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    22/12/2016

    As irmãs vampiras: uma delícia de amiga, de Franziska Gehm (Resenha)


    Olá, pessoal!
    Já faz um tempo que eu não apareço por aqui, não é? Embora não seja bem o tipo de livro que eu costume ler – ainda mais por ser série –, desta vez vim falar de um livro um tanto diferente, um infantojuvenil, sobre vampiros. E que, além disso, é um livro alemão!
    Meu repertório de leitura sobre vampiros é bem pequeno, mas não é difícil já se ter uma ideia do que esperar com essas criaturas da noite e sugadoras de sangue. Ao mesmo tempo em que pode ser um mistério e se surpreender com vampiros que andam na luz do sol tranquilamente – com pequenos efeitos ocasionais. Felizmente, ou não, na obra de Franziska Gehm, os vampiros não fogem tanto assim do convencional. Ou só um pouco. Pois é, eles andam sim sob o sol – apesar da informação de que podem, sim, virar pó caso não se cuidem –, embora o detestem e o evitem, mas sempre sob uma camada de protetor solar, com óculos de sol, chapéu etc. Esses vampiros voam, vivem milhares de anos e moram na Transilvânia. Além de gostarem de corridas de carrapatos, terem sanguessugas de animais de estimação e precisarem estar sempre com alguns grãos de sua terra natal junto a si. A falta dessa terra, aliás, pode deixar o vampiro em coma e matá-lo.
    Embora só com essas informações já fique claro, volto a dizer: este é um livro para um público jovem, e, mesmo que o foco seja essas criaturas da noite, não há terror ou algo do tipo. Pelo contrário, é um livro bem tranquilo e de leitura rápida, coisa de um dia apenas. Mas se engana se acharem que o livro é ruim. Mesmo com uma narrativa simples, adequada ao seu público, a autora consegue criar um ambiente com vários personagens e intercalá-los de forma, digamos, harmoniosa.
    Fonte: arquivo pessoal.

    O foco do livro, ou melhor, seus protagonistas, Silvânia e Dakária (Daka), são duas irmãs – como diz o título – semivampiras e gêmeas; pai vampiro, o Mihai Tepes, e mãe humana, a Elvira. Embora muito unidas, as duas se diferem em estilo e gostos. Enquanto Silvânia se apega a um estilo mais romântico e se torna uma leitora assídua de revistas e livros humanos – por gostar das questões envolvendo paixão, traição, ciúme etc. –, e isso se reflete em sua vestimenta, Daka já se volta a um estilo mais escuro e, diria, "roqueiro" – há uma cena, inclusive, em que o narrador aponta que ela parecia uma estrela do rock –, além de se apegar muito mais ao mundo vampiro. Tendo vivido seus doze anos de vida na Transilvânia, as meninas precisam se mudar para uma cidade pequena na Alemanha e conviver com humanos, tudo devido à sua mãe. E é aí que a história começa.

    “Daka, com os cabelos de ouriço e os óculos exageradamente grandes, poderia passar por uma estrela do rock saída de uma revista de música em preto e branco de 1978. Silvânia, com o seu chapéu e com a sua saia de corte sofisticado ficaria bem num antigo romance inglês (que falaria, evidentemente, sobre amor, traição, paixão e honra). O sr. Tepes estava muito satisfeito de ver que as suas filhas se destacavam da multidão. Afinal de contas, elas eram diferentes de todos os outros na escola.” (p. 119-120).

    Um ponto interessante, bem abordado, é o choque cultural pelo qual as meninas passam. Todo o conhecimento de mundo que possuíam partia de sua vivência na Transilvânia com vampiros, com costumes para lá de estranhos, como o cascudo na cabeça como forma de comprimento. Escada rolante, ônibus, é tudo novidade para as meninas. Isso me fez pensar que, embora com a fantasia e tudo o mais da história, choque cultural é algo pelo qual muitas pessoas passam, imagino; e, provavelmente, demoram a se acostumar. Afinal, a diversidade do mundo não é pequena. Senão choque cultural, o encontro com o desconhecido.

    “Na Transilvânia, Daka sempre gostara de ir à escola. Ela tinha um pressentimento de que na Alemanha seria diferente. Lembrou-se com nostalgia da festa de despedida na Cripta de Octavian. Sua classe inteira tinha ido, até mesmo a professora da turma voara até lá por um tempinho. O pessoal do clube de voo livre de Daka e o grupo de saikato de Silvânia também estavam lá. Foi a festa mais bonita, e ao mesmo tempo triste, que Daka já tivera. Claro, elas voariam para Bristrien nas férias e veriam todos novamente. Mas não seria a mesma coisa que viver lá.” (p. 53).

