E simplesmente me surpreendi, pois adorei a leitura. Trata-se da história de Kahlen, que os 19 anos acabou naufragando, desesperada e com medo de morrer tão nova, a garota diz que faria qualquer coisa para sobreviver. Então a água acaba salvando sua vida em troca de 100 anos de servidão como sereia, ou seja, cantando para que as pessoas morram e alimentem a água. 

    Você acha que seria capaz de viver sabendo que a Água devora humanos? Que você passou um século ajudando a fazer isso? Tudo desaparece. É como se você tivesse três vidas: uma que você não fazia ideia de como viver; uma em que você tem mais poder do que qualquer um é capaz de imaginar; e outra em que você tem um verdadeiro senso de identidade e a capacidade de ir atrás do que quiser.
    Foto: arquivo pessoal

    Na história criada por Kiera, as sereias possuem três fases da vida: a de antes de se tornarem sereias, a qual vão esquecendo com o passar dos anos, os cem anos de servidão e a depois disso, que é a nova oportunidade de vida. Enquanto servem como sereias as garotas tentam levar uma vida humana normalmente, porém, como pessoas mudas, afinal, a voz da sereia é fatal para um ser humano, logo, se comunicam através da linguagem de sinais ou por mensagens escritas em um papel. Kahlen estava acostumada a ser ignorada por conta dessa dificuldade na comunicação, isso até conhecer Akinli, um garoto que se importa com ela, demonstra querer saber o que ela pensa e não parece se importar com o fato de ela não falar, aliás, tudo é muito natural para ele, conversa normalmente com ela. É por ele ser diferente dos demais que Kahlen acaba se apaixonando. Todavia, esse romance é proibido, já que a água não aceita o amor, seja entre filhos, maridos e afins, pois acredita isso atrapalha no difícil que tarefa que as sereias tem. Apesar de ter lido muitas críticas ao romance do casal por tudo ter se desenvolvido rapidamente na trama, achei bem desenvolvido, afinal ela se apaixonou por ele por ser o primeiro rapaz a reparar na existência dela e a tratar como um ser humano normal, sensação a qual não tinha há anos. 

    Ele era um aluno da faculdade perto da nossa casa em Miami. Nos conhecemos na biblioteca. Embora eu não conseguisse falar, ele conversou comigo, fez com que eu me sentisse uma pessoa de verdade.
    Foto: arquivo pessoal

    Sobre a mitologia de sereias tratada na trata, não há nenhuma novidade, mas, achei muito interessante a relação de Kahlen com a água, pois ela vê a água como uma mãe, já que a devolveu a vida e também como um ser superior. Vale ressaltar que toda vez que a água é mencionada no livro, sua primeira letra é em maiúscula, o que se equivale ao nosso Deus.

    Eu A amava tanto. Ela era a minha casa, o lugar que podíamos nos esconder quando guerras estouravam ou quando qualquer um nos olhava com desconfiança. Ela era a vida, nossa provedora, a provedora de todos. 
    Além de Kahlen, outras sereias também estão presentes na história, elas se apoiam e vivem como irmãs, embora cada uma delas lida com a sua condição de maneira distinta. As demais tem mais facilidade de lidar com o fato de ter que cantar para matar as pessoas, já Kahlen, vê isso como um fardo e não consegue aceitar, acaba por se apegar as pessoas que matou. Vale ressaltar que todas as personagens são bem construídas, cada uma com sua personalidade unica. Aliás, seria interessante ter um conto sobre cada uma, narrando como se tornou sereia e o que ocorreu após os anos de servidão.

    Foto: arquivo pessoal

    É interessante reparar em como as coisas são descritas na trama, pois nos mostra como uma humana vira sereia e vice-versa. Apesar de não explicar, até porque não vejo explicação, visto que é mitologia. 
    A narrativa é feita em primeira pessoa pela protagonista, Kahlen, a linguagem é fácil e fluida, é uma história que te prende, pois você quer saber o que vai acontecer. 
    Você já leram o livro? Gostaram? Pretendem ler? Gostam de histórias sobre sereias? Comentem.

    27/04/2016

    A Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard (Resenha)


    Olá, pessoal!

