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    27/06/2017

    A Queda Dos Anjos (Resenha)

            




    capa da versão em português - Editora Verus

               A Queda Dos Anjos (Angelfall), é o primeiro livro da série Fim Dos Dias, uma ficção juvenil americana, escrita por Susan Ee, e publicada aqui no Brasil pela Editora Verus.

                Sinopse:
                Já se passaram seis semanas desde que os anjos do apocalipse desceram para destruir o mundo moderno.
                Gangues de rua governam o dia, enquanto o medo e a superstição governam a noite.
                Quando os anjos guerreiros voam para longe com uma garotinha indefesa, Penryn, de dezessete anos, fará de tudo para recuperá-la.
                Qualquer coisa, inclusive fazer um acordo com um anjo inimigo.
                Raffe é um guerreiro que está despedaçado e sem asas na rua. Depois de séculos lutando suas próprias batalhas, ele se vê resgatado de uma situação desesperadora por uma adolescente quase morta de fome.
                Viajando através de uma escura e distorcida Califórnia Do Norte, eles têm apenas um ao outro para sobreviver. Juntos, eles viajam em direção à fortaleza dos anjos em São Francisco, onde ela vai arriscar tudo para salvar sua irmã e ele, vai colocar-se a mercê de seus maiores inimigos, pela possibilidade de ser curado.

     Ironicamente, desde os ataques, o pôr do sol tem sido glorioso.

                A fórmula Adolescente + ser primordial sobre-humano já é bastante conhecida, principalmente na literatura inglesa/americana, e usada há muito tempo, desde os contos de A Bela e A Fera, passando pelo sombrio Drácula, e ficando bem popular com a Saga "Crepúsculo", "Fallen", "Cortes de Espinhos e Rosas", entre outros. "A Queda Dos Anjos" faz parte desse grupo, mas, não se enganem, ainda que seja um romance, a autora parece ser extremamente cuidadosa com o enredo que o permeia, e o melhor de tudo: não subestima seus leitores mais jovens.
                É de se esperar que o personagem imortal (seja vampiro, anjo, deus e tudo o mais) seja um tanto trágico com relação ao amor – Edward Cullen que o diga. Porém, o personagem Raffe, um anjo que teve suas asas arrancadas logo nas primeiras páginas, mostra um outro resultado da imortalidade: ele é bastante cínico quando se trata de assuntos mundanos, e bastante cauteloso quando necessário.

    – Meus amigos me chamam de Ira. – diz Raffe. – Meus inimigos me chamam de Por Favor, Tenha Piedade.

                Susan Ee nos mostra uma visão nem um pouco bonita da natureza humana em um universo pós-apocalíptico, é uma análise quase antropológica – e lamentavelmente exata – sobre que rumo tomaríamos em uma situação tão extrema. A idade das trevas retorna, e os mais fortes, mais cruéis e mais espertos sobrevivem, e os outros morrem e desaparecem, aos milhares.
                Seis semanas – como é contado no livro – não é tempo o suficiente para que as pessoas se adaptem ou aprendam a se defender, Penryn e sua família, são sobreviventes, há muito tempo, muito antes de sequer suspeitarem que anjos realmente existiam.
                O pai de Penryn e Paige raramente é mencionado, e segundo Penryn, as deixou após ficar cansado da esquizofrenia paranoide da esposa, mãe das garotas, que em meio a suas fantasias e alucinações preparou Penryn para proteger Paige, desde muito jovem, a enviando a aulas de autodefesa e a ensinando a ser uma protetora – diante dos autos e baixos da instabilidade da mãe e o perigo que ela representava a todos, inclusive para elas mesmas.

    Uma parte de mim odeia a nova Penryn que eu havia me tornado

                Penryn se desdobra para proteger a todas, desde sua mãe, que sempre é necessário estar a um passo a frente para prever suas reações, até Paige, que é uma garota de sete anos e é tetraplégica.


    Qualquer pessoa que olha através das portas de vidros correria para longe, muito
    longe. E agora jogamos um jogo permanente de eu-sou-mais-louca-e-assustadora-do-que-você. E no jogo, minha mãe é a nossa jogada secreta.