    Por outro lado, não dá para deixar de mencionar que há alguns personagens que talvez só venham a ser mais bem explorados nos próximos livros; até o momento há quatro já traduzidos aqui no Brasil pela V&R, sendo que são, ao todo, doze livros, publicados entre 2008 e 2015. Dentre esses personagens, há os vizinhos da família Tepes, o proprietário da loja de Elvira, mãe das meninas, a colega de classe Helene entre outros. Esta colega de classe, aliás, é a que provavelmente dá nome ao subtítulo, dado que as meninas consideraram que ter uma amiga as ajudaria a ter um convívio melhor no mundo humano. Apesar de que isso aparece mais do meio do livro em diante, o que, talvez, seja spoiler comentar mais do que isso.

    Enfim, a narrativa é bem tranquila, retomando fatos e evitando que o leitor se perca, e acrescentando, volta e meia, informações pertinentes para a distinção dos dois “mundos”. E tem aquela capacidade de deixar você questionando o que vai acontecer nos próximos livros – apesar de um tanto previsível. O livro é bem curtinho, 190 páginas que mais parecem só cem; com tradução de Sonali Bertuol e lançado em 2012. Só por curiosidade, aliás, o título original é Die Vampirschwestern: Eine Freundin zum Anbeißen [traduzido para: As irmãs vampiras: uma delícia de amiga], sendo que este primeiro volume foi publicado em 2008. Acho que eu recomendaria principalmente para quem está começando a ler ou que quer algo bem leve e descontraído. E aí? Já conheciam esta série? =)

    21/01/2015

    A Droga da Amizade (Resenha)

    Olá leitores,

    Todos os livros da série ganharam novas capas.
    A resenha de hoje é de um livro muito aguardado por aqueles que são fãs do Pedro Bandeira e da série Os Karas: A Droga da Amizade.
    Depois de anos sem ler nenhuma novidade dos cinco amigos super inteligentes que combatiam o mal, foi ótimo voltar a esse universo de aventuras que me fascinava tanto quando era criança e adolescente, por que, afinal, quem nunca quis ser um Kara?
    Acredito que essa série tenha sido fundamental para que eu me apaixonasse tanto por livros, tanto que eu li alguns desses livros em um dia! Embora hoje a trama desses meninos já esteja meio distante do que leio, uma vez que são livros infantojuvenis, eu não conseguiria não ler uma continuação dessa série, que em 2014 completou trinta anos do lançamento de seu primeiro livro, A Droga da Obediência.
    O livro conta como se conheceram e o
    que aconteceu com cada um dos
     personagens principais da série.
    Lançado no ano passado pela Editora Moderna, durante a Bienal do Livro de São Paulo, A Droga da Amizade conta como foi o começo da amizade entre Miguel, Calú, Chumbinho, Crânio e Magri, quando eles ainda estudavam no Colégio Elite.
    O livro, que tem um clima de nostalgia por nos lembrar da infância, relembra não só a turma dos Karas como também outros personagens que se destacaram ao longo dos outros livros, como o Detetive Andrade e a Peggy, que até então era o motivo da aventura do último livro da série, Droga de Americana!, lançado em 1999. Com o passar das páginas vamos reencontrando também alguns dos códigos usados pelo grupo, como o Vermelho, Tênis Polar e Morse.
    Uma coisa que eu gostei bastante nesse livro foi que a história é contada em forma de flashback e é contada enquanto Miguel olha uma foto atual dos amigos, que vem acompanhada de uma mensagem escrita nos códigos que eles costumavam usar quando eram adolescentes, por conta de um dia muito importante na vida do antigo líder do grupo. Ao ver essa foto e ler a mensagem, ele começa a contar o que aconteceu com eles e como cada um deles se tornou um Kara, incluindo Peggy.
    Por mais que eu tenha adorado ler A Droga da Amizade, não posso deixar de manifestar a decepção que tive quando me dei conta de que eles não iam viver mais uma aventura. Embora esse seja um livro naquele embalo de “como tudo começou”, o que até se tornou meio comum em séries, confesso que eu esperava ver os Karas em ação de novo.
    E vocês, já leram esse livro? Conhecem a série? Me contem nos comentários.

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