    Às vezes, falando de algum livro lido há meses, acho ser comum se esquecer de alguns detalhes, embora lembre o principal. A não ser, claro, que a pessoa tenha uma memória impressionantemente boa. E “A Rainha Vermelha” é um desses livros que li há algum tempo e, relembrando-o, tento resenhá-lo. Admito que não é fácil resenhar algo de tanto tempo atrás, parece que algumas impressões do momento da leitura já estão distantes o suficiente para que eu as distorça um pouquinho. Já li uns bons dez livros mais ou menos após esta obra da Victoria Aveyard, e acho, agora, muito mais fácil comentar dos livros do H. G. Wells, por exemplo. Apesar disso, de o ter lido em janeiro, e, portanto, não poder passar a impressão que tive, de fato, durante a leitura e ao finalizá-la, tentarei fazer um apanhado geral sobre o livro.

    Fonte: Arquivo Pessoal
    Um primeiro comentário é quanto à edição da Editora Seguinte, que ficou linda, uma capa com relevo e página de abertura desenhada. Apesar de ter 419 páginas e parecer grandinho, a leitura é super-rápida, em dois dias de leitura dá para finalizá-lo. A linguagem é simples, principalmente considerando que a narradora é uma jovem. Isso é, a narração é em primeira pessoa, o que é muito interessante, mas que, ao lhe permitir  apenas a visão da Mare – a protagonista – acaba limitando a visão da situação num geral. A história possui dois grupos totalmente diferentes – os de sangue vermelho e os de sangue prateado – e, só no fato de ser uma narrativa de uma garota de sangue vermelho, já dá para ver o quanto isso pode limitar a visão do contexto histórico-social da obra. Mesmo nas intrigas, só temos a visão dela.


    Um ponto interessante da obra é que a autora conseguiu expor o contexto político da sociedade em questão. Por ser uma distopia, já se espera como será, e nesse caso têm-se os de sangue vermelho – o proletariado, sem poderes e obrigados a obedecerem aos prateados – e os prateados, os “nobres”, que possuem diferentes poderes que quase os tornam “deuses”. E, além disso, há o contexto da guerra, em que todos os vermelhos com mais de 18 sem algum ofício são obrigados a ir.

    Um personagem interessante na história, pelo menos com certa ênfase no começo dela, é a irmã de Mare, Gisa. Ela trabalha para os prateados, o que lhe dá uma boa perspectiva do que pode ser no futuro, ao contrário de Mare, que passa os dias roubando outras pessoas para ajudar a família de seu próprio modo – o que não é bem visto pela família.

    “Assim que deixar de ser aprendiz, ela poderá abrir sua própria loja. Prateados virão de todo lugar para comprar lencinhos, bandeiras e roupas. Gisa conquistará o que poucos vermelhos têm e viverá bem. Ela cuidará dos nossos pais e contratará meus irmãos e eu como ajudantes para nos tirar da guerra. Um dia Gisa nos salvará apenas com uma linha e uma agulha” (p. 19)

    Contudo, alguns acontecimentos destroem essa perspectiva de futuro da família. Mas, curiosamente, logo em seguida ela consegue um emprego no palácio real. E então surge o grande enredo da história, pois na frente de toda a nobreza ela descobre ter poderes como os prateados. De certo modo, é a partir daqui que a história realmente se desenvolve; em que ela precisa começar a conviver com os prateados, o que a faz conhecer parte da visão deles da sociedade – também eles possuem seus problemas.

    Muitos personagens aparecerem, tanto prateados quanto vermelhos, inclusive há um grupo de rebelião. Tudo envolto numa questão política e econômica. E, o que não é surpresa, os prateados possuem entre si a rivalidade pelo poder. Num geral, os personagens foram bem desenvolvidos. Contudo, particularmente, gostaria de ver essa história por uma visão mais imparcial de narrador em 3ª pessoa.

    Fonte: Arquivo pessoal.

    Apesar do que comentam do livro, é uma obra interessante, não deixando de considerar que é um livro mais voltado ao público adolescente. Talvez por não ter lido outras séries como “A seleção” ou “Jogos Vorazes”, não me incomodei com a repetição de ideias – por exemplo, há uma seleção para escolher a nova rainha, mas aqui há toda uma questão de escolher a moça mais forte para que o herdeiro ao trono seja o filho mais forte de todos – no caso, há uma espécie de demonstração pública dos próprios poderes para a seleção.