                A mãe de Penryn é um mistério a mais, e constantemente encontramos alguma lógica em toda a sua loucura, mesmo quando a filha não está por perto, ela parece capaz de se defender sem muitos problemas.
                Cada personagem é tratado com cuidado, e muitos deles vão se mostrando pouco a pouco, desde os personagens humanos, ora cruéis, ora protetores, até os Anjos, tanto os caídos quanto os com asas, que parecem tão complexos quanto qualquer mortal pode parecer.
               Ao longo do enredo desvendamos paisagens destruídas, as histórias que permeiam a cultura e a tradição cristã, o resultado das lutas milenares travadas pelos anjos e acima de tudo, nossa própria natureza. Na leitura, nos identificamos com ao menos um personagem.
    Créditos: Haidy. 
                Raffe é um anjo cínico, um guerreiro outrora obediente, que por suas próprias razões desistiu de acreditar nos anjos, travou suas próprias batalhas e cumpriu suas missões sozinhos, após os anjos guerreiros ao seu comando caírem em desgraça. Ele protege Penryn, mas nunca a engana quanto a sua natureza, sempre deixando claro que entre os anjos é estritamente proibido relacionar-se com “Filhas do Homem”. Penryn, assim como Raffe, é um mistério desvendado ao longo do enredo, ao contrário da maioria dos personagens de outros livros, ela não torna-se guerreira após os acontecimentos, ela é uma lutadora há muitos anos, e ela nos conta, aos poucos, a razão disso.
                Esse é o primeiro livro de Susan Ee, e só posso dizer que espero para ver os outros, pois seu cuidado ao construir diálogos, narrar cenas de lutas e nos deixar em suspense beira ao talento de autores mais experientes, é um livro ótimo, feito para adolescentes e claro, para adultos.
                Espero que vocês gostem da dica, e até a próxima.

                Haidy.

    P.S.: Dizem que pode haver filme sobre essa trilogia, então, se você gostou da resenha não deixe de conferir o livro e ficar de olho nas notícias.


    02/06/2017

    Anna Vestida De Sangue [Resenha]


    Sinopse: É assustador, romântico e prende a atenção do começo ao fim. O público vai se apaixonar por Anna.” — Stephenie Meyer, autora da série Crepúsculo

    Cas Lowood herdou uma vocação incomum: ele caça e mata os mortos. Seu pai fazia o mesmo antes dele, até ser barbaramente assassinado por um dos fantasmas que perseguia. Agora, armado com o misterioso punhal de seu pai, Cas viaja pelo país com sua mãe bruxa e seu gato farejador de espíritos. Juntos eles vão atrás de lendas e folclores locais, tentando rastrear os sanguinários fantasmas — e afastar distrações, como amigos e o futuro.

    Quando eles chegam a uma nova cidade em busca do fantasma que os habitantes locais chamam de Anna Vestida de Sangue, Cas espera o de sempre: perseguir, caçar, matar. Mas o que ele encontra é uma garota envolta em maldições e fúria, um espírito fascinante, como ele nunca viu. Ela ainda usa o vestido com que estava no dia em que foi brutalmente assassinada, em 1958: branco, manchado de vermelho e pingando sangue. Desde então, Anna matou todas as pessoas que ousaram entrar na casa vitoriana que ela habita. Mas, por alguma razão, ela poupou a vida de Cas. 
    Agora ele precisa desvendar diversos mistérios, entre eles: Por que Anna é tão diferente de todos os outros fantasmas que Cas já perseguiu? E o que o faz arriscar a própria vida para tentar falar com ela novamente?



              "Anna Vestida de Sangue" (Anna Dressed in Blood) – é uma ficção juvenil americana de Kendare Blake, e publicada aqui no Brasil pela Editora Verus, em 2016.
                Como já esclarecido nas primeiras linhas, o livro "Anna Vestida De Sangue" é uma ficção/aventura dirigida ao público adolescente, com uma temática muito próxima à série A Mediadora – De Meg Cabot, e à série de TV Supernatural – sobre os irmãos caçadores Dean e Sam Winchester.
                O enredo conta a história de Cas Lowood, que desde que se entende por gente não consegue passar mais de um semestre em uma mesma cidade, sempre viajando em um caminhão, com sua mãe e um gato chamado Tybalt – a razão é simples: ele tem o dever ancestral de neutralizar qualquer espírito/demônio que ameaça os vivos, e é um desses fantasmas que atrai Cas a Thunder Bay.
                Em 1958, Anna Korlov encontrou seu fim a caminho de um baile de formatura, a marca do crime brutal é um corte profundo em seu pescoço, que a fez esvair-se em sangue. Segundo as lendas urbanas, Anna não encontrou o descanso eterno, e sim voltou na forma de um fantasma sombrio, para assombrar a antiga pensão de sua família, as poucas aparições que fez desde então, assustadoras, em seu vestido de baile manchado de vermelho, lhe deram a fama: Anna Vestida De Sangue. A missão de Cas, ainda que seja cheia de riscos, em geral segue o mesmo padrão, investigações, pesquisas, feitiços e, por fim, caso a lenda se comprove verdadeira, destruir o espírito com o seu athame, que serve a sua família por gerações. Tudo isso, sozinho.
                Como eu disse logo no início, a história é atrativa para o público adolescente, mas talvez não agrade ao público mais exigente, isso devido à leveza com que o enredo se desenrola, porque apesar de Cas lutar com o sobrenatural, tais cenas não deixam o leitor em suspense ou assustado. Cas, apesar de possuir diálogos divertidos e um sarcasmo atrativo, não chega a ser um daqueles personagens que nos oferecem uma perspectiva a mais – ele tem uma missão e tem um passado sombrio – lugar-comum em romances do gênero. As interações que Cas tem com os demais adolescentes, são as de um garoto americano típico: ele é atrativo, rotulado automaticamente como bad-boy e atrai a atenção imediata das “Queen B” dos colégios e claro, a total aversão dos membros dos times de futebol. As cenas mais curiosas ficam a cargo de Thomas Sabin – um telepata, neto de bruxos, e claro da própria Anna, que hora é mostrada como uma deusa infernal e ora como uma adolescente um tanto quanto entediada. É nas investigações de Cas que podemos entender melhor Anna e suas motivações.