    Enfim, ao final da obra, realmente fica uma curiosidade sobre o que acontecerá no próximo livro – admito que o final me surpreendeu. Mas, de algum modo, fiquei com a dúvida de se ela conseguirá deixar o livro ao mesmo nível deste primeiro ou se decairá um pouquinho. Mas isso são expectativas quanto ao próximo livro, “Espada de vidro”.

    E aí? Já leram ou pretendem ler? O que acharam da obra?

    12/11/2015

    A herdeira (resenha dupla)

    Olá leitores,

    "A herdeira" foi escrito pela Keira Cass, publicado pela editora Seguinte em 2015 e contém 391 páginas. É o quarto livro da série "A seleção", portanto, essa resenha contém spoilers dos primeiros livros da série.

    Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, a filha mais velha do casal. Criada para ser líder forte e independente, ela nunca quis viver um conto de fadas como o de seus pais. Por isso, antes de conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, a jovem está totalmente descrente. Mas, assim que a competição começa, a situação muda de figura, e Eadlyn percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão possível quanto imaginava.

     Opinião por Tainan:

    Após Maxon assumir o poder, algumas leis mudaram, como a possibilidade de uma mulher assumir o trono assim ela se torna a herdeira por ser sete minutos mais velha que seu irmão gêmeo e a queda da Seleção, a qual acaba acontecendo por causa de alguns acontecimentos. Entretanto, Eadlyn nunca quis uma Seleção, por ser criada para governar, acredita que não precisa de um homem ao seu lado para isso. Eadlyn tem uma personalidade extremamente forte e é bastante desenvolvida ao longo do livro, sendo o tipo de personagem que divide opiniões, inclusive pelo fato de ser independente e não gostar de estar na Seleção, o que fez com que eu gostasse muito da protagonista.
    Adorei o fato de ser uma Seleção com homens, é bem diferente da Seleção com mulheres, pois rapazes agem de formas diferentes em determinadas situações. Porém, os rapazes não empolgam, o livro não tem clima romântico como os demais, não há triângulo amoroso, como havia nos demais livros. O que ocorre é a negação da protagonista em relação à Seleção.
    Além disso, não vimos muito a rotina do Maxon e America, pelo contrário, outros personagens ganham destaque, como o irmão gêmeo de Eadlyn,  que se mostra um bom amigo e conselheiro.
    É um livro cuja leitura flui muito bem e prende muito a atenção, li em poucos dias porque não conseguia largar a leitura. Embora o foco do livro não seja romance, indico para quem acompanha a série, pois é muito interessante.

    Foto: arquivo pessoal


    Opinião por Deborah:

    Quarto livro da série "A Seleção", a história se passa 20 anos depois do casamento de Maxon e America. A protagonista desta vez é Eadlyn, filha mais velha do casal e futura Rainha de Illéa.
    Embora o país já não tenha mais castas e esteja muito melhor do que na época do Rei Clarkson, os ataques continuam acontecendo pelo fato das pessoas ainda sofrerem preconceito por conta de suas antigas castas. Esses problemas acabam saindo do controle e, a fim de mudar as atenções do povo para outro assunto, Maxon acaba sugerindo que Eadlyn faça uma seleção para escolher seu futuro marido.
    Criada para ser uma mulher forte e tendo que lidar desde sempre com a ideia de que um dia teria de governar o país, Eadlyn é bastante mimada, temperamental e tem um gênio ainda pior do que o de sua mãe, o que a princípio a faz rejeitar veementemente a ideia de se casar. E ainda mais de fazer uma seleção como a de seus pais.
    Com o passar do tempo e o aumento dos problemas ela é obrigada a aceitar a proposta do pai, mas seu objetivo inicial é bem mais infernizar os selecionados do que escolher um marido de verdade.
    Mas, o que ela não contava era que por trás daqueles candidatos existiam histórias de vida que ela nem imaginava, o que a faz ver que existe um mundo bem injusto fora dos muros de seu palácio e que ela não é a única que tem problemas.
    Eu achei maravilhosa a ideia de ter uma mulher independente sendo disputada na seleção, principalmente num mundo como o nosso, que as mulheres muitas vezes são vistas como submissas. Entretanto, o egocentrismo de Eadlyn passa da conta em vários momentos do livro.
    Talvez essa protagonista me incomode um pouco por eu ser como ela na parte de não gostar de demonstrar sentimentos, mas é sério que ela acha que ninguém é mais importante do que ela?
    A transformação de America em praticamente uma Rainha Amberly 2.0 eu também não gostei muito. Sinto falta das loucuras que ela fazia antes de casar com o príncipe, embora a indecisão dela entre Maxon e Aspen fosse irritante.

    Obs.: Estou terminando o estágio da faculdade, por isso a frequência de postagens no blog tem diminuído. Assim que eu concluir, tudo volta ao normal. ;)

    Já leram o livro? Gostaram? Comentem.

    05/08/2014

    A seleção



    Olá leitores,

    Primeiramente o que me chamou a atenção nesse livro foi a capa, essa ruiva bonita com o vestido lindo. Eu não compro livro só pela capa, mas ela me faz pegar a obra na mão e ler a sinopse, se for interesse eu levo. 
    A seleção foi lançado em 2012 e é o primeiro livro de uma trilogia (A seleção, A elite e A escolha), da qual também foi lançado um conto denominado O príncipe, todos publicados pela editora Seguinte e escritos pela Kiera Cass. 
    A história se passa Illéa, um país governado pela monarquia cuja população é dividida em castas, cuja monarquia pertence a mais alta, a 1, isto é, quando maior o número, mais pobre a pessoa é, as castas definem até a profissão que a pessoa pode seguir. O governo controla esse sistema, uma mulher não pode se casar com alguém de uma castra mais baixa ao não ser que pague por isso. 
    América é uma cinco, pertencente à casta dos artistas, assim como toda família, ela é cantora. Namora escondido Aspen, um seis, todavia, esconde isso dos pais até ter dinheiro para poder se casar. 
    Logo, abrem inscrições para A seleção, na qual o príncipe escolhe uma plebeia para ser sua esposa, a mãe de America insiste que ela se inscreva, pois participando será financeiramente recompensada, além de ter a possibilidade de ser tornar a princesa. Todavia, America não quer, pois ama Aspen, contudo, sua mãe a convence prometendo que se ela se inscrever, poderá ter seu próprio dinheiro, ganhado das apresentações como cantora, logo, convencida que não vai ser sorteada, ela concorda. No dia da inscrição, elas se encontram com a mãe de Aspen, que conta que reparou que o filho está apaixonado e guarda dinheiro para se casar, America, radiante, tira a foto da inscrição.
    Em um dia, ela resolve fazer uma surpresa para ele, prepara um pequeno banquete. Com isso, Aspen se dá conta que não é certo que ela o sustente (ele não teria a condições de fazer o mesmo por ela) e que ela fique presa a um seis, sendo condenada a ser pobre para o resto da vida, sendo assim, termina o namoro.
    Logo depois, divulgam as 35 selecionadas para A seleção e ela está entre elas. Quando chega ao palácio, abre o jogo para o príncipe Maxon, ou seja, conta que tem outra pessoa na sua vida, que espera voltar para ele, mas precisa ficar no palácio o maximo de tempo possível por causa do dinheiro e lhe propõe um acordo: ele a deixa e ficar e ela será sua amiga, ou seja, ajudará a escolher sua esposa, ele aceita.
    Com a vida no palácio, America começa a refletir o destino que escolheu para si mesma e a conhecer melhor o príncipe. 
    A seleção é um livro muito bem escrito, de linguagem fácil com um desenrolar rápido, nos mostra uma realidade fictícia, porém não tão longe da nossa. Kiera Cass tem a capacidade de fazer com que torcemos que America faça a escolha certa: #teamAspen #teamMaxon.
    A vida no palácio é bem descrita e nos apresenta personagens bem trabalhados, a doce rainha e o rei. Esse núcleo é tão bem escritos que somos capazes de sonhar com ele (que menina nunca sonhou em se tornar princesa?). 
    Também, podemos observar as concorrentes, umas fortes, capazes de tudo e outras boazinhas, tem para todos os gostos.
    A obra deixa a desejar no quesito de descrever a rebelião que acontece contra o governo, mas isso é facilmente corrigido em A escolha, por isso a trilogia. Com referencia a vida do príncipe antes disso, foi lançado O príncipe. 

    O livro é tão bom, que já reli e foi logo em seguida. 

    Eu curto literatura. Todos os direitos reservados.© - Powered by Blogger. imagem-logo