    Mas, ei, pelo menos teremos uma história estranha para contar:
    amor e morte, sangue e problemas com o pai. E, caramba,
    eu sou o sonho erótico de todo psiquiatra
               

                Porém, deixo aqui registrado, o livro, embora não possua um daqueles enredos inovadores, não é ruim, muito ao contrário, é uma leitura dinâmica, com cenas hilárias e com críticas ácidas a muitos ícones da cultura pop (nem Harry Potter, Smurfs e os Embalos de Sábado à Noite se salvaram). É um livro dedicado a leitores adolescentes, e, que possui uma característica que raramente podemos encontrar em um livro atualmente: ele passa pelo crivo da censura dos pais mais cuidadosos, sem cenas “quentes demais” ou violentas. Talvez surja uma perigosa curiosidade sobre o sabor dos biscoitos de anis – conhecidos como biscoitos da sorte. O que desde já não recomendo.
                Espero ter ajudado em sua busca por informações sobre esse livro e, claro, dúvidas, sugestões, deixe seu comentário.

    P.S.: É sério, biscoito de anis não é legal – recomendo gengibre, ou chocolate

    20/05/2016

    Um Amor de Cinema (Resenha)

    Olá, leitores, 

    Ao longo da trama, o livro cita diversas
    comédias românticas famosas.
    Continuando o meu desafio de resenhar as minhas leituras do ano passado, o livro de hoje é Um Amor de Cinema, de Victoria Van Jiem. Lançado pela editora Verus em 2014, o livro de 294 páginas traz a história de Kenzi, uma designer que parece ter conquistado tudo em sua vida, menos a aprovação de seus pais. 
    Prestes a se casar com Bradley, ela descobre que está arriscada a perder o emprego porque a agência de publicidade na qual trabalha está com problemas financeiros. Paralelamente a crise, Kenzi precisa lidar com uma amiga que tem tudo para ser da onça, pois foi responsável por um término de relacionamento traumático que Kenzi teve no passado.
    A única chance da protagonista salvar o emprego é conseguindo fechar um contrato importante com um cliente que pretende fazer um restaurante no lugar. E isso seria ótimo se o dono do estabelecimento não fosse Shane, seu ex-namorado, que impõe como condição para fechar o contrato que ela reviva cenas de filmes românticos com ele.
    Depois de 7 anos afastado de Kenzi, Shane Bennet cruza a vida dela novamente ao resolver abrir um restaurante com a temática do cinema, daqueles que passa filmes enquanto as pessoas estão comendo. E como filmes era a grande paixão de Kenzi quando eles namoravam, Shane se inspirou nela para abrir o negócio e gostaria bastante que ela participasse do projeto.
    Algo que eu achei bem criativo na obra foi os títulos dos capítulos, pois tratam-se de trocadilhos com nomes de filmes citados ao longo da obra, representando também o estado de espírito da protagonista no momento e situações pelas quais ela está passando. 
    Os títulos dos capítulos
    são bem criativos.
    Entre os filmes que os protagonistas revivem as cenas durante a história estão Uma Linda Mulher, O casamento do meu melhor amigo, Dirty Dancing: Ritmo Quente, Vestida para casar, Mensagem para você, O Diário de Bridget Jones e outras comédias românticas. No livro também aparecem várias referências a outros filmes famosos, como Enquanto você dormia, Como perder um homem em 10 dias, O casamento dos meus sonhos, De repente 30, Amor a segunda vista, Quatro casamentos e um funeral e outros títulos do gênero. Por eu gostar muito desse tipo de comédia romântica, fiquei louca para ler quando descobri a existência desse livro.
    Mas, como ele não estava na minha meta de leitura de 2015, me obriguei a esperar até que eu terminasse todas as leituras da meta original, para enfim conhecer essa história. E posso dizer que esse livro está sem dúvida entre meus 5 livros preferidos de 2015 e também entre os preferidos da vida, porque é realmente maravilhoso poder juntar duas coisas que eu gosto tanto: livros e comédia romântica. 

    E você, já leram esse livro? Pretendem ler? Me contem nos comentários.
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